12 de Novembro de 2009

Apagão é obra de ataques virtuais?

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

InvasaoEnergia - InvasaoEnergia

CAUSAS “OFICIAIS”

De um lado a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma que o Brasil está livre do apagão e, de outro, o ministro Edison Lobão afirmou que o problema teria sido provavelmente causado por “fatores atmosféricos”. Ao mesmo tempo, técnicos e especialistas em clima afirmam que nenhum dos raios daquela noite de terça-feira caiu tão próximo e com força suficiente para derrubar o sistema. E se assim ocorrese: “estaríamos mal com um sistema tão vulnerável às intempéries…”

Desde as 22horas de terça-feira (10), quando o blecaute iniciou-se, diversas versões (todas conflitantes) foram divulgadas na imprensa. A seguir você pode verificar as principais informações divulgadas. (fonte: site Diário de Santa Maria)

INFORMAÇÕES DIVULGADAS

Assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema (ONS), às 22h15min de terça-feira: Fornecimento de energia elétrica é interrompido em pelo menos nove Estados e o Distrito Federal. Segundo a GloboNews, as primeiras informações da assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema (ONS) são de que o problema teria havido na Usina de Itaipu.

Assessoria de imprensa da AES Sul, às 22h20min: Cerca de 70 mil consumidores de São Leopoldo e Sapucaia do Sul ficam sem luz por cinco minutos. De acordo com a assessoria de imprensa da AES Sul, a linha de distribuição de Gravataí foi afetada pelo apagão.

Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, à 00h05min de quarta-feira: O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, afirma que o apagão foi causado por um desligamento nas linhas de transmissão da hidroelétrica de Itaipu.

Assessor de comunicação de Itaipu, Gilmar Piola, à 00h05min: O assessor de comunicação de Itaipu, Gilmar Piola, garante que o problema não foi causado pela geração de energia pela usina.

Jornal ABC Color (Paraguai), à 00h17min: Segundo o jornal ABC Color, o Paraguai ficou às escuras durante 20 minutos.

Diretor de Itaipu, Jorge Samek, à 00h19min: O diretor de Itaipu, Jorge Samek, prevê que o fornecimento de energia será retomado em cerca de 30 minutos.

Gerente de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Barata, à 00h34min: O gerente de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Barata, afirma ao Jornal da Globo que apenas partes dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo sofrem com a falta de energia elétrica.

Assessoria de Imprensa de Itaipu, à 01h55min: Em nota oficial, Itaipu diz que causa do blecaute não teve origem na usina: “A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó”.

INFORMAÇÕES NÃO DIVULGADAS

Em 2005 um grupo americano de especilistas em segurança descobriu que os apagões ocorridos aqui no Brasil em 2005 e 2007 foram provocados por um grupo de Crackers Brasileiros, mas não informou o nome do grupo. Segundo os mesmos especilistas, o grupo também foi o responsável por outros ataques a centrais elétricas em 3 estados americanos no início de 2009.

Estes mesmos especialistas afirmaram que algumas substações e centrais elétricas, principalmente brasileiras, estão propensas a ataques de força bruta e que o sistema poderia ser facilmente invadido por grupos mais especilizados.

Numa visita rápida aos fóruns de discussão undergrounds é possível constatar que o apagão desta terça-feira teria sido obra de um ataque virtual. Alguns até especulam que o grupo de Crackers Brasileiros denominado Hax0rs Lab teria se utilizado de um Worm criado pela empresa de consultoria de segurança IOActive para efetuar os ataques que culminaram na queda de uma subestação, o que teria causado por efeito dominó, o desligamento de Itaipu e a consequente falta de energia em diversos estados brasileiros.

Um especialista que não quis se identificar afirma que já estudou o Worm criado pela IOActive e diz que, utilizando um Smart Grids é possível controlar remotamente os servidores responsáveis por qualquer central elétrica, uma vez que a segurança dessas empresas é extremamente vulnerável e propensa a ataques.

Smart01 - Smart01

Os Smart Grids, segundo o especialista, são pequenos aparelhos que, quando conectados à rede elétrica, enviam ao consumidor e às companhas de energia informações sobre gastos, ajudando no controle de consumo. E o Worm criado pela IOActive explora justamente as vulnerabilidades das empresas de energia por meio deste aparelho.

Os Smart Grids substituem os tradicionais medidores de consumo eletromecânicos, ainda usados no Brasil, e portanto podem ser considerados como “relógios de luz inteligentes”. Entretanto, não se deve esquecer que essas maquininhas são nanocomputadores, com hardware e software, e estão suscetíveis a invasões que podem trazer muitos prejuízos tanto ao consumidor como às empresas que distribuem a energia.

Segundo o site da PC World, Travis Goodspeed, um dos consultores da IOActive, explica como funcionou o worm: “Ele se espalhou de medidor a medidor, e então mudou o texto da tela LCD para ‘pwned’ (”invadido”, em português)”, explica, reforçando que a experiência não acarretou em prejuízos, mas poderia. Segundo Godspeed, o worm se aproveita de uma falha no chip usado para o processamento do aparelhinho, um MSP430 fabricado pela Texas Instruments.

Uma vez dentro do sistema, um hacker com más intenções poderia desabilitar uma função chamada “remote disconnect”, que permite à companhia desligar a energia de um usuário pela rede – no caso de um curto-circuito ou por falta de pagamento, por exemplo. O equipamento utilizado pelos pesquisadores e pela IOActive custou apenas US$ 500.

Smart02 - Smart02

O worm pode fazer com que a eletricidade de grandes áreas, cidades inteiras, seja desligada, ou então que informações como uma alta dramática na demanda de energia sejam enviadas às subestações de distribuição, causando desligamento automático e portanto blecautes, contou o site Geeks are Sexy. Tudo realizado à distância, pela tela do computador.

Embora ainda desconhecidos no Brasil, um país como os Estados Unidos possui por volta de 2 milhões de Smart Grids, que gerenciam dados entre residências e as estações de energia. Segundo o site da CNN, o Presidente Barack Obama elogiou muito o programa de Smart Grids e liberou US$ 4,5 bi do orçamento para adicionar mais 17 milhões de aparelhos à rede.

Não se pode esquecer também dos “apagões” ocorridos em 2003 na costa leste dos EUA, que deixaram 55 milhões de pessoas sem luz por mais de um dia. Ainda segundo a CNN, há especulações de que aquele blecaute foi causado por um hacker chinês que havia invadido o sistema de gerenciamento de energia. A ameaça, portanto, não é apenas teórica.

QUEREMOS A VERDADE

Obviamente que as empresas de energia e, principalmente, o governo, jamais afirmariam publicamente a existência dessa vulnerabilidade. Mas a verdade seja dita: infelizmente o nosso sistema atual de energia é vulnerável e portanto, propenso a falhas e a novos apagões.

Eu fico por aqui, na escuta. O último que sair, por favor apague a luz….

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9 de Novembro de 2009

Saiba como descobrir pessoas que ameaçam a carreira dos colegas

Publicado por Leonardo Sussuarana em Cidadania, Diversos

Saiba como descobrir pessoas que ameaçam a carreira dos colegas

Fonte: REDE GLOBO - Jornal Hoje: Michelle Loreto - São Paulo e Paulo Gonçalves - Campinas


Nada pior no ambiente de trabalho do que lidar com aquele colega que só faz intrigas e fofocas.

“Na área que trabalho de vendas sempre tem alguém querendo te passar para trás. Uma vez o cliente chegou me procurando e ele falou que eu não estava na loja para justamente fazer a venda no meu lugar”, fala Paulo Leandro, vendedor.

“Sempre tem né, aquele que quer passar a perna, não é leal”, comenta Michele Araújo, vendedora.

“Vim de Porto Alegre para cá e ele se sentiu ameaçado e ele disse ‘aqui é horrível, o homem tem várias mulheres aqui no Ceará, tu não vai gostar. Não é fácil ser bonita, o pessoal não é legal, de confiança’. Fez de tudo para eu ir embora”, diz Daniela Gomes, gerente de vendas.

A impressão que dá é que eles estão por todos os lados.

“Não tem como fugir. Os falsos estão impregnados em todas as empresas. Normalmente são pessoas que você menos espera… E te dão problema”, diz Bia Monteiro, consultora de carreiras.

Pela experiência da consultora de carreiras, de cada 100 funcionários, 30 tendem a fazer fofocas e intrigas. E os fatores que levam a isso são: inveja, auto-estima baixa e intolerância à frustração.

Sinal amarelo. Em algumas situações, fique bem atento. Porque você pode estar ao lado de um colega de trabalho falso. Preste atenção! Se essa pessoa fala mal de todo mundo. Pode também estar por aí falando mal de você. Tem aquela também que dá palpite em tudo. E o colega muito prestativo, em excesso. Avalie bem a intenção dele.

Bom, você percebeu que é possível traçar um perfil de uma pessoa falsa.

Um levantamento mostrou que ela é inteligente, amigável demais, simpática em excesso e bastante solícita.

Mas atenção principalmente nas atitudes negativas. Ela pode ser dissimulada, hipócrita, egoísta, irônica, falar muita mentira e ter atitudes de vingança.

Por isso, para não cair na armadilha de um colega de trabalho falso confira as dicas que uma psicóloga de Campinas preparou.

Com o mercado cada vez mais competitivo, algumas pessoas podem usar a falsidade para conquistar a confiança do chefe ou mesmo ganhar uma promoção.
“Essa pessoa por esse traço de caráter, ela pode ter ganhado a chefia, a chefia pode não ter percebido essas questões. A maior dica seria buscar neutralizar essa influência, buscar um certo distanciamento, não trazê-la para os seus ambientes mais íntimos. Enfim, não fazer dessa pessoa um amigo, um colega. E estar sempre alerta para algumas questões que ela pode estar levantando a seu respeito”, explica a psicóloga Rita Khater.

Nunca demonstre irritabilidade. “Ao demonstrar você se coloca na situação de embate e isso não é saudável em qualquer ambiente de trabalho, em qualquer situação de trabalho”, completa a psicóloga.

“Relaxe um pouco. Existe o falso, o mal resolvido, o encrenqueiro. Eu que tenho que ter habilidade para saber lidar com essas pessoas. Porque eles são os obstáculos que você vai ter que provar que tem competência para passar por cima para chegar ate uma diretoria, para chegar a uma gerência”, fala Bia Monteiro.

“Eu acho que o ideal é ser verdadeira, fazer o melhor, fazer o correto e agir com humildade”, finaliza Daniela Gomes.

7 de Novembro de 2009

Primeiro sistema operacional 100% livre de erros está pronto

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Diversos

software sem erros - software sem erros

Inovação radical em software

Programas de computador representam o melhor exemplo de um produto que usufrui de inovações tecnológicas contínuas - daquelas que não chamam muito a atenção e geralmente não viram manchete, mas que estão melhorando continuamente os aplicativos, incorporando novas funcionalidades e atendendo às novas necessidades dos usuários.

Mas será que é possível que os programas de computador experimentem também inovações tecnológicas disruptivas - daquelas radicais, que viram manchete e mudam o caminho de uma determinada área?

Certamente que sim. A criação dos protocolos de comunicação que viabilizaram a Internet, sistemas operacionais com interfaces gráficas, o primeiro navegador de páginas web, protocolos da computação distribuída, todos são exemplos que tecnologias que mudaram o rumo da informática.

Software 100% livre de erros

É muito possível que estejamos agora frente a mais uma inovação nessa categoria de revolucionária na área de software.

Pesquisadores australianos relataram que, pela primeira vez, conseguiram provar com rigor matemático que o núcleo principal de um sistema operacional - tecnicamente conhecido como kernel - está 100% livre de erros de programação (bugs).

Isto significa que a parte principal do sistema operacional não estará sujeito a falhas, travamentos e nem a ataques que explorem falhas de segurança, que simplesmente não existem.

Mundo completamente novo

O avanço deverá ter implicações diretas no funcionamento e na segurança de computadores que controlam equipamentos que devem apresentar altíssima confiabilidade, como aparelhagens médicas de exames e cirurgias robotizadas, sistemas aeroespaciais e servidores de informática de missão crítica.

“Eu acredito que não é um exagero afirmar que nosso sistema abre um mundo completamente novo no que diz respeito à construção de novos sistemas altamente confiáveis e seguros,” diz o Dr. Gernot Heiser, que coordenou a equipe que desenvolveu a nova técnica nos laboratórios da Universidade Nova Gales do Sul, na Austrália.

Não se trata apenas de uma verificação intensiva do código contra erros específicos. O sistema de verificação garante que o kernel atende inteiramente a toda a sua especificação, não se desviando dela em todos os aspectos, incluindo a funcionalidade e a segurança

Software livre de erros

Uma regra no mundo do software - não-científica, mas largamente citada - é que há 10 bugs para cada mil linhas de código de um programa. Programas mais maduros e mantidos por grandes equipes certamente têm menos, mas nenhum engenheiro ou programador em bom juízo se arriscaria a dizer que seu sistema é 100% livre de erros.

Isto mostra o significado do feito alcançado pelos pesquisadores australianos, comprovando matematicamente a correção de um kernel desenvolvido em linguagem C por uma equipe de seis pessoas ao longo de seis anos.

Esta é a primeira vez que se demonstra de forma conclusiva que é possível construir programas de computador totalmente livres de erros.

A correção do programa também significa que ele está imune a todos os tipos mais comuns de ataques, como os chamados buffer overflows, um forma de ataque na qual os hackers tomam controle dos programas injetando pequenas porções de código malicioso.

Sistema operacional embarcado

O usuário de computadores tradicionais deverá esperar um pouco antes de poder usufruir do acréscimo de segurança e confiabilidade oferecido por um sistema operacional livre de erros.

O kernel 100% correto pertence a um sistema operacional do tipo embarcado (embedded system), que roda em computadores dedicados a tarefas específicas - seu nome é Secure Embedded L4 (seL4).

A nova técnica de verificação, contudo, poderá ser utilizada no desenvolvimento de qualquer outro programa, seja um sistema operacional ou outro aplicativo qualquer.

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