31 de Julho de 2009

Elétron entra em fio quântico e divide-se em duas novas partículas

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia

fio quantico - fio quantico
[ Imagem: Y JOMPOL ]

Imagine uma bola girando. Agora, separe os dois, a bola de um lado e o giro do outro. A bola deverá ficar parada, e o “giro” deverá ficar lá, sem a bola. Se você juntá-los novamente terá de novo uma bola girando.

Parece estranho? Os físicos sempre ficam entre orgulhosos e irritados quando dizemos que a mecânica quântica é bizarra. Mas é difícil encontrar palavras para descrever o comportamento das partículas/onda nas dimensões atômicas e subatômicas.

O fato é que, no mundo quântico, a separação entre a bola e o giro é possível. Não como uma bola, mas com um elétron.

Propriedades elétrica e magnética

Um elétron, apesar de parecer não ter tamanho e nem poder ser isolado, tem duas propriedades, uma elétrica e outra magnética. A propriedade elétrica é a carga do elétron. A propriedade magnética é o seu spin, que pode ser entendido como a direção na qual o elétron gira.

Em 2006, um grupo de pesquisadores coreanos demonstrou experimentalmente uma teoria criada pelo físico Duncan Haldane em 1981. Segundo ele, sob determinadas circunstâncias, seria possível separar o elétron em carga e spin. Ele chamou a “partícula” carga de hólon e a “partícula” spin de spínon.

Os pesquisadores demonstraram experimentalmente que isso de fato acontecia em sólidos unidimensionais, a temperaturas próximas ao zero absoluto.

Fio quântico

Agora, uma equipe de físicos das universidades inglesas de Cambridge e Birmingham criou um experimento ainda mais simples e que permitiu a confirmação dos resultados anteriores em bases bem mais claras e até mesmo mais amplas do que a teoria original de Haldane previa.

Quando os elétrons estão em um metal, eles se repelem, por terem todos carga negativa. Mas, quando eles são confinados em um nanofio unidimensional, fica muito difícil para que um elétron se afaste do outro. O “trauma” da aproximação entre eles é tão grande que o elétron cinde sua “personalidade”, dividindo-se em hólon e spínon, mandando sua carga elétrica para um lado e seu giro magnético para o outro.

A grande dificuldade do experimento prático para demonstrar esse comportamento, digamos, bizarro, é que é necessário confinar os elétrons no nanofio unidimensional, também chamado fio quântico. Para isto, é necessário colocar o fio quântico próximo o suficiente de um metal para que os elétrons possam saltar para o nanofio, por meio de um processo chamado tunelamento quântico.

Nanodispositivo

As técnicas mais recentes de construção de nanodispositivos permitiram que os físicos Yodchay Jompol e Chris Ford construíssem um aparato no qual o fio quântico fica separado da placa metálica por uma distância equivalente a apenas 30 átomos.

Usando equipamentos de medição sensíveis o suficiente, eles perceberam que os cálculos teóricos dos seus colegas Tim Silk e Andy Schofield estavam certos. Eles detectaram claramente os sinais distintos das duas novas partículas, uma carga e um spin.

Revolução na computação

Além de demonstrar o fenômeno da cisão do elétron em duas partículas com uma clareza de observação que não tinha sido alcançada até agora, o novo experimento demonstrou que os spínons e hólons podem ser detectados em distâncias muito maiores do que a teoria originalmente previa. E isso pode abrir caminho para aplicações práticas.

“Os fios quânticos são largamente utilizados para conectar pontos quânticos, que estão sendo usados em experimentos de computação quântica, entre outros. O entendimento dessas propriedades pode ser importante para essas tecnologias quânticas, assim como irá nos ajudar a desenvolver teorias mais completas sobre a supercondutividade e a condução em sólidos em geral. Isso poderá levar a uma revolução na computação,” diz o Dr. Chris Ford.

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31 de Julho de 2009

Rio de Janeiro

Publicado por GERALDO FRANCO em Geraldo Franco

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Rio de Janeiro
por GERALDO A. LOBATO FRANCO
- Doutor em Educação
- Mestre em Ciência da Informação
- Bacharel em História e Literatura Hispânica

 

- Pois é, diz a lenda porque parecia-se com a foz de um rio achado em janeiro, logo, Rio de Janeiro …

- Os primeiros viajantes, sem contar com os que vieram pra ficar, e ficaram o quanto puderam, achavam as nossas defesas marítimas interessantes; veja só o que dizia o norte-americano Kidder, na primeira metade do século XIX:

“Desde que Duguay Trouin levantou ferro, de regresso à França, nenhuma outra esquadra inimiga jamais rompeu a barra do Rio de Janeiro e, de então a esta parte, foram profundas as modificações que sofreu a cidade.”

- Com certeza se referia à proteção oferecida pelas fortalezas que foram construídas ao redor da nossa boca de barra, não?

- Também, pois não foram poucas essas construções. Palácios, urbanização moderna…

- Trouin fez-nos um tremendo estrago, mas o pirata é reconhecido em sua pátria como herói nacional, com estátua e tudo, no porto bretão de Saint Malô, sua cidade.

- Não foi por menos que ganhou essa fama. Deu-nos um verdadeiro banho, merecido, talvez …

- As preocupações de defesa do porto do Rio depois de Trouin eram muitas, veja só o que dizia o mesmo autor, Kidder, sobre a nossa orografia marítima:

“… a tal posição das diversas fortalezas construídas em sua barra, nas ilhas e nos pontos elevados que lhe ficam à cavaleiro que, bem guarnecidas podem eficientemente resistir à mais poderosa esquadra do globo.”

- E, mais adiante explica:

“Sobre a mais proeminente das elevações, o Morro do Castelo, exatamente em frente à barra, fica o posto semafórico que anuncia à entrada a nacionalidade, a classe e a posição de cada navio que surge a seu alcance.”

- Já estávamos um pouco mais civilizados então, não lhe parece? Controlando a entrada e a saída do porto …

- Sempre o fomos, ou ao menos quisemos sê-lo, pois a vinda ao Rio era coisa de meses e meses de muito mar, o que queria dizer quase sempre pouca água e comida menos saudável. O bairro da Saúde, com a sua igrejinha de Nossa Senhora da Saúde, era visitada quase sempre pelos marujos que chegavam cobertos de escorbuto, que vinham pedir à santa a sua saúde de volta … isso até a virada do século, quando se construiu o moderno porto do Rio, com o seu cais de muitos armazéns e toda a área foi aterrada solidamente.

- Coisa esta que conseguiam logo graças às nossas laranjas, limões e abacaxis, fartos em vitamina C … dentre outras frutas da terra.

- Vinham do fundo da baía, de Nova Iguaçu, dentre outros lugares onde eram plantadas em grandes pomares. Até de mais perto ainda, a Ilha do Fundão, por exemplo, tornou-se um belo de um jardim frutífero, pois ali foi instalado um asilo de inválidos da pátria, onde hoje está localizada uma Companhia de Infantaria que serve ao QG do Ministério da Guerra …

- Isso era o Rio, desde então de muitos janeiros …

30 de Julho de 2009

Marinho adentra a oceanografia

Publicado por GERALDO FRANCO em Geraldo Franco

geraldo - geraldo
Marinho adentra a oceanografia
por GERALDO A. LOBATO FRANCO
- Doutor em Educação
- Mestre em Ciência da Informação
- Bacharel em História e Literatura Hispânica

 

- Marinho, porque o mar é azul, e verde, e esmeralda claro em alguns lugares como no Caribe?

- A cor da água tem a ver com a cor do céu. Se está muito escuro ou nublado, as águas oceânicas escurecem, pois estas refletem-no. Mas em certos lugares como no Caribe, onde as águas são sempre límpidas existe a influência de grandes caudais em direta influência ao fenômeno.

- Que grandes caudais são esses?

- Pelo menos dois, dois ou três rios cujas águas volumosas seguem diretamente ao grande Caribe: O Amazonas, o Orinoco e o Madalena.

- As águas do Amazonas chegam até lá encima?

- Claro! São movimentadas pela Corrente Atlântica, que sobem ao hemisfério Norte e são puras. Há certos lugares do Amazonas em que se pode beber água mais pura que em grandes cidades mundiais.

- Dizem que na Jamaica se pode notar a diferença da qualidade das águas em certas épocas, quando o Amazonas entrega a sua carga …

- E o volume total desses ou mais rios, que desembocam ali no Caribe, constituem algo inigualável, em se considerando o tamanho da área e o seu formato em baía, protegido ao Leste por uma cadeia de ilhas vulcânicas concentrando essas águas, entre elas a Jamaica.

- Por isso então é que aparentam uma certa pureza, translucidez, em toda a região … isso tem uma certa lógica.

- Fotos de satélite da Baía da Guanabara mostram uma pluma de águas impuras saindo dali e subindo a costa, com certeza uma troca das águas impuras com outras, mais puras, do Atlântico …

- É por isso que ainda existem botos vivendo no meio da baía … a pureza relativa dali comparada com a dos demais espaços totalmente poluídos explica esta resistência … nos anos 50 eram dezenas deles, me lembro de tê-los visto uma vez, pulando contentes horas a fio …

- E no fundo, lá pros lados de Guapi-mirim, ainda estão intactas as áreas de proliferação de peixes, os manguezais, ora quase que totalmente inexistentes noutros lugares.

- Pucha, estamos escapando da morte total … falta pouco …
- Mas falta pouco, mesmo, se não houver um controle mais definitivo dos venenos poluentes. Aliás, não é só ali, é praticamente em toda a parte do mundo, dito civilizado … a Rachel Carson, nos anos 50, já mostrava a fragilidade do ambiente marítimo, em seu livro O mar que nos une (creio que este seja o título em português, ou será O mar que nos cerca?) … desde então quase que todas as grandes famílias de baleias deixaram de existir …

- E hoje em dia já se vão quase que todas as suas espécies, caçadas ao ponto de extinção …

- Conheço um local na costa da Califórnia para onde se mudou no fim dos 60 uma flotilha inteira de pesca, que já havia então praticamente dizimado os estoques de atum além das 200minauts americanas na altura de San Diego, para pescar o que pudessem, no Canal de Santa Barbara.

- Como?

- Com o auxílio de um avião observador que cientificamente descobre a existência desses cardumes, a sua direção, volume, espécies, a sua qualidade em termos de tamanho, enfim, só não se fica sabendo o nome próprio de cada peixe, se Manuel ou Joaquim ou se têm pinta na testa.

- Mas como?

- Pela observação aérea da bio-fotoluminiscência dos cardumes que passam no canal, que em seguida é informada aos pesqueiros que se dão ao trabalho de lançar redes e colhe-las cheias … o observador é pago com cerca de 30% do valor da tonelagem total aprisionada. Mas o alarme já foi dado, falta pouco para que se extingam diversas espécies, o bacalhau é uma delas …

- O bacalhau?

- É. Os canadenses estão perdendo os seus empregos na pesca do gadídeo e pelo menos nos próximos cinco, dez anos; os bancos da Terra Nova estão se tornando rarefeitos dessa espécie. Na Noruega, país que sempre se preocupou com as suas fontes de alimentação, a pesca está organizada sob regras de quotas, a serem seguidas fielmente, incluindo aí multas, caso pesquem fora da época, ou fora do tamanho ideal, enfim, tá complicado … reparou no preço do bicho?

- É comer enquanto ainda existe …

- E pensar que nos anos 70 ainda se acreditava que os estoques que existiam eram infinitos, que levaríamos uma eternidade para acabar com tudo … estamos chegando ao fim muito depressa … muito …

30 de Julho de 2009

Brasil fará transmissão transcontinental de cinema em altíssima definição

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

thoroh - thoroh

Professor Thoroh, coordenador da primeira transmissão transcontinental de cinema em superalta definição feita pelo Brasil

“A primeira transmissão transcontinental ao vivo de cinema em superalta definição da América Latina para os Estados Unidos e Japão”, como vem sendo chamada por seus organizadores, será realizada hoje (30/7), às 19 horas, durante a 10ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), em São Paulo.

Do Teatro Popular do Serviço Social da Indústria (Sesi), na capital paulista, o filme Enquanto a noite não chega, dirigido por Beto Souza e Renato Falcão, será transmitido para a Universidade da Califórnia em San Diego e para a Universidade de Keio.

4 vezes melhor que TV Full HD

Por meio da rede KyaTera, do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia), o desafio será transmitir, em tempo real, imagens em movimento de um longa-metragem com resolução de 4K.

A tecnologia 4K (4096 × 2160 pixels) refere-se à projeção de imagens em altíssima resolução. O total equivale a mais de 8 milhões de pixels, o dobro de um filme digital convencional. Trata-se de uma imagem com definição cerca de quatro vezes maior do que a HD (High Definition) e 24 vezes superior que a da televisão tradicional.

As imagens serão transmitidas ao vivo pelas redes de fibras ópticas do KyaTera, que operam com taxas de até 10 gigabits por segundo (Gbps), capacidade atualmente restrita principalmente às universidades e instituições de pesquisa do país.

Possibilidades para ciência

“Trata-se de um experimento que abre possibilidades enormes para a ciência, funcionando, primeiramente, com a demonstração de um princípio tecnológico factível para, em seguida, gerar novos benefícios e aplicações em outras áreas do conhecimento”, disse o professor Eunézio de Souza, coordenador do Laboratório de Fotônica do Mackenzie e coordenador da camada física das redes ópticas do KyaTera, à Agência FAPESP.

“As infraestruturas lógica e física da rede estão prontas e as chances de a transmissão fracassar são muito remotas - isso aconteceria caso a energia elétrica da Avenida Paulista acabasse na hora do experimento, por exemplo, uma vez que os lasers que alimentam os cabos ópticos com informações são alimentados eletricamente”, afirmou.

Fibras ópticas apagadas

Segundo o docente, que é conhecido pela comunidade científica como Thoroh, a transmissão transcontinental só se tornará possível graças à infraestrutura oferecida pela rede, que conecta dezenas de laboratórios de pesquisa no Estado de São Paulo.

“Sem o KyaTera não haveria esse experimento. A grande vantagem dessa rede é a possibilidade de usarmos as fibras ópticas apagadas [desativadas ou sem tráfego de luz], que já estão disponíveis e não estão conectadas a nenhum dispositivo convencional. Essas fibras pertencem à Telefônica e foram cedidas por meio de um acordo de cooperação científica com a FAPESP”, disse.

“Diferentemente das fibras acesas, cuja largura de banda é determinada pelas empresas operadoras, nas fibras apagadas somos nós, pesquisadores, que determinamos as características da banda a ser utilizada. Para o experimento da transmissão transcontinental de imagens em superalta definição, utilizaremos taxas de cerca de 10 Gbps”, completou.

Laboratório de Fotônica

Pelo lado brasileiro, a iniciativa é liderada por docentes e pesquisadores dos programas de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Os detalhes técnicos para a transmissão das imagens estão a cargo do Laboratório de Fotônica do Mackenzie.

“Vemos esse experimento como a ligação da inovação tecnológica com um evento cultural e artístico que é o cinema”, disse Jane de Almeida, coordenadora dos cursos de mestrado e doutorado em Educação, Arte e História da Cultura do Mackenzie e que também está à frente do experimento.

Participam ainda da transmissão pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês), da FAPESP.

No dia seguinte à transmissão transcontinental, na sexta-feira (31/7), às 10 horas, haverá um debate por cineconferência com pesquisadores brasileiros e das duas universidades estrangeiras que participam do projeto.

Mais informações podem ser obtidas no site www.file.org.br.

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29 de Julho de 2009

Marinho e Moleque continuam o seu papo

Publicado por GERALDO FRANCO em Geraldo Franco

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Marinho e Moleque continuam o seu papo
por GERALDO A. LOBATO FRANCO
- Doutor em Educação
- Mestre em Ciência da Informação
- Bacharel em História e Literatura Hispânica

 

Já havia terminado o meu sanduíche, até jogado fora o papel de envólucro e a garrafinha de refrigerante, quando surgiram, do outro lado do cais os dois amigos: vinham conversando …

- Pois é, essa do Minas Gerais ter sido vendido como sucata é um caso sério … por quilo, como se vende peixe e batata …

- Envelheceu, ou vai pro lixo ou vira sabão, nos fornos das grandes desmontadoras européias, que dizem já terem sido suplantadas pelas do Paquistão em Bangladesh …

- Ou para a beira do cais de Santos onde o Barroso foi desmontado.

- Mas o Minas não se deixou abater assim não, sabe o que aconteceu, foi tragado por um vagalhão no Atlântico Norte e levou junto o seu rebocador … um mistério … não sobrou nenhuma pista … o fim dos nossos dreadnouhgts.

- Já foi o tempo das marinhas coloniais, das White Fleets de Teddy Roosevelt, com a política do canhão e do big stick, que ganharam o mundo para os Estados Unidos, às custas dos Espanhóis que tudo perderam na lide … Cuba, as Filipinas …

- Filipinas não, Pilipinas … em sua língua não existe o som efe …

- Pois é …

- E os espanhóis perderam o pior que foi o prestígio internacional, antes surrupiado dos portugueses …

- O que passa é que ambos não se posicionaram frente às grandes conquistas da tecnologia, da ciência e das técnicas de modo mais agressivo e determinado, como os demais países o fizeram. Com isso perderam o que haviam antes ganho na marra …

- A ciência botou-os nos bolsos … e depois cuspiu-os fora …

- Eram por demais conservadores … até hoje …

- Hoje nem tanto, aprenderam com as derrotas seguidas …

- E quem diria, os Ibéricos, que suplantaram todos os outros povos, nas descobertas marítimas, nas grandes invenções navais, na garra do saber naval, pela experiência feito …

- Só pensavam em espoliar os povos descobertos … ao Peru arrancaram-lhes os olhos, do México, a língua … viviam na luxúria e na ilusão de uma glória sem fim, de um depositório infinito de benesses que estavam lá, pela graça de deus, para serem colhidas, usadas e abusadas …

- Só pensar que os outros navegantes europeus por muito tempo ainda criam na Terra Chata, se lembra da Flat Earth Society? Brincadeira, criam que depois de certo ponto havia o caos, um grande buraco, uma cachoeira onde tudo caía ou era tragado, ninguém para contar o resultado da derrocada … Colombo teve que provar-lhes ao contrário.

- E Magalhães e Dias … e todos os outros …

- Tinham medo de enfrentar o marzão … e com razão … só macho é que fazia isso …

- Mas o custo da empreitada era bestial …

- Ora, não é que chegaram afinal os portugueses ao Cipango, só frangalhos, podres, cobertos de escorbuto … encontraram uma gente refinada, vestida em sedas, comendo com implementos, garfo e faca, em pratos de fina porcelana …

- E os portugueses com as mãos, se envenenando com aquelas águas pútridas, vinho avinagrado, queijo bichado, carne putrefata de bordo …

- Mesmo assim os finos e nobres japoneses se dobraram frente aos lusitanos que possuíam um objeto que iria modificar-lhes a vida para todo e sempre: o canhão!

- Parece que quem comanda o mundo é ele … até hoje …

Tive que, mais uma, vez sair correndo. Meu patrão já deveria estar à minha procura …

27 de Julho de 2009

Etanol global: Brasil será referência em estudo para uso mundial do etanol

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Economia

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Uso mundial do etanol

As questões relacionadas à produção sustentável de energias alternativas a partir da biomassa vegetal ganharam um forte aliado com o lançamento do projeto Global Sustainable Bioenergy: Feasibility and Implementation Paths.

A iniciativa irá reunir uma equipe internacional de cientistas para o estudo das possibilidades de uso dos biocombustíveis em nível mundial e em larga escala, partindo, em parte, da experiência brasileira de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

Pelo lado brasileiro participam do comitê organizador das reuniões do projeto Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e José Goldemberg, pesquisador do Centro Nacional de Referência em Biomassa, vinculado ao Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP).

Substituição do petróleo por biocombustíveis

“Esse debate mundial será muito importante para o Brasil porque o caso brasileiro de substituição bem-sucedida de petróleo por biocombustíveis ainda tem uma dúvida legítima sobre em que escala a nossa experiência poderia ser replicada em outros países”, disse Brito Cruz à Agência FAPESP.

“A adoção em larga escala de biocombustíveis no mundo dependerá de muitos países se convencerem de que eles também são capazes de produzir uma quantia relevante do combustível que desejarem usar. E isso, por outro lado, não significa que não haverá possibilidades para o Brasil exportar biocombustível e as tecnologias para sua produção”, afirmou.

Biocombustíveis, alimentos e preservação

O projeto será desenvolvido em três etapas. A primeira será composta de reuniões realizadas em cinco regiões do mundo, com início em novembro, na Malásia, seguidas de encontros, no primeiro semestre de 2010, na Holanda, África do Sul, Brasil e nos Estados Unidos.

Na segunda etapa os pesquisadores irão responder à seguinte questão: será fisicamente possível atender a demanda mundial por mobilidade e geração de eletricidade a partir de fontes vegetais enquanto a sociedade global também tem necessidades como a alimentação humana, a preservação da natureza e a manutenção da qualidade ambiental?

A terceira etapa do projeto irá analisar a implementação de questões técnicas, sociais, econômicas, políticas e éticas com o objetivo de desenvolver estratégias para uma transição para uma sociedade sustentável responsável.

A iniciativa é liderada por uma comissão de três pesquisadores: Nathanael Greene, do Natural Resources Defense Council, Tom Richard, da Universidade Estadual da Pensilvânia, e Lee Lynd, da Thayer School of Engineering, Dartmouth College e Mascoma Corporation. As reuniões serão supervisionadas ainda por uma comissão organizadora com ampla representação de acadêmicos, advogados ambientais e instituições de pesquisa de todo o mundo.

Liderança mundial do Brasil nos biocombustíveis

O Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo e ocupa posição de liderança na tecnologia de sua produção. Essa liderança e competitividade devem-se ao longo trabalho de muitos anos feito por pesquisadores em instituições de ensino e pesquisa e em empresas privadas, que resultou em valiosa bagagem de conhecimento e de tecnologia sobre a cana, seus derivados e sobre o processo de fabricação do etanol.

“Não se pode plantar cana em todo lugar do mundo, então, além de contribuir para a formação de um consenso sobre o assunto, partindo da experiência brasileira o estudo poderá gerar conhecimentos novos para a produção de biocombustíveis com base em tecnologias que usem outros insumos que não necessariamente venham da agricultura, como a celulose, que pode ser convertida em etanol e que pode vir do lixo e de resíduos florestais, por exemplo”, explicou Brito Cruz.

Segundo ele, o projeto também deverá levar em conta as restrições de cada país, entre elas a competição entre a produção de biocombustíveis e de alimentos e os impactos das mudanças de uso da terra causados pelas emissões de gases poluentes na atmosfera.

“Por mais que no Brasil as plantações de cana não afetem a produção de alimentos, sabemos que nos Estados Unidos o etanol de milho afeta. Essa é uma discussão que não pode ser simplificada”, disse.

“E se no Brasil a cana for plantada em regiões que tinham floresta, por exemplo, isso é ruim do ponto de vista das emissões. Mas se a cultura for plantada em áreas de pasto degradado isso é bom porque fixa mais carbono na terra”, explicou o diretor científico da FAPESP.

Autossuficiente em energia

Em resposta à rápida elevação dos preços do petróleo em meados dos anos 1970, o Brasil lançou uma iniciativa global que visava à diminuição da dependência da energia importada. Quase quatro décadas depois o país, cuja economia é hoje a 9ª maior do mundo, é praticamente autossuficiente no setor energético.

Parte essencial da estratégia brasileira na área é a utilização de etanol a partir da cana-de-açúcar no setor de transportes em substituição às importações de petróleo. Calcula-se que, desde 1975, a produção de etanol no Brasil tenha aumentado cerca de 50 vezes.

O etanol proveniente da cana supre hoje metade da frota de carros leves no Brasil e 95% dos automóveis vendidos anualmente podem rodar tanto em etanol como gasolina, sendo que o país adiciona ainda 25% de etanol à gasolina. O etanol de cana-de-açúcar ajuda ainda o país a ter quase metade da sua energia proveniente de fontes renováveis.

“É impossível não reconhecer a experiência brasileira nessa área, mas, por outro lado, existe certo grau de desconhecimento dos detalhes dos esforços feitos pelo Brasil, que deverão ser conhecidos e ajudar todos os países participantes do projeto”, destacou Brito Cruz.

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23 de Julho de 2009

Registro de marcas no Brasil terá custo reduzido em até 10 vezes

Publicado por Leonardo Sussuarana em Economia, Política

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Fonte: Alana Gandra - Agência Brasil - 22/07/2009

Custo de registro de marcas

A adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, sistema internacional de registro de marcas, poderá reduzir em cerca de dez vezes o custo da operação para as empresas, de acordo com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, disse à Agência Brasil que é difícil estimar de quanto será a redução, mas garantiu que ela será significativa. “Mas existe uma simplificação tão brutal que, de fato, a redução é muito significativa.”

Protocolo de Madri

Quando uma empresa deseja ter sua marca protegida em vários países, mas o país de origem não é signatário do protocolo, ela terá que adotar um procedimento específico em cada mercado. “Se o país não for membro do Protocolo de Madri, não há nenhum sistema que facilite administrar de maneira centralizada esse portfólio de marcas”, explicou.

A adesão do Brasil ao protocolo é defendida pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Relações Exteriores, e pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A proposta está há cerca de dois anos na Casa Civil da Presidência da República.

Nesta quinta-feira (23), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) realizam um seminário para debater os pontos do Protocolo de Madri.

Economia de procedimentos

Segundo Ávila, o protocolo facilita a comunicação entre as empresas depositantes de marcas e as autoridades nacionais dos países signatários. “Ele unifica datas e prazos. Você passa a ter uma gestão da marca bastante mais simples. Não se trata apenas da economia de taxas e despesas. Você tem uma economia de procedimentos”.

Para o presidente do Inpi, a adesão ao Protocolo de Madri vai beneficiar todas as empresas, sobretudo as companhias exportadoras. Ele prevê que serão beneficiadas, particularmente, as micros e pequenas empresas que não dispõem de estrutura como as grandes para manter suas marcas protegidas em vários países. Com a adesão, o procedimento para as pequenas companhias poderá ser feito por meio do Inpi.

Barreira do idioma

Ávila previu que o idioma não será barreira para a adesão do Brasil. Na próxima assembleia geral do Protocolo de Madri, marcada para setembro, há chances de o português ser incluído entre os idiomas tratados pelo sistema. Atualmente, os idiomas aceitos são o inglês, o espanhol e o francês. “Mas, mesmo se não for [incluído], a gente não considera o idioma uma barreira intransponível”, disse.

Leia mais a respeito deste tema aqui.

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23 de Julho de 2009

Fossie: robô piloto da Castrol

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia

fossie - fossie

A fabricante de óleos lubrificantes Castrol precisava de um piloto para testar seus produtos para motos esportivas de grandes cilindradas.

Os candidatos precisavam preencher alguns pré-requisitos, como a capacidade de manter acelerações constantes por períodos precisos, mudar as marchas tão rapidamente quanto o câmbio aguentasse e fazer isto por longos períodos e repetidas vezes. Ou seja, um piloto de testes virtualmente incansável.

Robô piloto de testes

O único candidato que atendeu a todas as exigências foi Flossie, um robô magrelo que adora pilotar motos por horas a fio. E, acima de tudo, consegue repetir tudo igualzinho um sem-número de vezes, permitindo que os engenheiros avaliem e comparem cada uma das alterações feitas nos produtos que estão desenvolvendo.

Flossie ainda não tem talento suficiente para se equilibrar na moto, operando sempre “ancorado”. Não precisava ser diferente, já que as motos geralmente são testadas acopladas a um dinamômetro. E o robô nunca reclama do ruído dos motores rodando continuamente a 16.000 rpm.

Autoaprendizado

O robô possui um modo de autoaprendizado que permite que ele aprenda rapidamente a pilotar novas motos, que podem ser desde as supermáquinas da moto GP, até pequenas motonetas.

Um programa de inteligência artificial avalia a combinação de marchas de cada câmbio, detecta a sensibilidade da embreagem e a resposta do motor, permitindo que ele seja um piloto quase perfeito para qualquer máquina.

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23 de Julho de 2009

Descoberta força repulsiva da luz

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Fotografia

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Força repulsiva da luz

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram um tipo de força repulsiva da luz que pode ser utilizada para controlar componentes construídos em chips de silício, o que significa que futuros nanodispositivos poderão ser controlados pela luz, e não mais pela eletricidade.

A equipe havia previamente descoberto a força atrativa da luz e demonstrado como ela pode ser manipulada para movimentar componentes em micro e em nano-máquinas construídas em pastilhas de silício, usando a mesma tecnologia que os microprocessadores.

O mesmo grupo de cientistas agora descobriu a força repulsiva complementar àquela primeira. Pesquisadores teorizavam a existência das duas forças desde 2005, mas a segunda delas permanecia até agora sem comprovação.

“Isto completa o quadro, diz Hong Tang, coordenador da equipe. “Nós demonstramos que de fato há uma força bipolar da luz com um componente atrativo e com outro componente repulsivo.

Força na diagonal

As forças atrativa e repulsiva descobertas pela equipe do Dr. Tang são distintas da força criada pela pressão da radiação da luz, que exerce uma pressão sobre um objeto quando a luz incide sobre ele. Em vez disso, as forças agora demonstradas puxam ou empurram o objeto na diagonal da direção na qual a luz viaja.

No experimento anterior, os pesquisadores usaram a força atrativa que descobriram para mover componentes em um chip de silício em uma direção, como puxar uma nanochave para abri-la, mas foram incapazes de empurrá-la na direção oposta para que ela se fechasse.

Ao conseguir usar as duas forças, agora eles têm controle completo e podem manipular os componentes nas duas direções. Esses dispositivos mecânicos ultraminiaturizados são conhecidos como MEMS (MicroElectroMechanical Systems) e NEMS (NanoElectroMechanical Systems), dependendo se suas partes são construídas com precisão na faixa dos micrômetros ou dos nanômetros.

Feixes de luz fora de fase

Para criar a força repulsiva em um chip de silício, a equipe dividiu um feixe de luz infravermelha em dois feixes separados e forçou cada um deles a viajar por uma distância diferente ao longo de um nanofio de silício especial, chamado guia de ondas.

Como resultado, os dois feixes de luz saíram de fase um em relação ao outro, criando uma força repulsiva com uma intensidade que pode ser controlada - quanto mais fora de fase estiverem os dois feixes, mais forte será a força.

“Nós podemos controlar como os feixes de luz interagem,” afirmou Mo Li, que é o principal autor do artigo que descreve a descoberta. “Isto não é possível no espaço livre - somente é possível quando a luz está confinada nas guias de onda nanoscópicas que estão colocadas muito próximas entre si no interior do chip.”

Aplicações em telecomunicações

“A força da luz é intrigante porque ela funciona de forma contrária à dos objetos carregados,” diz Wolfram Pernice, outro membro da equipe. “Cargas opostas atraem-se mutuamente, enquanto os feixes de luz fora de fase repelem-se.”

Essas forças da luz poderão um dia controlar dispositivos de telecomunicações que exigirão muito menos potência, mas trabalharão muito mais rapidamente do que seus equivalentes atuais, explicou o professor Tang.

Um benefício adicional de usar a luz em vez da eletricidade é que ela pode ser roteada ao longo de um circuito sem praticamente nenhuma interferência no sinal, além de eliminar a necessidade da construção de um grande número de fios elétricos no interior dos chips.

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23 de Julho de 2009

Brasil tem chip para rastreamentos criado pela CEITEC

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia

ceitec - ceitec

Rastreamento total

A Ceitec S.A., empresa estatal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apresenta hoje, em São Paulo, um novo produto que serve de base para uma família de chips para rastreabilidade, com aplicações na área de transportes e logística.

Com tecnologia 100% nacional, criado no centro de desenvolvimento da empresa, em Porto Alegre (RS), o chip é voltado para a identificação de veículos e cargas, usando a frequência de 915 MHz, com possibilidade de larga utilização no País. A tecnologia utilizada é conhecida como RFID, sigla em inglês para identificação por radiofrequência.

Aplicado em veículos, os chips podem conter todos os dados do automóvel ou caminhão, como placa, Renavam, número do chassi e situação tributária. “Assim, é possível realizar o rastreamento dos carros, verificar quais veículos estão inadimplentes, identificar veículos roubados, realizar cobrança automática de pedágio, etc”, explica o presidente da Ceitec S.A., Eduard Weichselbaumer.

Nichos de mercado

Os chips foram desenvolvidos pela Ceitec e poderão ser fabricados pela empresa na sua planta industrial em Porto Alegre. “Garantimos a propriedade intelectual ao Brasil e contribuímos para a diminuição do déficit da balança comercial no segmento de semicondutores”, diz o presidente.

A família de chips desenvolvida pela Ceitec tem diversas aplicações, como rastreamento de paletes e mercadorias, pagamento eletrônico de pedágios, controle de bagagem e automação de aeroportos, identificação de medicamentos e outras diversas possibilidades. “A Ceitec demonstra, desta forma, que tem os produtos mais modernos e adequados para oferecer a diversos segmentos do mercado de radiofrequência”, afirma Weichselbaumer.

Além do segmento de RFID, a Ceitec atua em outros dois nichos de mercado: comunicações sem fios e multimídia digital. Nesse setor, a empresa já desenvolveu o chip para modulação de TV Digital.

Fábrica nacional de semicondutores

A Ceitec, criada por decreto presidencial em novembro de 2008, é especializada no desenvolvimento e produção dos chips conhecidos como ASSP (Application-Specific Standard Products).

A empresa tem capacidade para desenvolver chips de alta tecnologia, exercendo papel estratégico para a indústria microeletrônica do País. A fábrica, em fase final de implantação e certificação, será a única da América Latina capaz de produzir chips. A Ceitec coloca o Brasil entre os principais países do mundo no desenvolvimento de microeletrônica avançada.

O investimento feito pelo governo brasileiro objetiva desenvolver a indústria de semicondutores, atraindo novos fabricantes, gerando as condições para a consolidação da indústria microeletrônica avançada no País. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos países desenvolvidos, o setor eletrônico responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além da receita gerada pela comercialização de chips e contribuir para a diminuição do déficit da balança comercial de semicondutores, a Ceitec contribui para geração interna de renda ao manter a propriedade intelectual de todos os produtos desenvolvidos.

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