20 de Julho de 2009

Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

arvoreartificial - arvoreartificial

Um grupo de cientistas da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, capazes de absorver CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade.

A estrutura tem galhos semelhantes aos de pinheiros, mas não precisa de sol nem água para funcionar. O segredo está nas folhas, feitas de um material plástico capaz de absorver dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.

“Da mesma forma que o faz uma árvore natural, a medida que o ar flui pelas folhas, estas folhas absorvem o CO2 e o mantêm preso”, explicou o cientista Klaus Lackner, geofísico do Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.

No entanto, enquanto árvores e outras plantas armazenam o gás em seus tecidos, a árvore artificial guarda o CO2 em um filtro, que comprime o gás e o transforma em líquido. Desta forma, o CO2 poderia ser enterrado e armazenado permanentemente debaixo da terra.

Árvores artificiais

Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias “limpas”, que não produzem gases. O grupo de pesquisadores americanos criou um protótipo pequeno, mas afirma ser possível produzir um modelo maior.

“O que vejo a curto prazo é um aparelho do tamanho de um caminhão no qual se podem instalar as folhas numa caixa parecida com o filtro de uma caldeira. Cada máquina teria 30 filtros que juntos mediriam 2,5 m de altura e um metro de largura”, disse Lackner. Esta torre de atuaria como um centro de captação ao ar livre, enquanto o CO2 capturado ficaria armazenado em outra torre.

De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros. Isso significa que, para que a tecnologia tivesse algum impacto sobre o clima no planeta, seriam necessários milhões de unidades delas. No entanto, a tecnologia não é barata. Calcula-se que cada uma dessas máquinas custaria cerca de US$30 mil (quase R$ 60 mil).

Esquecendo as florestas de verdade

Mesmo assim, Lackner acredita ter em suas mãos uma tecnologia economicamente viável. “O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas”, disse.

O pesquisador calcula que, se fossem instalados dez milhões de “árvores artificiais” no mundo, cerca de 3,6 gigatoneladas de CO2 seriam retiradas do ar todo ano. Atualmente, o mundo produz 30 gigatoneladas de CO2 por ano. Por isso, Lackner defende a sua invenção como parte de uma estratégia global, de forma a criar uma sociedade que seja neutra na produção e absorção de carbono.

20 de Julho de 2009

Pesquisador da USP cria célula solar com 80% de eficiência

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

CelulaSolar 1 - CelulaSolar 1

No Instituto de Química (IQ) da USP, o pesquisador Sérgio Hiroshi Toma construiu aglomerados de moléculas, átomo por átomo, demonstrando uma das principais técnicas da nanotecnologia, que é a chamada fabricação “de baixo para cima”, em que as estruturas são fabricadas usando átomos ou moléculas individuais.

Esses aglomerados, que utilizam o metal rutênio, são chamados de clusters, ou aglomerados, e dão origem a materiais que utilizam a luz para gerar eletricidade com alta eficiência, podendo ainda mudar a cor dos vidros que envolvem.

Construindo moléculas úteis

Hiroshi Toma é pesquisador do Laboratório de Química Supramolecular do IQ. Segundo o professor Henrique Eisi, orientador da pesquisa e coordenador do laboratório, a nanotecnologia molecular constrói, átomo por átomo, materiais que tenham alguma função útil.

“Para cada aplicação, construímos as moléculas ideais”, explica. “Desenvolvemos uma molécula por vez. Depois, as conectamos e construímos uma ‘máquina molecular’, que desempenha o papel desejado,” diz o pesquisador.

Célula fotoeletroquímica

Em sua pesquisa, Hiroshi desenvolveu uma célula fotoeletroquímica - um dispositivo que converte luz em eletricidade - com os aglomerados de rutênio. O diferencial em relação às outras células solares é a sua eficiência de 80%: a cada 100 mil fótons (partículas de luz) que incidem sobre a placa, 80 mil elétrons são liberados.

Para construir a célula, o pesquisador forrou placas de vidro condutor de eletricidade com um filme microscópico de dióxido de titânio e borrifou nele as moléculas criadas no laboratório. Todas as vezes que a luz bate nas moléculas, elas liberam elétrons. A corrente elétrica formada serve para manter funcionando pequenos aparelhos eletrônicos domésticos.

“Essa tecnologia é cara, mas não precisa de muita luz para gerar eletricidade”, explica o professor. “Por isso acredito que fará sucesso para mover pequenos aparelhos, como calculadoras, dispensando as pilhas”.

Insulfilme colorido

O pesquisador também desenvolveu um filme para envolver vidros - semelhante ao tradicional insulfilme - que pode mudar de cor reversivelmente ao receber eletricidade. Para que o vidro mude de cor, basta submetê-lo a diferentes tensões. A estrutura projetada no laboratório do IQ mistura cristais de dióxido de titânio com moléculas de rutênio.

Uma das possíveis aplicações dos filmes, chamado filmes eletrocrômicos, é impedir o calor de escapar dos ambientes por irradiação, funcionando como a parede espelhada de uma garrafa térmica. Outras aplicações são em outdoors e painéis de decoração. Os pesquisadores desenvolveram uma “biblioteca de moléculas”, que permite criar vidros que abrangem diversos intervalos de cores.

Moléculas inorgânicas

“Os melhores dispositivos já desenvolvidos são baseados em moléculas orgânicas, que desgastam rápido”, destaca Eisi. “Eles são caros. Assim, há grande interesse comercial na tecnologia que desenvolvemos. Melhorando o sistema será possível fazer uma tela, como as de LCD”. A invenção não foi patenteada pelo grupo de pesquisadores a tempo e é de domínio público.

As invenções do pesquisador renderam-lhe o prêmio de melhor tese na área de química, concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A CAPES é um órgão do Ministério da Educação que avalia e incentiva mestrados e doutorados.

20 de Julho de 2009

Torre de 300 metros de altura vai monitorar Floresta Amazônica

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

Amazonia - Amazonia

Para monitorar de forma contínua as condições meteorológicas e as trocas gasosas entre atmosfera e floresta, uma parceria entre instituições de pesquisa do Brasil e da Alemanha construirá, em 2010, uma torre de monitoramento de 300 metros de altura em plena Floresta Amazônica, a cerca de 150 quilômetros de Manaus.

De acordo com Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o projeto tem o objetivo de gerar estimativas mais precisas sobre o papel do ecossistema amazônico no contexto de mudanças climáticas globais.

Segunda maior torre meteorológica no mundo

Manzi apresentou o projeto Torre Alta de Observação da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (16/7), durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Manaus. Será a segunda maior torre meteorológica no mundo, perdendo apenas para uma existente na Sibéria.

O projeto, que integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA - Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia), é coordenado pelo Inpa e pelo Instituto Max Planck de Química, da Alemanha. Ao custo estimado de 8,4 milhões de euros, a torre será importante para aprimorar modelos climáticos, diminuindo incertezas. Os custos serão divididos igualmente pelos governos dos dois países.

O local da construção do novo sítio experimental já foi definido: a Reserva Biológica do Uatumã, na região da hidrelétrica de Balbina.

Medidas finas

Segundo Manzi, a torre possibilitará pela primeira vez a medição contínua de condições meteorológicas, incluindo temperatura, umidade e vento, além de fluxos de gás carbônico, vapor de água e energia entre a atmosfera e a superfície.

“A torre também dará a possibilidade de fazer medidas finas de vários constituintes atmosféricos que muitas vezes são produzidos pela vegetação. Poderemos ver como eles são transportados e como reagem na atmosfera, especialmente no balanço de carbono. O grande estoque de carbono da Amazônia faz dela uma região importante no contexto do clima e das mudanças climáticas globais”, disse Manzi à Agência FAPESP.

No sítio experimental, além da torre principal de 300 metros haverá outras quatro torres meteorológicas de cerca de 70 metros cada uma, voltadas para a medição de fluxos menores.

Estação de referência mundial

“Teremos ali também perfiladores atmosféricos remotos, radares meteorológicos e outros equipamentos, além de laboratórios e prédios auxiliares. O sítio experimental será uma grande estação de referência mundial para florestas tropicais úmidas de todo o planeta”, disse.

Segundo Manzi, serão monitoradas as concentrações de dióxido de carbono, metano e outros gases atmosféricos. No sítio serão feitas também análises das composições isotópicas dos gases, que deverão contribuir para o entendimento das suas fontes e sumidouros.

“Hoje, esse tipo de dados é gerado principalmente com balões, que medem poucas variáveis, ou com aviões, que apesar de obterem dados com boa variação espacial, são muito limitados para estudar as variações ao longo do tempo”, explicou.

Toda essa estrutura permitirá modelar de maneira mais realista o funcionamento dos ecossistemas do ponto de vista das trocas de energia e dos ciclos de nutrientes. “Além disso, poderemos conhecer melhor todos os processos de transporte na baixa atmosfera, na camada limite e também os de transformação de nuvens em chuva”, afirmou.

Carros com tração, barco e trilha

Manzi indica que, de acordo com o planejamento, o sítio experimental já estará operando no final de 2010. Os próximos passos para a concretização da estação de monitoramento serão o detalhamento do projeto de pesquisa e a inspeção do solo no local selecionado. Em seguida, a construção poderá começar.

A torre ficará localizada em uma área de terra firme na floresta, tipo de ambiente mais recorrente na variada paisagem amazônica. A escolha do local teve como base uma série de estudos. O acesso é feito em três etapas.

“Partindo de Manaus, fazemos uma parte do percurso com carros com tração nas quatro rodas. Depois de um trecho de barco é preciso percorrer uma trilha de cerca de 10 quilômetros na mata. Teremos um pequeno trator para transportar os equipamentos mais pesados, além de quadriciclos. Estamos estudando levar parte dos equipamentos mais pesados com helicópteros”, disse Manzi.

Medições de forma contínua

O novo sítio experimental completará a rede de observação utilizada pelo LBA. Segundo o pesquisador do Inpa, apesar de haver uma boa quantidade de dados obtidos, a falta de um equipamento capaz de fazer medições de forma contínua, com um raio de observação de centenas de quilômetros, impede que se faça a ligação entre as informações sobre trocas gasosas obtidas por meio de balões e o monitoramento via satélite, por exemplo.

“A torre permitirá fazer a ligação entre os diferentes métodos e escalas de medições das trocas gasosas - feitos por torres, satélites, aviões e balões. Por isso, os dados obtidos ajudarão na avaliação dos modelos”, afirmou.

Participam do projeto, além do Inpa e do Instituto Max Planck, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade de São Paulo, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas e a Cooperação Técnica da Alemanha.

18 de Julho de 2009

Twitter x Hollywood:
arma para o sucesso ou o fracasso!!!

Publicado por Leonardo Sussuarana em Video, Twitter

HPotter - HPotter

Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias
Fonte: O Globo

LOS ANGELES - O público começa a soltar a voz no Twitter com curtas opiniões sobre filmes enviadas cada vez mais rapidamente e para cada vez mais pessoas, e sua capacidade de gerar um sucesso de bilheteria ou um fracasso total está forçando os estúdios hollywoodianos a repensar suas estratégias de marketing.

O risco é ainda maior durante esta temporada de férias do meio do ano, quando são lançados filmes do porte de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, que chegou aos cinemas na quarta-feira, direcionados especialmente a um público jovem e mais plugado.

Para quem está de olho nas bilheterias, o Twitter, serviço de micro-blog que permite que usuários postem seus gracejos na hora para que todo o mundo veja, é a nova arma de última-geração entre celulares e computadores usada por espectadores para lançar suas críticas sobre filmes, antes mesmo de saírem do cinema.

Uma propaganda boca a boca como essa entre fãs pode tanto bombar como acabar com as vendas nas bilheterias.

“Será que tudo ficou mais rápido? A resposta é sim”, disse o presidente de distribuição e marketing da Universal Pictures Adam Fogelson. “Dependendo do tamanho do público no dia de lançamento, a propaganda boca a boca tem efeito na hora”, afirmou.

Publicitários avaliam isso através da queda semanal nas bilheterias. Nos últimos anos, a queda entre uma semana e outra vem aumentando significantemente ao passo que a comunicação tem se tornado cada vez mais rápida graças à Internet e, mais recentemente, aos serviços de rede social como o Twitter ou o Facebook.

Este ano, a temporada de julho, que é a mais lucrativa do mercado nos Estados Unidos, por serem as férias de verão, arrecadando até 40 por cento do total anual nas bilheterias, as vendas de ingressos têm caído 51 por cento em média da primeira para a segunda semana desde a estreia de um filme. Os números só se comparam com os de 2007, segundo a Box Office Mojo.

“Se as pessoas já não gostam do filme na sexta, ele pode morrer até o sábado”, disse Paul Dergarabedian, presidente de outra empresa do tipo, a Hollywood.com Box Office.

16 de Julho de 2009

“PIZZAIOLO”
Senadores reagem no Twitter

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

“PIZZAIOLO” - Senadores reagem no Twitter
Fonte: Agência Estado

Ao atacar a oposição sobre a CPI da Petrobras, presidente afirmou que no Senado ‘todos são bons pizzaiolos’.

Após serem chamados de pizzaiolos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os senadores se mobilizaram em seus perfis no Twitter - rede de microblogs que permite postagens de no máximo 140 caracteres - para rebaterem a acusação. Na última quarta-feira, indagado sobre argumentos da oposição de que a CPI poderia acabar em pizza, temperada com o pré-sal, Lula aproveitou para atacar. “Depende. Todos eles são bons pizzaiolos”, disse.

Para o líder do DEM, José Agripino (RN), Lula está em TPCPI: Tensão Pré-CPI. “O destempero verbal de Lula ao chamar os senadores da oposição de ‘bons pizzaiolos’ deveria se referir a ele mesmo”, disse.

Os tucanos Marconi Perillo, Marisa Serrano e Álvaro Dias, também repudiaram a declaração do presidente. “Lula chama senadores de pizzaiolos. Repudio,a atitude impensada e inadequada do presidente da República”, disse Perillo, que ocupa a vice-presidência da Casa.

O destempero verbal de Lula ao chamar os senadores da oposição de “bons pizzaiolos” deveria se referir a ele mesmo. Foi o presidente da República quem obrigou sua própria base aliada a impedir, a todo custo, a instalação da CPI da Petrobrás. Lula também mandou o PT apoiar incondicionalmente o presidente Sarney, apesar de todas as denúncias. Além disso, o Conselho de Ética só foi instalado no Senado porque a oposição ameaçou não votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que impediria o começo do recesso.

Até o petista Delcídio Amaral (MS) se manifestou descontente com o presidente. “O senado tem é “grands chefs”, postou.

Abaixo, leia as defesas dos senadores postadas no Twitter:

joseagripino - joseagripino
José Agrippino (DEM-RN) - Para Agripino Lula está em TPCPI: Tensão Pré-CPI
marconiperillo - marconiperillo
Marconi Perillo (PSDB-GO) - Lula chama senadores de pizzaiolos.Repudio,a atitude impensada e inadequada do presidente da República.
marisa serrano - marisa serrano
Marisa Serrano (PSDB-MS) - Achei absurdo o que vi nos sites de notícias sobre a declaração de Lula de que senadores da oposição são pizzaiolos. Rebati em Plenário.
delcidioamaral 1 - delcidioamaral 1
Delcídio Amaral (PT-MS) - Não concordo com as declarações do presidente Lula sobre os “pizzaiolos”. O senado tem é “grands chefs”.
16 de Julho de 2009

Megausina solar no Saara fornecerá eletricidade para a Europa

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Economia, Diversos

Megausina - Megausina

O projeto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois ter [Imagem: Desertec]

Energia limpa

Um consórcio de 10 empresas multinacionais - que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros - assinou uma carta de intenções para criar o maior projeto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projeto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte da África e do Oriente Médio.

Energia termossolar

O projeto Desertec foi orçado em US$ 555 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, chamada energia termossolar.

Em vez de produzir eletricidade diretamente, como as células solares fotovoltaicas, a energia termossolar utiliza espelhos para concentrar a luz do Sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem eletricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de eletricidade, teria viabilizado o investimento.

Aproveitando o Sol e usando a sombra

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada - com o sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor -, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada(CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha. A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como seriam equacionados os problemas políticos de um projeto verdadeiramente internacional como este.

Esquecendo a globalização

“O conceito de energia renovável está associado também ao de independência energética. Então, me pergunto por que deveríamos depender novamente de outros para o nosso fornecimento”, disse o especialista alemão Wolfgang Palz, presidente europeu do Conselho Mundial de Energias Renováveis.

Outros acusam a iniciativa europeia de representar um suposto “colonialismo energético” - crítica prontamente rebatida por um dos diretores da Desertec, Michael Straub. “Da nossa rede de 60 cientistas e especialistas em energias renováveis, a metade é da África e do Oriente Médio. A outra metade é de europeus”, afirmou Straub, acrescentando que representantes dos países envolvidos participaram do projeto desde o início.

12 de Julho de 2009

“…Michael foi assassinado…”, diz Latoya Jackson

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

uol - uol

“Michael foi assassinado”, diz a irmã dele; Latoya Jackson

Fonte: UOL

A irmã de Michael Jackson, Latoya Jackson, afirmou à imprensa, que o irmão foi assassinado e que se tratou de uma conspiração motivada por dinheiro, revela a «Sky News».

«Acredito que o Michael foi assassinado. Sinto-o desde o início», revela a irmã do artista. Relembre-se que a polícia revelou recentemente não descartar hipótese de homicídio.

Latoya acusou a equipa de Jackson de o forçar a actuar cinco vezes mais por cada concerto que ele queria fazer na O2 Arena. De acordo com a irmã do artista, Michael Jackson queria fazer dez concertos e a equipa forçou-o a fazer 50.

«Michael era uma pessoa muito querida e sossegada. As pessoas aproveitaram-se disso», revelou, citada pelo jornal «The Mail on Sunday». «Michael vale mais de um bilhão de dólares. Quando as pessoas valem tanto dinheiro há sempre invejosos à volta delas», acrescentou.

Ao jornal «News Of The World», Latoya revelou que houve uma «conspiração para obter o dinheiro de Michael».

Homem mais só do mundo

A irmã descreveu Michael Jackson como o «homem mais só do mundo» quando morreu.

«Quero justiça para o Michael. Não vou descansar até descobrir quem o matou», revelou.

Latoya afirmou ainda que a família vai pôr um processo contra qualquer pessoa que acreditem ser responsável e forçar a polícia a fazer acusações.

A irmã do rei do Pop acrescentou que foram roubados dois milhões de jóias e dinheiro da casa de Michael Jackson depois da sua morte.


g1 - g1
‘Sei quem assassinou Michael’, diz irmã do rei do pop’

Fonte: G1

Latoya Jackson diz que cantor foi morto em conspiração por dinheiro. Ele ‘valia mais morto que vivo’, disse, em entrevista a tabloides ingleses.

Latoya Jackson é a capa de dois dos principais jornais sensacionalistas britânicos neste domingo (12), o “News of the World” e “The Mail on Sunday”, que oferecem entrevistas nas quais a irmã do “rei do pop” assegura que Michael foi assassinado e que ela sabe quem são os assassinos.

Cobertura completa: morte de Michael Jackson

No “News of the World” Latoya afirma que são várias as pessoas responsáveis pela morte de seu irmão e que a razão foi “uma conspiração para ficar com o dinheiro de Michael”.

Suas declarações foram feitas dois dias depois que o chefe da Polícia de Los Angeles admitiu que o assassinato era uma das linhas de investigação, algo sobre o que Latoya não tem dúvidas.

“Houve uma conspiração. Acho que foi tudo pelo dinheiro. Michael valia mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2 bilhões) em ativos por direitos de difusão musical e alguém o matou por isso. Valia mais morto que vivo”, diz a irmã mais velha do cantor, que não dá nomes em nenhum momento sobre quem possam ser os assassinos.

Latoya assegura que esse “grupo de pessoas” roubou US$ 2 milhões em dinheiro e várias joias da casa de seu irmão, que o viciaram às drogas, que o isolaram de sua família e amigos “para que se sentisse só e vulnerável”, e que o obrigaram a trabalhar “até a extenuação” para continuar ganhando dinheiro.

Michael, segundo o testemunho de Latoya, não queria dar a série de 50 shows que deviam ter começado nesta segunda-feira em Londres.

“Há menos de um mês, eu disse que pensava que Michael ia morrer antes das atuações de Londres porque estava rodeado de gente que não abrigava as melhores intenções em seu coração”, diz Latoya, que define seu irmão como uma pessoa “muito dócil, calada e carinhosa, da qual as pessoas se aproveitavam”.

“Nunca achei que Michael vivesse até ficar idoso”, assinala a entrevistada, convencida de que Michael Jackson era “a pessoa mais só do mundo” e que “antes ou depois ia lhe acontecer algo terrível”.

Detalhes

Nas entrevistas revela outros detalhes, como que o cantor não morreu em sua cama, mas na do médico que vivia com ele, Conrad Murray, ao qual acusa de desaparecer do hospital ao qual foi levado o cantor quando ela começou a fazer-lhe perguntas.

Latoya assegura que foi ela quem insistiu em que fosse feita uma segunda autópsia no cadáver após ver que “tinha marcas de picadas no pescoço e nos braços”, e antecipou que conhecer os resultados finais “será um choque” para todo mundo.

Também afirma que espera que se encontre um testamento de seu irmão posterior ao de 2002, no qual Michael Jackson expressa seu desejo que seus filhos vivam com Diana Ross, e que “as histórias que seu coração foi tirado (durante a autópsia) não são verdade”.

Sobre o futuro dos filhos do “rei do pop”, Latoya declara que nunca deixará que vão viver com sua mãe biológica, Debbie Rowe, à qual acusa de fazer parte do tipo de pessoas que “esteve junto a Michael só porque lhe interessava seu dinheiro”.

Latoya acredita que as crianças continuem com os Jackson e dá alguns detalhes de como reagiram à morte de seu pai.

Segundo seu relato, as crianças não pararam de chorar até que puderam passar 30 minutos junto ao corpo de seu pai e puderam se despedir dele.


estadao - estadao

‘Sei quem assassinou Michael’, diz Latoya Jackson
Fonte: Estado On-line

Irmã do popstar afirma que ele foi vítima de uma conspiração para ficar com o dinheiro do cantor.

LONDRES - Latoya Jackson é a capa neste domingo, 12, de dois dos principais jornais sensacionalistas britânicos, o “News of the World” e “The Mail on Sunday”, nas quais a irmã do “rei do pop” assegura que Michael foi assassinado e que ela sabe quem são os assassinos.

No “News of the World” Latoya afirma que são várias as pessoas responsáveis pela morte de seu irmão e que a razão foi “uma conspiração para ficar com o dinheiro de Michael”. Suas declarações foram feitas dois dias depois que o chefe da polícia de Los Angeles admitiu que o assassinato era uma das linhas de investigação, algo sobre o que Latoya não tem dúvidas.

“Houve uma conspiração. Acho que foi tudo pelo dinheiro. Michael valia mais de US$ 1 bilhão em ativos por direitos de difusão musical e alguém o matou por isso. Valia mais morto que vivo”, diz a irmã mais velha do cantor, que não dá nomes em nenhum momento sobre quem possam ser os assassinos.

Latoya assegura que esse “grupo de pessoas” roubou US$ 2 milhões em dinheiro e várias joias da casa de seu irmão, que o viciaram às drogas, que o isolaram de sua família e amigos “para que se sentisse só e vulnerável”, e que o obrigaram a trabalhar “até a extenuação” para continuar ganhando dinheiro.

Michael, segundo o testemunho de Latoya, não queria dar a série de 50 shows que deviam ter começado nesta segunda-feira em Londres. “Há menos de um mês, eu disse que pensava que Michael ia morrer antes das atuações de Londres porque estava rodeado de gente que não abrigava as melhores intenções em seu coração”, diz Latoya, que define seu irmão como uma pessoa “muito dócil, calada e carinhosa, da qual as pessoas se aproveitavam”.

“Nunca achei que Michael vivesse até ficar idoso”, assinala a entrevistada, convencida de que Michael Jackson era “a pessoa mais só do mundo” e que “antes ou depois ia lhe acontecer algo terrível”.

Nas entrevistas revela outros detalhes, como que o cantor não morreu em sua cama, mas na do médico que vivia com ele, Conrad Murray, o qual acusa de desaparecer do hospital ao qual foi levado o cantor quando ela começou a fazer-lhe perguntas. Latoya assegura que foi ela quem insistiu em que fosse feita uma segunda autópsia no cadáver após ver que “tinha marcas de picadas no pescoço e nos braços”, e antecipou que conhecer os resultados finais “será um choque” para todo mundo.

Também afirma que espera que se encontre um testamento de seu irmão posterior ao de 2002, no qual Michael Jackson expressa seu desejo que seus filhos vivam com Diana Ross, e que “as histórias que seu coração foi tirado (durante a autópsia) não são verdade”.

Sobre o futuro dos filhos do “rei do pop”, Latoya declara que nunca deixará que vão viver com sua mãe biológica, Debbie Rowe, à qual acusa de fazer parte do tipo de pessoas que “esteve junto a Michael só porque lhe interessava seu dinheiro”. Latoya acredita que as crianças continuem com os Jackson e dá alguns detalhes de como reagiram à morte de seu pai. Segundo seu relato, as crianças não pararam de chorar até que puderam passar 30 minutos junto ao corpo de seu pai e puderam se despedir dele.

11 de Julho de 2009

Madeira laminada e concreto produzem vigas mais resistentes

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Economia

madeira laminada - madeira laminada

Viga de concreto e madeira

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, uma pesquisa demonstrou as vantagens e a resistência de elementos estruturais feitos com madeira laminada colada (MLC) e concreto armado.

O trabalho aponta que a combinação de materiais produz vigas com menor deformação, que permitem a adoção de grandes vãos e o uso em edificações com grande nível de carga. Além de utilizar espécies provenientes de florestas cultivadas, o sistema permite um uso mais racional da madeira.

Segundo o engenheiro José Luiz Miotto, autor da pesquisa, uma tendência atual da engenharia é combinar materiais em locais apropriados das estruturas para aproveitar o melhor de suas propriedades. “São feitas experiências combinando aço e concreto, ou aço e madeira, por exemplo, a fim de se explorar as características de cada um dos componentes”.

Madeira laminada

Para o estudo, foram produzidas vigas com dimensões estruturais, semelhantes às adotadas em edificações, com 5 metros de comprimento. “A fabricação utilizou um material ecologicamente correto”, relata o pesquisador, que é professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná. “A madeira laminada é produto manufaturado resultante da colagem de lâminas de madeira provenientes de florestas plantadas, utilizando uma espécie híbrida de dois tipos de eucalipto (Eucalyptus grandis e Eucalyptus urophylla)”.

Simulações numéricas realizadas em computador mostraram a eficiência do sistema misto em termos de comportamento estrutural. “A deformação é muito menor do que nas vigas construídas somente em madeira”, ressalta o engenheiro. “Esse ganho já havia sido observado em outros estudos, mas o experimento comprovou a redução da deformabilidade do sistema”.

Reforço com fibra de vidro

Os resultados do trabalho mostram que o reforço com fibras de vidro aumenta a resistência do sistema. “Apesar da discreta contribuição em termos de redução nas deformações, há uma maior uniformidade nas forças que levam à ruptura”, afirma Miotto. “As fibras também diminuem o nível de tensão encontrado nas lâminas, o que permite um melhor aproveitamento da madeira, racionalizando custos”.

No estudo também foi desenvolvido um novo elemento de ligação entre a MLC e o concreto, baseados em chapas de aço perfuradas. “As novas conexões apresentaram excelente potencial, que poderá ser detalhado em outros estudos”, planeja o engenheiro. Para os experimentos, porém, adotou-se uma técnica tradicional - também avaliada pelo pesquisador - baseada em ganchos metálicos, para se conseguir mais simplicidade na execução.

Vigas mistas

O engenheiro aponta que as estruturas mistas podem ser adotadas em qualquer tipo de construção, seja de pequeno ou grande porte. “Elas são mais adequadas para utilização em pontes ou passarelas e edificações com nível de carregamento elevado”, diz. “Como a madeira laminada não apresenta limitações de comprimento, é possível executar vãos de 20, 30 metros sem precisar de apoios intermediários”.

A pesquisa de Miotto, descrita em tese de doutorado apresentada no Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC, propõe um procedimento para o dimensionamento das vigas mistas de madeira e concreto reforçadas com fibras de vidro. “Seria uma complementação à NBR 7190/97, atualmente em vigor”, explica. “No exterior, já existe normatização sobre estruturas mistas, embora não mencione o reforço com fibras de vidro”. O trabalho foi orientado pelo professor Antonio Alves Dias, que desenvolve uma linha de pesquisa sobre o uso da madeira laminada em estruturas.

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