1 de Outubro de 2009

Que tal um “canudo” para criador de games profissional?

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

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Já é possível ser profissional “diplomado” de games
Fonte: André Sartorelli - Portal R7.

Cursos têm aulas de psicologia e até teologia

Hoje já é possível ser um criador de games “profissional”, reconhecido por diploma. O objetivo do curso, que dura de dois a quatro anos dependendo da faculdade, é formar pessoas que tenham noção de toda a criação de jogos digitais.

Entre as matérias estão ética, psicologia, cultura, mitologia, teologia, design, roteiro, história dos games, desenho, edição de vídeo, modelagem e programação. Rogério Cardoso, coordenador do curso de tecnologia em jogos digitais da PUC-SP, explica que essa variedade de disciplinas é importante.

- O aluno aprende a ver o jogo de outra maneira, mais completa que um simples amante do assunto. Psicologia e ética ajudam, por exemplo, na criação dos personagens. O roteiro representa toda a sequência de ações e os objetivos do game e as partes práticas como modelagem e programação servem para fazer o jogo funcionar de acordo com o lugar para qual o game é destinado.

Existem 19 cursos de graduação distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará, Paraná e Minas Gerais.

Todos são de instituições de ensino privadas e custam de R$ 400 a R$ 1.200 por mês. É essencial ter inglês avançado para entrar no mercado de trabalho. Cardoso explica que o aluno precisa ficar de olho na produção estrangeira.

- Estados Unidos, Japão, Coreia e China destacam-se como referências. Pela internet, o aluno deve prestar atenção nas tendências mundiais. Muito se fala sobre a necessidade de aprender a falar em mandarim (língua oficial chinesa), mas o inglês ainda é mais importante.

Os estágios em empresas especializadas em jogos no Brasil ainda são escassos. A maioria das vagas está em agências de publicidade e marketing que usam os jogos para serem usados em sites durante campanhas publicitárias.

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Game para educação

A paulistana Sabrina Carmona está no último ano da faculdade de Tecnologia em Jogos Digitais da PUC-SP e é responsável pela pesquisa e desenvolvimento de novos projetos educacionais ligados à internet da rede de escolas de inglês Cultura Inglesa.

Ela cria jogos, exercícios e atividades interativas e multimídia para a área de ensino online offline da rede. Sabrina também produz tours virtuais que são usados pela empresa em eventos. Ela conta que os motivos que a levaram a fazer o curso.

- Os conhecimentos que eu tinha era apenas de usuária de games. Eu apenas jogava jogos em consoles e no PC, nunca tendo desenvolvido nada. Decidi fazer design de jogos digitais porque envolve criatividade e dá a oportunidade ao estudante de oferecer propostas inovadoras para o mercado de acordo com o que o público que a sociedade busca como entretenimento por meio dos jogos.

Durante a graduação as matérias que ela mais gostou foram roteiro, desenvolvimento de personagens, animação 3D, áudio e modelagem 3D.

- Curti até mesmo programação, que apesar de não ser meu forte, conseguir programar um jogo é algo muito gratificante, pois é o caminho pelo qual o estudante você consegue ver o resultado final de todo o trabalho.

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Sabrina já elaborou alguns pequenos games na faculdade e começou seu trabalho de conclusão de curso, que consiste em criar um jogo completo.

O salário para um recém-formado é de aproximadamente R$ 2.000 e pode chegar a valores inimagináveis, quando a contratação é feita por empresas líderes do setor de entretenimento como Sony e Microsoft.

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1 de Outubro de 2009

Impressão digital 3D, sem contato nem sujeira

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Fotografia, Diversos

DigitalLaser3D - DigitalLaser3D

Cientistas criam sistema 3D de impressão digital sem contato
Fonte: Portal R7.

Tecnologia vai permitir identificação mais rápida e precisa de criminosos

Um novo sistema que colhe impressões digitais em 3D (três dimensões) sem contato pode tornar a identificação de criminosos mais fácil e rápida. A tecnologia projeta padrões de luz no dedo e analisa a imagem, permitindo que os pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, sejam capazes de criar uma impressão mais exata do que as feitas com tinta ou sensores.

A novidade foi divulgada nesta quarta-feira pela revista científica americana Technology Review. O sistema é mais eficiente do que as impressões tradicionais e reduz significativamente o número de combinações incorretas, explicou Yongchang Wang, doutorando da Universidade de Kentucky e um dos autores da pesquisa.

Mesmo o método moderno, em que o dedo de alguém é prensado sobre uma placa de vidro para digitalização geralmente exige várias tentativas para que se obtenha uma impressão útil. O vidro também deve ser limpo após cada varredura, e a captura de todos os dedos pode levar alguns minutos, conta Mike Troy, diretor executivo da FlashScan3D, empresa que foi criada para vender o sistema.

- O agente da alfândega tem apenas 32 segundos para tirar a impressão de cada pessoa. Eles precisam de uma maneira de obter suas impressões digitais rapidamente.

Maior precisão

O dispositivo projeta uma série de linhas listradas em um dedo, um processo chamado de iluminação estruturada de luz (SLI). Uma câmera de 1,4 megapixels captura automaticamente as imagens das linhas enquanto elas envolvem o dedo com uma precisão de quase 1.000 pixels por polegada. Isso é o dobro da resolução necessária para uma impressão digital pelo sistema automático de identificação de impressões digitais do FBI (polícia federal norte-americana).

Ao analisar o jeito com que cada linha sobe ou desce, o software constroi um modelo tridimensional da superfície do dedo em menos de um segundo, com cada sulco e cada vale no devido lugar.

Ao contrário de dispositivos atuais de impressão digital, o sistema SLI não é prejudicado por peles oleosas ou por um ambiente seco. Como a pele é elástica, a impressão é distorcida, explicou Wang, acrescentando que o sistema SLI não tem qualquer contato ou distorção.

- Assim, mesmo com a mesma resolução, o sistema 3D sem contato apresenta um desempenho muito melhor do que o 2D, sem distorcer a imagem.

Os pesquisadores da Universidade de Kentucky esperam melhorar o seu sistema, acelerando o sistema para que a digitalização e o tempo de processamento sejam reduzidos para menos de 0,1 segundo.

Agora, eles querem criar uma caixa com vários scanners embutidos que possa capturar as impressões dos dez dedos de uma vez só.

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