29 de Setembro de 2009

Twitter versus Blog - quem é melhor?

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Política, Twitter, Diversos

BlogTwitter - BlogTwitter

Twitter versus Blog - quem é melhor?

Twitter versus blog - que tal usar os dois em harmonia?

O Twitter é uma ferramenta popular. É popular porque é fácil de utilizar. É fácil de configurar, fácil de copiar e colar os links para enviar, e fácil de escrever apenas 140 caracteres para se dizer o que está fazendo (se bem que conheço pessoas que ainda se perdem na hora de montar um post para o Twitter).

Mas, depois que você tem um blog como retaguarda de sua ação, seja ela de marketing ou não, percebe-se que o blog, em si, continua a ser a plataforma mais forte que você tem. Mais até que uma página institucional ou pessoal. Desde que, é lógico, você seja sério e queira realizar a partilha de idéias e possibilitar um contínuo diálogo com o mundo.

É isso mesmo… contínuo diálogo com o mundo. Porque de nada adianta ter um Blog se você não cria uma via de duas mãos que permita a seus internautas opinarem sobre os diversos temas que você posta no blog. E olha que isso é mais comum do que se imagina, principalmente entre os políticos e “Blogueiros Estrelas”… Ahhh os estrelinhas!

O Blog tem que ser uma via de duas mãos

Cabe aqui uma ressalva importante que atinge diretamente a maioria dos políticos que estão no mundo virtual, ou de forma mais direta e correta, os seus assessores de imprensa e comunicação, que em sua grande e infinita maioria são mesmo meros jornalistas e não especialistas em comunicação e muito menos ainda em internet, já que para a grande maioria o que interessa na verdade é postar, enviar, escrever, formar opinião, quando o que seria correto fazerem era abrir um canal de comunicação que permitisse aos internautas, e no caso dos políticos, os eleitores, expressar suas opiniões sobre os temas que são postados além de muitos outros de interesse geral.

Blog que é blog tem espaço para comentários. E aqui eu quero deixar bem claro: ESPAÇO ABERTO PARA COMENTÁRIOS e não o que alguns blogueiros costumam fazer que é criar um local onde você expressa a sua opinião mas não sabe se ela será disponibilizada para a comunidade, já que os comentários do Blog estão sujeitos ao crivo (nada amistoso) de opiniões próprias que em grande parte, não aceitam outras opiniões diversas das suas.

…mas vamos continuar a nossa resenha no assunto que nos cabe no momento e deixar que os estrelinhas façam o que sabem fazer (antidemocrativamente é claro)!

Blogar é a antítese do fácil, porém é muito mais gratificante do que simplesmente fazer o que é fácil.

Eu não estou dizendo aqui que o Twitter não é útil e que o mesmo não é um serviço interessante, porque certamente é. Mas é inegável o fato de que ele sozinho não é nada mais do que um MSM aperfeiçoado. Ele veio para popularizar o conceito de microblog, mas é preciso você ter o seu próprio blog.

Onde você se encaixa neste texto?

Vou fazer 4 perguntas básicas e rápidas.

Responda apenas com SIM ou NÃO:

- Você está utilizando o Twitter mas não tem um Blog?
- Você simplesmente não usa Blog?
- Você é daquelas pessoas que não vê nada de interessante no Twitter?
- Você é uma pessoa da área de jornalismo, e é bem cético com relação ao uso do Twitter ou do blog?

Se você respondeu pelo menos uma das perguntas acima com um sonoro SIM, então esse texto é para você. Continue lendo…
Mas se você respondeu NÂO em todas as quatro, ainda sim este texto pode lhe ser bem útil. Vamos lá, leia também, não custa nada…

Porque um Blog?

Agora veja porque você deve ter um blog como “porto seguro” e o Twitter como posto avançado:

01. A arte de Blogar ou atualizar um blog é uma verdadeira paixão e tem que ser assim. Deve haver empenho a longo prazo e você ou a empresa não podem se omitir dessa idéia. A maioria dos blogueiros não será capaz de sustentar seu próprio blog com atualizações durante longos períodos de tempo, com freqüência, a não ser que seja remunerado para fazer essa tarefa, mas vemos que isso é privilégio de uma pequena parcela de pessoas, que podem se dar ao luxo de apenas “pesquisar” material e “disponibilizar” no blog, o próprio material ou a sua própria idéia sobre o assunto em questão. E justamente esses é quem deveriam dar o exemplo criando mecanismos de duas mãos….

02. Artigos antigos postados em blogs são valiosos e ainda serão lidos anos mais tarde, justamente pela facilidade que os blogs tem de armazenar seus arquivos, em grande maioria, de forma organizada por datas e/ou assuntos. Os posts do Twitter, ao contrário dos blogs, são guardados em arquivos que, mais parecem um purgatório, onde a maioria nunca será visto novamente. E olha que o povo do Twitter já melhorou bastante isso…

03. Lembre-se, na rede do Twitter você estará essencialmente contribuindo com as outras pessoas - certamente existem retornos, mas não se enganem com a idéia de lucros pela sua atenção dedicada. Eu sei que você pode até estar sendo pago para fazer exatamente isso na sua empresa, mas é bom estar consciente de que o Twitter, por si só, não lhe traz dinheiro algum: isso é fato! Você ganha, mas não é só Twittar que você faz no seu dia de trabalho.

04. Um link colocado de forma atraente, formatado, disposto num blog é uma entrada que tem enorme chance de ser clicado; links no Twitter são apenas complementos do limite de 140 caracteres. Na totalidade serão clicados, mas na realidade são apenas links jogados na rede. Quem estiver logado na sua rede naquele instante que você postar irá ver o link e pode ou não clicar. Links de blog sempre estarão lá, mesmo depois de “vencida” a matéria a que tratam. Links de blog e links de Twitter não são o mesmo, ou você conehce alguém que fica lendo post por post do Twitter e clicando em todos os links????

05. Um segredo que TODOS sabem: a maioria das mensagens do Twitter é apenas um link que remete para algum blog onde o conteúdo está disponível, inclusive para consultas futuras. Isso quando estamos falando de Twitteiros que postam alguma coisa interessante porque o que tem de gente postando “…aiii, que calor…”, ou então “…tô indo prá aula galera…”. Desta forma, o que podemos comprovar entre links de Blog e Twitter é o seguinte: o Blog é o produto final, onde as pessoas estão realmente interessadas em colocar sua atenção e não na cacofonia do Twitter.

06. Você tem o resumo do seu trabalho hospedado num blog e tem total controle sobre o que é apresentado. No Twitter você apenas joga uma “isca” e espera que alguém leia o que você escreveu. E eu conheço cada caso que se encaixa aqui que você nem imagina. Um deles é o que tem a foto da Fátima Bernardes da Rede Globo. É impressionante como TODA E QUALQUER postagem enviada por aquele usuário é sempre URGENTE ou IMPORTANTE. E quando você vai ler do que se trata é sempre uma porcaria qualquer, mais para encher linguiça do que qualquer outra coisa.

07. O Twitter está, num sentido meramente social, no mesmo patamar que as mensagens de SMS dos celulares. Aliás, foi mesmo desenvolvido com essa finalidade. Sua empresa tem interesse em manter alguém para ficar lendo o que aparece no Twitter e, sendo de seu interesse, responder usando apenas os 140 caracteres possíveis? Ou será que sua empresa já tem alguém que trabalhe com o Blog e possa fazer uma ponte entre o conteúdo espalhado da internet, o Twitter e seu blog? Ops, ainda não tem essa pessoa? Beleza, pode me procurar que além de tudo isso eu sou Analista de Sistemas, Desenvolvedor com especialização em Segurança da Informação (e ganho uma merreca aqui que você nem faz idéia…).

08. Você possui resultados acumulados ao longo do tempo a partir de seu blog, ou seja, cada post incrementalmente acrescenta valor ao seu site como um todo? Cada postagem no Blog é um conteúdo que você soma na sua base de conteúdos. Isso não acontece com o Twitter e nem tem como ser assim porque ninguém fica entrando no Twitter de outras pessoas para saber o que ela postou ontem, semana passada ou mês passado.

09. Com o blog você tem mecanismos de comparação estatísticos. Todos os dados que você precisa de acesso estão disponíveis. Você tem a análise completa do que gera retorno. O máximo que você tem com o Twitter é o número de postagens que você já fez, o número de seguidores e coisas deste tipo.

10. Com o Blog você disponibiliza ao internauta múltiplos pontos de leitura e contato com você: (e-mail, RSS, comentários locais, etc.)

11. Os diversos plugins existem pela rede permitem que você adicione o que você quiser e você pode até integrar o Twitter dentro do seu próprio blog. Mas agora tenta colocar o Blog dentro do Twitter….

12. Flexibilidade com layout. Essa matou! Já tentou mudar o layout do seu Twitter? Nem tente, ou melhor tente sim. Você vai perceber na prática que o que pode ser mudado é muito pouco comparado com o que você pode fazer em termos de mudança com um Blog.

13. O total de 140 caracteres é muito mais do que o necessário, mas também é muitas vezes menor do que o suficiente. Você tem algum limite de caracteres no Blog?

14. Todo mundo no Twitter está procurando a próxima grande coisa mais interessante ou então estão a procura de um conteúdo para dar um RT interessnate. Mas me diga o que é melhor: ser o rsponsável (ou um deles) por dar o RT de uma grande notícia, ou ter a grande notícia no seu blog? Eu particularmente prefiro ter a grande notícia no meu blog e ter todo mundo dando um ReTwitter do meu post original que está apontando para esta grande matéria do meu blog, via Twitter….

15. Twitter e Blog são apenas ferramentas, nem mais, nem menos. Você precisa de uma estratégia coesa e objetiva que utilize as duas ferramentas (e muitas outras) trabalhando de forma intgegrada. O blog é o lugar perfeito para que você consiga colocar aquilo que realment interessa a você mostrar ao mundo. O Twitter é o lugar perfeito para divulgar e espalhar as chaves da porta do seu blog, de forma a construir uma comunidade interessada no que vocÊ tem a dizer. Importante frisar que no seu Blog, ao final de um dia exaustivo de trabalho, você tm a certeza que tudo que fez estará sendo arquivado e vai ter um backup sendo feito (por conta do provedor ou de você mesmo), mas e no Twitter? Quem garante que o que foi postado estará lá amanhã? No Twitter ou em qualquer rede externa você está aos cuidados do capricho de alguém.

16. Eu nem sequer sei porque é que algumas pessoas consideram que o Twitter e um bom cliente de Feed pode acabar com um Blog. Idéias que diziam que o Twitter tomaria o lugar dos blogs são idéias irracionais, criadas por pessoas que sequer entendem de computador, e que na maioria das vezes são apenas pessoas que compram todo tipo de revista ou jornal de informática para ler e assim se acharem especialistas na área. Ora essa: informática é coisa séria!

17. Deve se ter muito cuidado com o tempo que você deseja dedicar ao Twitter, em vez de apenas contribuir para o seu próprio canal ReTwittando tudo que aparece pela frente. Ao contrário, dedique mais tempo alimentando um bom Blog com conteúdo especializado e aberto a sugestões. Você pode até usar o Twitter e outras micro-redes, até mesmo tornar-se assinante de diversos feeds, mas o primeiro valor que deve dar é em trabalhar no seu próprio material, e em um único espaço - a isso chamamos de Blog.

18. Os RSS estão vivos e bem. Há inúmeros espalhados pela internet e de fontes muito boas e seguras, mas as pessoas que trabalham com eles estão no negócio de geração de links e páginas através da preparação de peças específicas em diversas áreas. São pessoas especializadas, e eles são bons nisso. É entretenimento de valor, mas eu não iria colocar minhas fichas neste jogo.

19. E as manutenções? Você está no controle de quando seu blog vai para o modo de manutenção. Sabe quanto tempo vai demorar e sabe exatamente o que está sendo feito. Na maioria das vezes é você mesmo quem faz essa manutenção. No Twitter…. Bem, tanto o Twitter quanto qualquer outro serviço gratuito, quem garante a hora que o sistema vai cair?

Afinal de contas: Twitter ou Blog?

Pois bem, eu diria que ambos. Falei muito mal do Twitter, eu sei, mas não me interpretem mal, eu gosto do Twitter. O meu tempo é dedicado em igual parcelas. E ainda me atrevo a dizer um segredinho: não é apenas Blog e Twitter. Ainda tem Orkut, FaceBook, YouTube, MySpace, MSN, Yahoo, aplicativos Google e por aí vai… Mas isso é assunto para um outro post aqui do Blog.

As ferramentas do Twitter e de Blog juntas são poderosas e uma complementa a outra. Eu tenho dispensado o mesmo tempo para ambas porque tudo resume-se num grande projeto de comunicação virtual de duas mãos. O Twitter é um grande serviço, porém ainda é muito maior a oportunidade de desenvolver e manter com êxito um blog próprio. Por isso, se você quer sucesso, tenha os dois, trabalhando juntinhos e de preferência na mão de alguém que saiba o que está fazendo e não na mão de um simples Blogueiro ou de um baita jornalista, porque eles não são técnicos e não vão saber como juntar as coisas de forma que funcione bem.

Este aconselhamento de uso com Blog e Twitter não é novo - mas eu tenho a leve impressão de que esta semana, em particular, deveria ser reafirmado. E se você souber como fazer, mãos à obra!

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29 de Setembro de 2009

Pesquisa revela que Orkuteiros jovens são Twitteiros certos!

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Cidadania, Twitter, Diversos

JovemOrkut02 1 - JovemOrkut02 1

Outro dia, lendo os inúmeros posts que recebo diariamente no Twitter esbarrei com um que me chamou bastante atenção. Tratava-se de um post de Twitter originário do Rio Grande do Sul (pelo menos no perfil dizia isso). O pescado que exatamente me chamou atenção naquele vasto oceano de posts foi justamente o seguinte texto: “Quem tem Orkut não quer saber de Twitter”.

Num primeiro momento eu discordei completamente, já que eu tenho os dois e utilizo os dois de forma bem organizada. Aliás, chego até ir além. Utilizo um de forma complementar ao outro. Mas antes de soltar minhas farpas e de cara ser do contra, resolvi utilizar uma tática super legal que aprendi há muito tempo atrás, que consiste em procurar, de todas as formas possíveis e imagináveis, sempre o lado bom de tudo (até mesmo dos piores fatos). Foi o que fiz.

Desliguei o monitor da estação 2 lá no estúdio, me virei de lado e num pedaço de papel comecei a rascunhar o que me veio na cabeça naquele momento. Isso foi numa sexta-feira por volta das 19h15, o que me deu o tempo suficiente de amadurecer a idéia de forma a torná-la uma pesquisa real durante o final de semana.

Na segunda-feira seguinte fiz a primeira experiência. Fui numa das inúmeras escolas de Brasília, procurei a secretaria e pedi autorização para realizar um pequeno questionário com os alunos de algumas turmas, de 1º e 2º graus.

Fiz a mesma coisa em mais outras 9 escolas, entre públicas e particulares, com uma média de 30 alunos por turma e mais ou menos 4 turmas em cada escola. Após colher as respostas e analisar vários pontos cheguei a algumas conclusões bastante interessantes.

Mas vale lembrar o seguinte: a pesquisa foi realizada apenas em Brasília e com um número relativamente pequeno de jovens.

As escolas pesquisadas estão todas localizadas na zona central de Brasília (Asa Sul e Norte), onde a probabilidade de que os alunos tenham computador em casa é bem maior. Isso não significa, porém, que alunos de escolas da periferia não tenham computador. Mas o total de alunos entrevistados (meninos e meninas) foi de apenas 1187, todos (com exceção de 1) com idade entre 14 e 17 anos. Neste sentido é interessante frisar que este universo mostra um cenário que pode ser completamente diferente nos demais estados e até mesmo aqui em Brasília, se levarmos em consideração o grande número de escolas na periferia da cidade.

RESULTADOS APURADOS

A pesquisa perguntou se o(a) jovem tinha ou não tinha uma conta pessoal no Orkut e para aqueles que responderam sim, a pesquisa verificou qual era a frequencia de uso desta conta pelo(a) jovem.

Cerca de 96,967% tem uma conta pessoal no Orkut e a utilizam de forma regular, acessando pelo menos uma vez por dia, todos os dias. Um total de 29 jovens, ou seja, 2,443% tem uma conta pessoal do Orkut, mas nunca utilizaram esta conta. Todos foram unânimes em afirmar que apenas criaram a conta.

Entre aqueles que não possuem contas no Orkut, 5 disseram que pretendem criar em breve (0,421%), mas apenas 0,168%, ou seja, apenas 2 jovens não tem conta no Orkut e também não pretendem criar tão cedo.

A pesquisa analisou também e de forma mais específica, aqueles jovens que afirmaram possuir e usar com frequencia a conta do Orkut, perguntando quantos também tem conta no Twitter. Dentre todos os 1187 entrevistados, 987 tem contas no Orkut e no Twitter. Isso equivale a 85,751% do total.

Neste caso, 151 jovens tem conta no Orkut mas ainda não tem conta no Twitter e somente 13 jovens (1,129%) tem conta no Orkut, não tem conta no Twitter e não querem ter. Analisamos também o motivo desta recusa por parte dos jovens e verificamos que 60% deles não quer ter conta no Twitter porque a ferramenta é em inglês; 33,33% não sabem para que servfe e 6,6% não querem porque não tem interesse. Na prática isso equivale a dizer que 9 jovens de um total de 15, não querem ter Twitter porque a ferramenta está em inglês, 5 porque não sabem para que serve e apenas 1 manifestoo expresso desejo em não ter conta do Twitter.

Aproveitando o questionário perguntamos também sobre a presença dos jovens em outras Redes Sociais e ferramentas de comunicação e encontramos números igualmente interessantes.

Cerca de 11% dos jovens possuem um blog próprio que utilizam pelo menos 3 vezes por semana. Apenas 1 jovem disse que atualiza seu blog todos os dias. A grande maioria afirmou que não tem tempo mas que gostaria muito enquanto que outros disseram que não sabem como fazer mas gostariam muito de ter o seu próprio blog.

Dos 1187 jovens que responderam o questionário, 0,379% tem uma página pessoal (apenas 2 jovens). Nove jovens disseram ter uma conta no FaceBook enquanto que 7 disseram ter conta no MySpace.

Ao mesmo tempo que nenhum jovem afirmou ter, conhecer ou até mesmo ouvir falar no NING, 99,326% dos jovens entrevistados tem conta no MSN e utilizam frequentemente. A maioria afirmou que ao ligar o computador o programa já entra automaticamente e permanece ligado durante todo o tempo de uso do equipamento. SOmente 8 jovens não tem conta no MSN do total de entrevistados, sendo que 7 criaram a conta e esqueceram a senha e apenas 1 nunca chegou a criar a conta; justamente o único entrevistado com idade abaixo de 13 anos…

Como se vê, é uma pesquisa que abrange um universo muito pequeno de jovens. Mas se levarmos em consideração algumas projeções positivas podemos verificar que a grande maioria dos jovens Orkuteiros é também um Twitteiro certo!

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29 de Setembro de 2009

Especialistas em segurança utilizam Formigas Digitais

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

FormigaDigital - FormigaDigital

Formigas digitais usam inteligência conjunta para defender computadores
Fonte: Eric F. Frazier - Inovação Tecnológica.

Na interminável batalha para proteger as redes de computadores de invasores, os especialistas em segurança estão lançando uma nova defesa inspirada em uma das mais resistentes criaturas da natureza - as formigas.

Ao contrário dos sistemas de segurança tradicionais, que são estáticos, essas “formigas digitais” espalham-se pelas redes de computadores em busca de ameaças, como os “vermes de computador”, ou worms - programas autorreplicantes projetados para roubar informações ou facilitar o uso não autorizado dos computadores.

Formigas digitais

Quando uma formiga digital detecta uma ameaça, não demora muito para que um exército de formigas convirja para aquele local, chamando a atenção dos operadores humanos, que poderão investigar o ataque no momento de sua ocorrência.

O conceito, chamado “inteligência de rebanho,” promete transformar a área da segurança digital graças à sua capacidade de se adaptar prontamente às ameaças, elas próprias em constante mutação.

“Na natureza, nós sabemos que as formigas defendem-se contra as ameaças de forma muito eficiente,” explica o professor Errin Fulp, da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos. “Elas podem ativar suas defesas rapidamente e depois voltar tranquilamente ao seu comportamento rotineiro depois que o intruso foi eliminado. Nós estamos tentando alcançar esse mesmo comportamento em uma rede de computadores.”

O peso da segurança

Os sistemas de segurança atuais são projetados para defender os computadores de todas as ameaças conhecidas desde o início da história da informática, mas os caras maus que escrevem programas maliciosos - também conhecidos como malware - introduzem ligeiras variações o tempo todo, a fim de fugir dos sistemas de defesa.

À medida que novas variações são descobertas e as atualizações de segurança são disponibilizadas, os programas adquirem maior capacidade, mas também passam a demandar mais recursos do sistema, os antivírus levam mais tempo para rodar e as máquinas ficam mais lentas - um problema familiar para a maioria dos usuários de computador.

Inteligência de rebanho

A ideia de imitar o comportamento das formigas foi do pesquisador Glenn Fink. Sabendo da familiaridade do seu colega Fulp com o desenvolvimento de sistemas de varredura de segurança mais rápidos por meio do emprego de processamento paralelo, Fink juntou-se a ele para testar o conceito de formigas digitais em uma rede de 64 computadores.

A “inteligência de rebanho” usado no novo sistema divide o processo de busca pelas ameaças à segurança por suas características. A seguir, a tarefa de escaneamento de cada tipo de ameaça é distribuído pelos vários computadores da rede.

“Nossa ideia é lançar 3.000 tipos diferentes de formigas digitais, cada um procurando por evidências de um tipo de ameaça,” diz Fulp. “Conforme elas se movimentem pela rede, as formigas digitais deixarão trilhas digitais inspiradas nas trilhas de cheiro que as formigas de verdade usam para guiar suas companheiras. Cada vez que uma formiga digital identificar alguma evidência de ameaça, ela está programada para deixar uma pista mais forte. Trilhas com pistas mais fortes atrairão mais formigas, criando um exército que assinala uma possível infecção do computador.”

Programa sentinela

Durante o teste, os pesquisadores introduziram vermes digitais em sua rede experimental e as formigas digitais foram capazes de localizá-los. Os resultados foram tão positivos que o projeto, nascido de uma cooperação em uma pesquisa feita durante as férias, foi estendido e agora já incorpora dois estudantes de doutoramento, que farão suas teses enquanto aprimoram o novo sistema de segurança, preparando-o para disponibilização.

Fulp afirma que a nova abordagem de segurança digital será mais adequada para grandes redes que contêm muitas máquinas idênticas, como as existentes em órgãos do governo, grandes empresas e universidades.

Os usuários de computadores não precisarão se preocupar que um enxame de formigas digitais possa se decidir a estabelecer residência em suas máquinas. As formigas digitais não podem sobreviver sem um programa sentinela, instalado em cada máquina. Cada programa sentinela se reporta aos “sargentos” da rede, que são monitorados pelos operadores humanos - são eles, os operadores humanos, que supervisionam a colônia e, em última instância, mantêm o controle.

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29 de Setembro de 2009

UNICAMP cria bioquerosene de óleo vegetal para aviação

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

UnicampBioquerosene - UnicampBioquerosene

Unicamp cria bioquerosene para aviação a partir de óleos vegetais
Fonte: Jornal da Unicamp.

Biocombustível para aviões

Uma equipe da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveu a tecnologia de um novo processo de produção de bioquerosene a partir de óleos vegetais.

O produto poderá substituir com diversas vantagens o querosene usado como combustível de aviões.

Além de ser mais barata, essa alternativa energética é menos poluente, pois não é emissora de enxofre, de compostos nitrogenados, de hidrocarbonetos ou de materiais particulados.

Bioquerosene de aviação

A patente do processo já foi depositada. O próximo passo é o estudo da produção em escala industrial. Os pesquisadores pretendem repassar a tecnologia para empresas interessadas em produzir o bioquerosene de aviação.

O processo para a obtenção do bioquerosene é feito em duas etapas. Na primeira, depois de extraído da planta e refinado para a retirada de impurezas, o óleo vegetal é colocado em um reator, juntamente com o catalisador e uma quantidade predeterminada de etanol.

A quantidade de etanol utilizada no processo foi otimizada através de extensivos estudos e é um ponto importante do processo. “O papel do catalisador é acelerar a reação química e fazer com que ela ocorra em uma temperatura mais baixa”, explica Rubens Maciel Filho, um dos responsáveis pela pesquisa.

Dentro do reator ocorrem as reações de transesterificação e ou esterificação, levando à formação do éster - o bioquerosene.

A segunda etapa é a mais importante, quando é feita a separação de todos os produtos da reação, ou seja, o isolamento do éster, do catalisador, da água e da glicerina. Reside aí a grande inovação do processo de produção do bioquerosene desenvolvido pela equipe de Maciel Filho.

O isolamento é feito em uma unidade de separação intensificada, em condições de temperatura e pressão que possibilitam a obtenção do bioquerosene de forma economicamente viável e que atende aos requisitos para o querosene de aviação estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Uso do etanol

O etanol foi o álcool escolhido pela equipe para o processo por ter baixa massa molar e ser um reagente não-agressivo e renovável. Ele reage com o ácido graxo, dando origem ao bioquerosene. Além disso, o processo gera como subprodutos a glicerina, água e o que sobra do etanol não consumido nas reações. Após a separação desses compostos indesejados, o óleo fica mais fino e com menor viscosidade.

A produção de um biocombustível a partir de óleos vegetais é bem conhecida. A inovação do novo processo é a qualidade específica e o uso do bioquereosene em aplicações aeronáuticas, dentro de padrões mais exigentes da indústria.

Outra novidade deste processo é o balanço preciso das diversas variáveis envolvidas nas reações químicas e também a purificação as quais resultam no bioquerosene com as propriedades desejadas. “Para se obter alta conversão de óleo vegetal em bioquerosene e maximizar a produção no menor tempo possível é preciso saber as quantidades exatas a serem usadas de cada componente da reação e definir as condições apropriadas de operação”, explica Maciel Filho. “É preciso dosar com precisão a proporção de óleo vegetal, álcool e catalisador, além da temperatura mais adequada”, acrescenta.

Certificação preliminar

Não existem, no Brasil, instituições que possam atestar se o produto obtido atende às especificações do querosene de aviação. “Contudo, os resultados das análises feitas na Unicamp e no IPT foram comparados com a Tabela de especificação do querosene de aviação da ANP”, explicam os pesquisadores. “Ficou demonstrado que o bioquerosene possui características semelhantes às do querosene de aviação.”

Embora haja uma série de pesquisas e diversos biocombustíveis sendo testados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, a equipe não identificou processo/produto similar ao desenvolvido. Apesar de ser comentada a existência de experimentos e realizações de testes fazendo uso de bioquerosene, não foi identificada patente na literatura técnica que fizesse uso do mesmo processo, comenta Maciel Filho. “Também não foi encontrado no mercado produto identificado como bioquerosene”.

Aviões movidos a biocombustível

O professor da FEQ ressalta que pode não haver um produto exatamente igual, mas já existem companhias aéreas com aviões voando experimentalmente movidos a biocombustíveis. É o caso da americana Continental Airlines, que anunciou recentemente a realização do primeiro voo de demonstração, com o uso de biocombustível.

Assim, as pesquisas realizadas pelo grupo da Unicamp podem contribuir com o desenvolvimento de processos de produção viáveis para a obtenção de biocombustíveis para a aviação por propulsão a jato, um segmento importante nos transportes, estando no âmbito do empenho mundial na redução da emissão de poluentes, avaliam os pesquisadores.

Os biocombustíveis, como o bioquerosene, têm ainda outra vantagem em relação aos combustíveis tradicionais: eles são provenientes de fontes renováveis. “Além disso, sendo produzido a partir de fontes renováveis e obtidas no País, o bioquerosene poderá contribuir para a independência tecnológica nacional, além de agregar valor à matéria-prima”, dizem os pesquisadores.

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28 de Setembro de 2009

Computadores quânticos podem ter bits de cinco dados

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

Bit5Dados - Bit5Dados

Fonte: Inovação Tecnológica.

Os computadores quânticos - máquinas superpoderosas que os cientistas afirmam que nos esperam no futuro - utilizam propriedades da mecânica quântica que permitem que um bit quântico, ou qubit, guarde mais do que um dado ao mesmo tempo - em vez de ser simplesmente 0 ou 1, um qubit pode ser as duas coisas ao mesmo tempo e “decidir” qual ele enviará para o cálculo no momento oportuno.

Se isso não parece suficiente, agora cientistas da Universidade de Santa Bárbara, nos Estados Unidos, demonstraram um qubit que consegue guardar simultaneamente até cinco informações, em vez das duas tradicionais.

As possibilidades que se abrem para um computador quântico precisariam de um computador quântico para serem calculadas, uma vez que sua velocidade e capacidade de armazenamento, em teoria, poderiam subir exponencialmente em relação ao que se calculava até agora, conforme o papel do qudit em seu circuito.

Nasce o qudit

O novo qubit é tão impressionante que os pesquisadores criaram um novo nome para ele - qudit. Se um qubit pode conter 2 níveis de energia, um qutrit pode conter 3 níveis; para resumir a nomenclatura, os físicos definiram que um qudit pode conter “d” níveis de energia. No novo circuito quântico supercondutor agora demonstrado, o qudit tem um d = 5, o que significa que cada bit quântico pode conter até 5 informações diferentes.

“Nosso qudit é o equivalente quântico de uma chave de cinco posições, em vez de apenas ligado e desligado,” explica Matthew Neeley, o principal autor da pesquisa. “Como ele tem mais níveis de energia, a física de um qudit é mais rica do que a de um qubit individual. Isto nos permite explorar determinados aspectos da mecânica quântica que vai além daquilo que pode ser observado apenas com um qubit.”

Super bits

Da mesma forma que os bits representam os 0s e 1s dos computadores atuais, os qudits poderão um dia representar os 0s, 1s, 2s, 3s e 4s dos computadores quânticos. “A maioria das pesquisas [na computação quântica] feitas até hoje têm-se focado nos sistemas de qubits, mas nós esperamos que nossa demonstração experimental motive mais esforços nos qudits, que seria mais uma ferramenta para o processamento quântico de informações,” diz Neeley.

A demonstração do qudit foi feita em um circuito supercondutor, funcionando em temperaturas criogênicas. O fato de funcionarem apenas nessas situações extremamente controladas, além da facilidade com que perdem os dados, são os principais entraves para o desenvolvimento dos computadores quânticos.

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25 de Setembro de 2009

Baroplástico: memória mecânica que lembra cartões perfurados

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

Baroplastico - Baroplastico

Memória mecânica superdensa renasce graças a um “baroplástico”
Fonte: Inovação Tecnológica.

Memórias-centopeia

Em 2002, a IBM apresentou uma tecnologia mecânica de memórias digitais que lembrava muito os antigos cartões perfurados do início da era da informática, onde os furos representavam os bits. Com a diferença que a nanotecnologia levou tudo para a escala dos nanômetros.

A tecnologia, batizada de Milípede (centopeia), usa uma ponta microscópica para fazer furos em um filme de polímero. Um local, perfurado ou não, representa um bit. A mesma ponta pode tapar o furo, apagando a informação e alterando um bit de 0 para 1 ou vice-versa.

O resultado era a maior densidade de gravação já vista, com a possibilidade de gravação de 1 trilhão de bits por polegada quadrada. O grande inconveniente era que a tecnologia era mesmo quente: ela só funcionava em temperaturas entre 300 e 400º C.

Baroplásticos

Agora, um grupo de engenheiros da Universidade de Pohang, na Coreia do Sul, resolveu o problema da temperatura e montou um protótipo da tecnologia Milípede que funciona a temperatura ambiente.

A equipe do professor Jin Kon Kim trocou a temperatura pela pressão. Em vez de um polímero que se derrete, ele utilizou um “baroplástico” - um polímero duro que amolece quando colocado sob pressão.

Os primeiros baroplásticos foram descobertos há cerca de 10 anos, mas somente amoleciam sob pressões muito altas, acima de 300 bar. A equipe do professor Kim criou um novo baroplástico que faz a transição a uma pressão de apenas 60 bar: “O mais baixo nível entre todos os copolímeros de bloco relatados na literatura,” disse ele.

Os pesquisadores demonstraram que a ponta de um microscópio de força atômica (AFM) pode escavar os minúsculos furos usados para armazenar os dados no sistema centopeia simplesmente aplicando uma pequena pressão sobre o material. Uma pressão mais leve pode ser utilizada para ler os furos sem alterá-los.

Armazenamento mecânico de dados

Um sistema de armazenamento mecânico de dados tem muitas vantagens sobre os sistemas magnéticos, as principais delas sendo a confiabilidade e a durabilidade das mídias, além da enorme densidade. Uma vez gravado, o material poderá manter os dados de forma quase indefinida, enquanto os meios atuais de armazenamento perdem os dados em poucos anos.

Os pesquisadores coreanos terão agora de lidar com o desgaste da ponta utilizada para fazer a gravação e a leitura. A ponta de um microscópio de força atômica é tão fina que seu desgaste é extremamente acentuado.

Uma das abordagens possíveis será a utilização de pontas mais grossas ou mais duras, uma vez que o sistema de gravação não exigirá a mesma precisão de uma ponta de um microscópio, projetada para testar diversos materiais com extrema precisão. Uma ponta cujo único trabalho será fazer furos em um plástico macio poderá ser muito mais rústica e durável.

Mas o avanço alcançado agora já é suficiente para trazer novas expectativas para um campo que é tão promissor que não foi abandonado mesmo depois de anos sem progressos significativos e apesar dos contínuos melhoramentos nas tecnologias tradicionais.

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24 de Setembro de 2009

Luzes coloridas para demonstrar entrelaçamento quântico triplo

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

EntrelacamentoQuanticoTriplo - EntrelacamentoQuanticoTriplo

Entrelaçamento quântico triplo é demonstrado com luzes coloridas
Fonte: Fábio de Castro - Inovação Tecnológica.

Entrelaçamento quântico

Um grupo de cientistas brasileiros conseguiu gerar um entrelaçamento quântico de três feixes de luz de cores diferentes. O feito deverá ajudar a compreender as características desse fenômeno que é considerado pelos cientistas como a base para futuras tecnologias como computação quântica, criptografia quântica e teletransporte.

Fenômeno intrínseco da mecânica quântica, o entrelaçamento permite que duas ou mais partículas compartilhem suas propriedades mesmo sem a existência de qualquer ligação física entre elas e independentemente da distância que as separa - veja Átomos assombrados de Einstein abrem caminho para computação quântica.

A possibilidade de alternar o entrelaçamento quântico entre as diferentes frequências de luz poderá ser útil para a criação de protocolos avançados de troca de informações.

Entrelaçamento triplo

De acordo com o autor principal do estudo, Paulo Nussenzveig, do Instituto de Física da USP, a possibilidade de gerar o entrelaçamento de três feixes de luz diferentes havia sido prevista pela mesma equipe há três anos, mas ainda não havia sido demonstrada experimentalmente. Dos três feixes, apenas um estava na porção visível do espectro e dois no infravermelho.

“Em 2005, medimos pela primeira vez o entrelaçamento em dois feixes, comprovando uma previsão teórica feita por outros grupos em 1988. A partir daí, percebemos que a informação presente no sistema era mais complexa do que imaginávamos e, em 2006, escrevemos um artigo teórico prevendo o entrelaçamento de três feixes, que conseguimos demonstrar agora”, disse Nussenzveig à Agência FAPESP.

O cientista explica que, para realizar o estudo, o grupo utilizou um experimento conhecido como oscilador paramétrico óptico (OPO), que consiste em um cristal especial disposto entre dois espelhos, sobre o qual é bombeada uma fonte de luz.

“O que esse cristal tem de especial é sua resposta à luz, que é não-linear. Com isso, podemos introduzir no sistema uma luz verde e ter como resultado uma luz infravermelha, por exemplo”, explicou. Segundo ele, os OPO com onda contínua, empregados no estudo, são utilizados desde a década de 1980.

Dissolução do elo quântico

Enfrentando diversas dificuldades e surpresas, ao lidar com fenômenos até então desconhecidos, os cientistas conseguiram “domar” o sistema para observar o entrelaçamento de três feixes com comprimentos de onda diferentes. Durante o experimento, descobriram ainda um efeito importante: a chamada morte súbita do entrelaçamento também ocorria no caso estudado.

Segundo Nussenzveig, um estudo coordenado por Luiz Davidovich, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado na Science em 2007, mostrou que o entrelaçamento quântico podia desaparecer repentinamente, “dissolvendo” o elo quântico entre as partículas - o que poderia comprometer a aplicação do fenômeno no futuro desenvolvimento de computadores quânticos.

O efeito, batizado como morte súbita do entrelaçamento, já havia sido previsto anteriormente por físicos teóricos e foi observado pela primeira vez pelo grupo da UFRJ em sistemas discretos - isto é, sistemas que têm um conjunto finito de resultados possíveis.

“Para sistemas macroscópicos de variáveis contínuas existem relativamente poucos trabalhos e previsões teóricas. E não existia absolutamente nenhum trabalho experimental. Observamos pela primeira vez algo que não havia sido previsto: a morte súbita em variáveis contínuas. Isso significa que trata-se de um efeito global coletivo”, disse.

Além da física clássica

De acordo com outro autor do estudo, Marcelo Martinelli, também professor do Instituto de Física da USP, o entrelaçamento quântico é a propriedade que distingue as situações quânticas das situações nas quais os eventos obedecem às leis da física clássica.

“Essa propriedade é verificada por meio de correlações que são diferentes das que ocorrem no mundo da física clássica. Quando jogamos uma moeda no chão, na física clássica, se temos a coroa voltada para cima, temos a cara voltada para baixo. No mundo quântico, esse resultado tem diferentes graus de liberdade e ângulos de correlação”, explicou.

Teletransporte quântico

Segundo Martinelli, o entrelaçamento já havia sido muitas vezes verificado em sistemas discretos, ou entre dois ou mais sistemas no domínio de variáveis contínuas. Mas, quando havia três ou mais subsistemas, o entrelaçamento gerado era sempre de feixes de luz da mesma cor.

“Isso é interessante, porque abre caminho para que possamos, a partir de um sistema que interage com uma certa frequência do espectro eletromagnético, transferir suas propriedades quânticas para outro sistema - seria o chamado teletransporte quântico”, disse o cientista.

De acordo com Martinelli, seria possível fazer isso utilizando feixes de entrelaçamento como veículo para transformar a informação. “Mas, se só pudermos lidar com variáveis da mesma cor, a informação quântica do primeiro só passaria para um segundo e um terceiro sistema se todos eles atuarem na mesma frequência. O nosso modelo permitiria fazer a transferência de informação quântica entre diferentes faixas do espectro eletromagnético”, explicou.

Ao observar pela primeira vez a morte súbita de entrelaçamento em um sistema de variáveis contínuas, o grupo conseguiu novas informações sobre a natureza do fenômeno.

Morte súbita do entrelaçamento

Martinelli explica que todo sistema que interage com a natureza apresenta perdas, gradualmente. Uma chaleira em contato com o ambiente esfria continuamente até atingir o equilíbrio térmico com a temperatura externa. Mas esse processo se dá de forma exponencial e só estaria completo em um período de tempo infinito. Na prática, a chaleira sempre estará um pouco mais quente que o ambiente.

“No entanto, no caso do entrelaçamento, a sua interação com o ambiente nem sempre segue esse decaimento exponencial. Eventualmente ele desaparece em um tempo finito - o que caracteriza a chamada morte súbita. Vimos que isso também ocorre para variáveis contínuas e, ajustando os parâmetros de operação do nosso OPO, conseguimos controlar essa morte súbita”, disse.

Segundo ele, essa descoberta é importante para que um dia se faça transporte de informação quântica. “Se enviarmos essa informação por fibra óptica, por exemplo, não podemos perder o entrelaçamento no sistema mediante perdas na propagação. Se a informação quântica passar a ter um papel central na tecnologia da informação, a compreensão da dinâmica da morte súbita e do entrelaçamento serão ainda mais fundamentais”, disse.

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22 de Setembro de 2009

Célula Solar: eficiência máxima está próxima

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

CelulaSolarNanotubo - CelulaSolarNanotubo

Célula solar de nanotubo de carbono aproxima-se da eficiência máxima
Fonte: Inovação Tecnológica.

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, demonstraram o princípio de funcionamento de um novo tipo de célula solar que substitui o silício por nanotubos de carbono.

Em teoria, estas células solares de nanotubos poderão ser mais eficientes do que as células solares atuais, podendo superar não apenas as células solares orgânicas - que possuem carbono em sua composição em moléculas que não são nanotubos - mas também as células solares tradicionais à base de silício.

Fotodiodo

Os cientistas construíram um fotodiodo, um tipo extremamente simples de célula solar que converte a luz em eletricidade de forma extremamente eficiente graças à excepcional condutividade elétrica do nanotubo de carbono e à forma como ele conduz os elétrons.

O nanotubo de carbono utilizado é do tipo de parede única, o que significa que ele é basicamente uma folha de grafeno enrolada, constituindo um tubo cujas paredes são formadas por uma única camada de átomos de carbono.

O nanotubo, com a dimensão aproximada de uma molécula de DNA, foi preso entre dois contatos elétricos e posto próximo a duas portas elétricas, uma com carga positiva e outra com carga negativa.

Elétrons em fila indiana

Dirigindo feixes de raios laser de diversas cores ao longo do nanotubo, os cientistas descobriram que altos níveis de incidência de fótons têm um efeito multiplicador sobre a quantidade de eletricidade que é produzida pelo fotodiodo.

Como o nanotubo é muito estreito, ele praticamente força os elétrons a andarem em fila indiana. Nessa situação, os elétrons atingem um estado denominado “excitado”, o que lhes permite gerar novos elétrons a partir dos fótons da luz incidente que seriam desperdiçados em uma célula solar convencional. Isto faz com que a célula solar de nanotubo de carbono funcione em um regime praticamente ideal, convertendo quase toda a radiação da luz em eletricidade.

A elevada taxa de conversão significa que a nova célula solar não perde quase nenhuma energia na forma de calor, eliminando o problema do superaquecimento. Contudo, o próprio experimento foi feito em uma temperatura extremamente baixa.

Problemas à frente

Embora o novo dispositivo tenha sido demonstrado, construi-lo em grandes quantidades esbarrará nas mesmas dificuldades encontradas em várias outras pesquisas nas quais os nanotubos de carbono são promissores. Como são muito pequenos, ainda não existe tecnologia capaz de permitir sua fabricação em série de forma controlada. A montagem das células solares, que exigirá a manipulação de nanotubos individuais, é outro desafio a ser vencido.

Estas dificuldades, contudo, não tiram o mérito da pesquisa, que demonstrou um fenômeno novo que, ao ser explorado por novas pesquisas, poderá levar a novos melhoramentos e, eventualmente, a um tipo de célula solar mais eficiente e que possa ser fabricada em larga escala.

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