Apagão é obra de ataques virtuais?

CAUSAS “OFICIAIS”
De um lado a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma que o Brasil está livre do apagão e, de outro, o ministro Edison Lobão afirmou que o problema teria sido provavelmente causado por “fatores atmosféricos”. Ao mesmo tempo, técnicos e especialistas em clima afirmam que nenhum dos raios daquela noite de terça-feira caiu tão próximo e com força suficiente para derrubar o sistema. E se assim ocorrese: “estaríamos mal com um sistema tão vulnerável às intempéries…”
Desde as 22horas de terça-feira (10), quando o blecaute iniciou-se, diversas versões (todas conflitantes) foram divulgadas na imprensa. A seguir você pode verificar as principais informações divulgadas. (fonte: site Diário de Santa Maria)
INFORMAÇÕES DIVULGADAS
Assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema (ONS), às 22h15min de terça-feira: Fornecimento de energia elétrica é interrompido em pelo menos nove Estados e o Distrito Federal. Segundo a GloboNews, as primeiras informações da assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema (ONS) são de que o problema teria havido na Usina de Itaipu.
Assessoria de imprensa da AES Sul, às 22h20min: Cerca de 70 mil consumidores de São Leopoldo e Sapucaia do Sul ficam sem luz por cinco minutos. De acordo com a assessoria de imprensa da AES Sul, a linha de distribuição de Gravataí foi afetada pelo apagão.
Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, à 00h05min de quarta-feira: O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, afirma que o apagão foi causado por um desligamento nas linhas de transmissão da hidroelétrica de Itaipu.
Assessor de comunicação de Itaipu, Gilmar Piola, à 00h05min: O assessor de comunicação de Itaipu, Gilmar Piola, garante que o problema não foi causado pela geração de energia pela usina.
Jornal ABC Color (Paraguai), à 00h17min: Segundo o jornal ABC Color, o Paraguai ficou às escuras durante 20 minutos.
Diretor de Itaipu, Jorge Samek, à 00h19min: O diretor de Itaipu, Jorge Samek, prevê que o fornecimento de energia será retomado em cerca de 30 minutos.
Gerente de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Barata, à 00h34min: O gerente de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Barata, afirma ao Jornal da Globo que apenas partes dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo sofrem com a falta de energia elétrica.
Assessoria de Imprensa de Itaipu, à 01h55min: Em nota oficial, Itaipu diz que causa do blecaute não teve origem na usina: “A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó”.
INFORMAÇÕES NÃO DIVULGADAS
Em 2005 um grupo americano de especilistas em segurança descobriu que os apagões ocorridos aqui no Brasil em 2005 e 2007 foram provocados por um grupo de Crackers Brasileiros, mas não informou o nome do grupo. Segundo os mesmos especilistas, o grupo também foi o responsável por outros ataques a centrais elétricas em 3 estados americanos no início de 2009.
Estes mesmos especialistas afirmaram que algumas substações e centrais elétricas, principalmente brasileiras, estão propensas a ataques de força bruta e que o sistema poderia ser facilmente invadido por grupos mais especilizados.
Numa visita rápida aos fóruns de discussão undergrounds é possível constatar que o apagão desta terça-feira teria sido obra de um ataque virtual. Alguns até especulam que o grupo de Crackers Brasileiros denominado Hax0rs Lab teria se utilizado de um Worm criado pela empresa de consultoria de segurança IOActive para efetuar os ataques que culminaram na queda de uma subestação, o que teria causado por efeito dominó, o desligamento de Itaipu e a consequente falta de energia em diversos estados brasileiros.
Um especialista que não quis se identificar afirma que já estudou o Worm criado pela IOActive e diz que, utilizando um Smart Grids é possível controlar remotamente os servidores responsáveis por qualquer central elétrica, uma vez que a segurança dessas empresas é extremamente vulnerável e propensa a ataques.
Os Smart Grids, segundo o especialista, são pequenos aparelhos que, quando conectados à rede elétrica, enviam ao consumidor e às companhas de energia informações sobre gastos, ajudando no controle de consumo. E o Worm criado pela IOActive explora justamente as vulnerabilidades das empresas de energia por meio deste aparelho.
Os Smart Grids substituem os tradicionais medidores de consumo eletromecânicos, ainda usados no Brasil, e portanto podem ser considerados como “relógios de luz inteligentes”. Entretanto, não se deve esquecer que essas maquininhas são nanocomputadores, com hardware e software, e estão suscetíveis a invasões que podem trazer muitos prejuízos tanto ao consumidor como às empresas que distribuem a energia.
Segundo o site da PC World, Travis Goodspeed, um dos consultores da IOActive, explica como funcionou o worm: “Ele se espalhou de medidor a medidor, e então mudou o texto da tela LCD para ‘pwned’ (”invadido”, em português)”, explica, reforçando que a experiência não acarretou em prejuízos, mas poderia. Segundo Godspeed, o worm se aproveita de uma falha no chip usado para o processamento do aparelhinho, um MSP430 fabricado pela Texas Instruments.
Uma vez dentro do sistema, um hacker com más intenções poderia desabilitar uma função chamada “remote disconnect”, que permite à companhia desligar a energia de um usuário pela rede – no caso de um curto-circuito ou por falta de pagamento, por exemplo. O equipamento utilizado pelos pesquisadores e pela IOActive custou apenas US$ 500.
O worm pode fazer com que a eletricidade de grandes áreas, cidades inteiras, seja desligada, ou então que informações como uma alta dramática na demanda de energia sejam enviadas às subestações de distribuição, causando desligamento automático e portanto blecautes, contou o site Geeks are Sexy. Tudo realizado à distância, pela tela do computador.
Embora ainda desconhecidos no Brasil, um país como os Estados Unidos possui por volta de 2 milhões de Smart Grids, que gerenciam dados entre residências e as estações de energia. Segundo o site da CNN, o Presidente Barack Obama elogiou muito o programa de Smart Grids e liberou US$ 4,5 bi do orçamento para adicionar mais 17 milhões de aparelhos à rede.
Não se pode esquecer também dos “apagões” ocorridos em 2003 na costa leste dos EUA, que deixaram 55 milhões de pessoas sem luz por mais de um dia. Ainda segundo a CNN, há especulações de que aquele blecaute foi causado por um hacker chinês que havia invadido o sistema de gerenciamento de energia. A ameaça, portanto, não é apenas teórica.
QUEREMOS A VERDADE
Obviamente que as empresas de energia e, principalmente, o governo, jamais afirmariam publicamente a existência dessa vulnerabilidade. Mas a verdade seja dita: infelizmente o nosso sistema atual de energia é vulnerável e portanto, propenso a falhas e a novos apagões.
Eu fico por aqui, na escuta. O último que sair, por favor apague a luz….

Leonardo
Sussuarana
+55(61)8115-7294
@SussuaranaCom
- Estagiario qdo vc for embora não esqueça de apagar as luzes.
Qdo o “iluminado” saiu desligou o disjuntor.