15 de Maio de 2009

Assédio moral no trabalho – um assunto do interesse de todos

Publicado por Leonardo Sussuarana em Cidadania, Diversos

Em 2005, minha amiga Diva Mascarenhas Borges, publicou essa matéria no Jornal Conversa Pessoal - Ano V - Número 59 - 2005, que é um Informativo Interno da Secretaria de Recursos Humanos, coluna Ponto de Vista. É impressionante ver que alguns anos depois o tema ainda continua bastante atual. Quando será que alguma coisa será feita a respeito? A matéria está publicada aqui, na sua íntegra. Confira!

Assedio - Assedio

Assédio moral no trabalho – um assunto do interesse de todos
Por Diva Mascarenhas Borges

“…Na edição nº 56 do Jornal o Conversa Pessoal abordou o tema assédio moral. Acredito que há muito o que se falar sobre este assunto, que se encontra em constantes debates nas revistas, programas de TV e rádio, jornais e até em vários livros.

Procurando entender o que vem a ser assédio moral, lemos várias entrevistas e informações de alguns dos mais conhecidos especialistas na área. Assim, resolvemos transcrever itens relacionados na Revista Veja do dia 13 de julho de 2005, na reportagem ASSÉDIO MORAL.

Segundo podemos observar na referida reportagem, devemos ligar nossos sinais de alerta e verificar se somos vítimas de assédio moral, porque o seu chefe ultrapassa o limite quando:

- dá instruções confusas e imprecisas;
- bloqueia o andamento do seu trabalho;
- atribui a você erros imaginários;
- ignora a sua presença na frente dos outros;
- tenta forçá-lo a pedir demissão;
- impõe horários injustificados;
- fala mal de você ou espalha boatos a seu respeito;
- pede trabalhos falsamente urgentes;
- determina a execução de tarefas muito abaixo da atribuição de seu cargo;
- o isola da convivência com os colegas;
- retira seus instrumentos de trabalho;
- deixa de lhe passar tarefas;
- agride você de qualquer maneira;
- proíbe seus colegas de falar com você;
- manda a você cartas de advertências protocoladas.”

Não precisamos vivenciar todos estes aspectos acima relacionados para nos considerarmos vítimas. Alguns deles já bastam. Não podemos, também, dizer que somente ocorram um ou dois destes. Eles podem ocorrer de forma variada, em períodos diferentes e, geralmente, ocorrem com sutilizas.

Na administração pública pouco se fala sobre o assunto. Ainda existem aqueles que mantêm a idéia ultrapassada da burocracia tradicional, na qual o processo é mais importante que o resultado e o interesse público se confunde com o próprio interesse do Estado e não com o interesse da coletividade. Nessas circunstâncias, podemos encontrar possíveis agressores, visto que estes não conseguem aceitar questionamentos e críticas quanto à política de gestão ou quanto à descentralização das decisões, nem quanto a alguns dos pontos da administração gerencial pretendida no PLANO DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO (Câmara da Reforma do Estado).

A Casa procura evitar esse tipo de problema e uma das soluções adotadas é disseminar o conhecimento sobre o assunto. O Diretor-Geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, no evento promovido pela Comissão Temporária do Ano da Mulher Latino Americana e Caribenha, informou que o Senado Federal, buscando estar conectado com as novas tendências, “promove cursos destinados a Chefe de Gabinetes, considerados os prováveis agressores”.

Como acima explicitado muito há que se falar sobre o assunto, mas cumpre terminar lembrando que tanto agressor quanto vítima são detentores de distúrbios psicoafetivos e que há caso noticiado de vítima que chegou ao suicídio.

Assim, fiquemos atentos a nossa auto estima, ao nosso corpo, a nossa mente…

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Diva Mascarenhas Borges
Advogada e servidora no gabinete do Senador César Borges
Telefone: (61) 3311.2213
e-mail divab@senado.gov.br…”

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