9 de Novembro de 2009

Saiba como descobrir pessoas que ameaçam a carreira dos colegas

Publicado por Leonardo Sussuarana em Cidadania, Diversos

Saiba como descobrir pessoas que ameaçam a carreira dos colegas

Fonte: REDE GLOBO - Jornal Hoje: Michelle Loreto - São Paulo e Paulo Gonçalves - Campinas


Nada pior no ambiente de trabalho do que lidar com aquele colega que só faz intrigas e fofocas.

“Na área que trabalho de vendas sempre tem alguém querendo te passar para trás. Uma vez o cliente chegou me procurando e ele falou que eu não estava na loja para justamente fazer a venda no meu lugar”, fala Paulo Leandro, vendedor.

“Sempre tem né, aquele que quer passar a perna, não é leal”, comenta Michele Araújo, vendedora.

“Vim de Porto Alegre para cá e ele se sentiu ameaçado e ele disse ‘aqui é horrível, o homem tem várias mulheres aqui no Ceará, tu não vai gostar. Não é fácil ser bonita, o pessoal não é legal, de confiança’. Fez de tudo para eu ir embora”, diz Daniela Gomes, gerente de vendas.

A impressão que dá é que eles estão por todos os lados.

“Não tem como fugir. Os falsos estão impregnados em todas as empresas. Normalmente são pessoas que você menos espera… E te dão problema”, diz Bia Monteiro, consultora de carreiras.

Pela experiência da consultora de carreiras, de cada 100 funcionários, 30 tendem a fazer fofocas e intrigas. E os fatores que levam a isso são: inveja, auto-estima baixa e intolerância à frustração.

Sinal amarelo. Em algumas situações, fique bem atento. Porque você pode estar ao lado de um colega de trabalho falso. Preste atenção! Se essa pessoa fala mal de todo mundo. Pode também estar por aí falando mal de você. Tem aquela também que dá palpite em tudo. E o colega muito prestativo, em excesso. Avalie bem a intenção dele.

Bom, você percebeu que é possível traçar um perfil de uma pessoa falsa.

Um levantamento mostrou que ela é inteligente, amigável demais, simpática em excesso e bastante solícita.

Mas atenção principalmente nas atitudes negativas. Ela pode ser dissimulada, hipócrita, egoísta, irônica, falar muita mentira e ter atitudes de vingança.

Por isso, para não cair na armadilha de um colega de trabalho falso confira as dicas que uma psicóloga de Campinas preparou.

Com o mercado cada vez mais competitivo, algumas pessoas podem usar a falsidade para conquistar a confiança do chefe ou mesmo ganhar uma promoção.
“Essa pessoa por esse traço de caráter, ela pode ter ganhado a chefia, a chefia pode não ter percebido essas questões. A maior dica seria buscar neutralizar essa influência, buscar um certo distanciamento, não trazê-la para os seus ambientes mais íntimos. Enfim, não fazer dessa pessoa um amigo, um colega. E estar sempre alerta para algumas questões que ela pode estar levantando a seu respeito”, explica a psicóloga Rita Khater.

Nunca demonstre irritabilidade. “Ao demonstrar você se coloca na situação de embate e isso não é saudável em qualquer ambiente de trabalho, em qualquer situação de trabalho”, completa a psicóloga.

“Relaxe um pouco. Existe o falso, o mal resolvido, o encrenqueiro. Eu que tenho que ter habilidade para saber lidar com essas pessoas. Porque eles são os obstáculos que você vai ter que provar que tem competência para passar por cima para chegar ate uma diretoria, para chegar a uma gerência”, fala Bia Monteiro.

“Eu acho que o ideal é ser verdadeira, fazer o melhor, fazer o correto e agir com humildade”, finaliza Daniela Gomes.

29 de Setembro de 2009

Pesquisa revela que Orkuteiros jovens são Twitteiros certos!

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Cidadania, Twitter, Diversos

JovemOrkut02 1 - JovemOrkut02 1

Outro dia, lendo os inúmeros posts que recebo diariamente no Twitter esbarrei com um que me chamou bastante atenção. Tratava-se de um post de Twitter originário do Rio Grande do Sul (pelo menos no perfil dizia isso). O pescado que exatamente me chamou atenção naquele vasto oceano de posts foi justamente o seguinte texto: “Quem tem Orkut não quer saber de Twitter”.

Num primeiro momento eu discordei completamente, já que eu tenho os dois e utilizo os dois de forma bem organizada. Aliás, chego até ir além. Utilizo um de forma complementar ao outro. Mas antes de soltar minhas farpas e de cara ser do contra, resolvi utilizar uma tática super legal que aprendi há muito tempo atrás, que consiste em procurar, de todas as formas possíveis e imagináveis, sempre o lado bom de tudo (até mesmo dos piores fatos). Foi o que fiz.

Desliguei o monitor da estação 2 lá no estúdio, me virei de lado e num pedaço de papel comecei a rascunhar o que me veio na cabeça naquele momento. Isso foi numa sexta-feira por volta das 19h15, o que me deu o tempo suficiente de amadurecer a idéia de forma a torná-la uma pesquisa real durante o final de semana.

Na segunda-feira seguinte fiz a primeira experiência. Fui numa das inúmeras escolas de Brasília, procurei a secretaria e pedi autorização para realizar um pequeno questionário com os alunos de algumas turmas, de 1º e 2º graus.

Fiz a mesma coisa em mais outras 9 escolas, entre públicas e particulares, com uma média de 30 alunos por turma e mais ou menos 4 turmas em cada escola. Após colher as respostas e analisar vários pontos cheguei a algumas conclusões bastante interessantes.

Mas vale lembrar o seguinte: a pesquisa foi realizada apenas em Brasília e com um número relativamente pequeno de jovens.

As escolas pesquisadas estão todas localizadas na zona central de Brasília (Asa Sul e Norte), onde a probabilidade de que os alunos tenham computador em casa é bem maior. Isso não significa, porém, que alunos de escolas da periferia não tenham computador. Mas o total de alunos entrevistados (meninos e meninas) foi de apenas 1187, todos (com exceção de 1) com idade entre 14 e 17 anos. Neste sentido é interessante frisar que este universo mostra um cenário que pode ser completamente diferente nos demais estados e até mesmo aqui em Brasília, se levarmos em consideração o grande número de escolas na periferia da cidade.

RESULTADOS APURADOS

A pesquisa perguntou se o(a) jovem tinha ou não tinha uma conta pessoal no Orkut e para aqueles que responderam sim, a pesquisa verificou qual era a frequencia de uso desta conta pelo(a) jovem.

Cerca de 96,967% tem uma conta pessoal no Orkut e a utilizam de forma regular, acessando pelo menos uma vez por dia, todos os dias. Um total de 29 jovens, ou seja, 2,443% tem uma conta pessoal do Orkut, mas nunca utilizaram esta conta. Todos foram unânimes em afirmar que apenas criaram a conta.

Entre aqueles que não possuem contas no Orkut, 5 disseram que pretendem criar em breve (0,421%), mas apenas 0,168%, ou seja, apenas 2 jovens não tem conta no Orkut e também não pretendem criar tão cedo.

A pesquisa analisou também e de forma mais específica, aqueles jovens que afirmaram possuir e usar com frequencia a conta do Orkut, perguntando quantos também tem conta no Twitter. Dentre todos os 1187 entrevistados, 987 tem contas no Orkut e no Twitter. Isso equivale a 85,751% do total.

Neste caso, 151 jovens tem conta no Orkut mas ainda não tem conta no Twitter e somente 13 jovens (1,129%) tem conta no Orkut, não tem conta no Twitter e não querem ter. Analisamos também o motivo desta recusa por parte dos jovens e verificamos que 60% deles não quer ter conta no Twitter porque a ferramenta é em inglês; 33,33% não sabem para que servfe e 6,6% não querem porque não tem interesse. Na prática isso equivale a dizer que 9 jovens de um total de 15, não querem ter Twitter porque a ferramenta está em inglês, 5 porque não sabem para que serve e apenas 1 manifestoo expresso desejo em não ter conta do Twitter.

Aproveitando o questionário perguntamos também sobre a presença dos jovens em outras Redes Sociais e ferramentas de comunicação e encontramos números igualmente interessantes.

Cerca de 11% dos jovens possuem um blog próprio que utilizam pelo menos 3 vezes por semana. Apenas 1 jovem disse que atualiza seu blog todos os dias. A grande maioria afirmou que não tem tempo mas que gostaria muito enquanto que outros disseram que não sabem como fazer mas gostariam muito de ter o seu próprio blog.

Dos 1187 jovens que responderam o questionário, 0,379% tem uma página pessoal (apenas 2 jovens). Nove jovens disseram ter uma conta no FaceBook enquanto que 7 disseram ter conta no MySpace.

Ao mesmo tempo que nenhum jovem afirmou ter, conhecer ou até mesmo ouvir falar no NING, 99,326% dos jovens entrevistados tem conta no MSN e utilizam frequentemente. A maioria afirmou que ao ligar o computador o programa já entra automaticamente e permanece ligado durante todo o tempo de uso do equipamento. SOmente 8 jovens não tem conta no MSN do total de entrevistados, sendo que 7 criaram a conta e esqueceram a senha e apenas 1 nunca chegou a criar a conta; justamente o único entrevistado com idade abaixo de 13 anos…

Como se vê, é uma pesquisa que abrange um universo muito pequeno de jovens. Mas se levarmos em consideração algumas projeções positivas podemos verificar que a grande maioria dos jovens Orkuteiros é também um Twitteiro certo!

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9 de Julho de 2009

Musibraille - programa que converte partituras musicais para o sistema braille

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Som e DJ, Saúde, Cidadania

musibraille - musibraille

Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, a oportunidade de se aproximarem ainda mais, graças a um programa de computador desenvolvido por uma pesquisadora da Escola de Música de Brasília.

A professora Dolores Tomé desenvolveu um programa, batizado do Musibraille, que traduz partituras musicais em braille, permitindo sua leitura e manuseio por deficientes visuais. O programa será disponibilizado gratuitamente.

Música e braille

O Musibraille é o primeiro programa de computador em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, que é o sistema de leitura adota internacionalmente para os cegos.

“A partir de agora, poderemos atender a todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille em conjunto com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Software gratuito

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converte todo o conteúdo para a linguagem braille. De acordo com os professores, a meta é distribuir versões do Musibraille em todas as universidades e escolas de música no país.

O software já pode ser baixado pelo link abaixo e também será distribuído a partir de hoje em diversas cidades do Brasil e também por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até amanhã) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).

Clique aqui para fazer o download do Musibraille

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9 de Julho de 2009

Internet e a campanha eleitoral de 2010

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Política, Cidadania, Twitter

Câmara libera internet na propaganda eleitoral
Projeto, que vai para Senado, facilita realização de debates, permite uso de voz e imagem do adversário e define regra para direito de resposta.
Fonte: João Domingos (via estadao.com.br)

Eleicao2010 - Eleicao2010

Câmara aprovou ontem a reforma eleitoral e liberou a propaganda na internet, em portal do partido ou do candidato, nas páginas de relacionamento da rede, como Orkut e Twitter, em blogs e por meio de mensagens eletrônicas. Autorizou também a pré-campanha para prévias, reuniões fechadas e entrevistas em que a pessoa pode se anunciar como candidata.

O projeto será agora votado no Senado e, se aprovado até o mês de setembro, valerá para as eleições de 2010. Pelo texto votado ontem, os debates no rádio e na TV - agora também na internet - para governador, senador e presidente da República, que são os cargos majoritários, poderão ocorrer com a presença de dois terços dos candidatos, caindo a obrigatoriedade de comparecimento de todos eles, como ocorre atualmente. A exigência inviabilizava muitos debates, visto que candidatos de partidos nanicos às vezes discordavam das regras só para impedir a sua realização.

No embate em plenário, o PSDB e o DEM abriram vantagem sobre o PT e os partidos aliados. Eles conseguiram aprovar emenda que derrubou a blindagem dada aos candidatos, para impedir o uso de imagem e voz de adversários no programa. Com a emenda, tudo o que os adversários falaram ou prometeram poderá ser usado no programa do oponente.

Para os defensores da proposta, como o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a permissão para uso da imagem e voz de adversários nos programas eleitorais vai permitir o bom combate e desmascarar promessas vãs. Os oposicionistas pretendem exibir imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a crise mundial era apenas uma “marolinha”. O PT não queria isso. As trucagens e montagem que prejudicam os candidatos, porém, ficam proibidas.

Se a liberação da propaganda na internet foi total, no que se relaciona com os partidos, os candidatos e pessoas físicas, houve uma proibição do uso desse instrumento quanto a empresas ou órgãos da administração direta e indireta da União, de Estados e municípios. A multa por desobediência à determinação vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Será permitido o uso da internet para a doação de valores para as campanhas por pessoa física, limitada a 10% da renda bruta anual.Veículos e imóveis que forem emprestados a um candidato não poderão ter valor superior a R$ 50 mil.

Os líderes também aproveitaram a lei para se proteger. Pelo texto aprovado, a responsabilidade legal - até mesmo civil e trabalhista - cabe exclusivamente ao Diretório Nacional, Estadual ou Municipal que tiver violado o direito de alguém. Em caso de não pagamento, as despesas não poderão ser cobradas judicialmente dos órgãos superiores dos partidos. Se houver uma decisão pela penhora, o bem a ser arrestado será da instância partidária que contraiu a dívida não paga.

Essa mudança interessou especialmente ao PT, encalacrado em dívidas de mais de R$ 40 milhões desde o escândalo do mensalão, em que o Diretório Nacional se endividou para distribuir dinheiro para as instâncias estaduais e municipais. Os partidos poderão usar 50% do Fundo Partidário para pagar pessoal. Atualmente só dispõem de 20% desse dinheiro.

As Agressões

O direito de resposta para quem se sentir agredido, em qualquer meio, terá prioridade sobre os demais processos em exame pela Justiça Eleitoral. A propaganda nos jornais impressos poderá ser feita por, no máximo, dez inserções de anúncios em cada veículo, devendo constar obrigatoriamente quanto custou a compra daquele espaço.

Como os principais jornais reproduzem as suas páginas na internet, a propaganda que aparece nas páginas impressas poderá ser reproduzida nesse meio. Mas ninguém pode comprar espaço em sites.

Os partidos de esquerda, como o PSOL, por exemplo, foram derrotados na tentativa de restabelecer a propaganda em muros. Pelo projeto, não será permitido colocar propaganda eleitoral em árvores e jardins em áreas públicas, muros, cercas e tapumes divisórios.

Estão liberados para a divulgação de propaganda eleitoral cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas. Os trios elétricos continuam proibidos, exceto para sonorizar comícios. Os showmícios seguem também proibidos.

Pelo projeto, o eleitor terá de exibir documento com foto para votar. A partir de 2014, os votos eletrônicos serão impressos e poderão ser conferidos. Do total de votos, 2% serão auditados.

Emenda do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) aprovada à noite permite a eleitor em trânsito votar em urnas especiais nas capitais, mas só para presidente e vice.

6 de Julho de 2009

Internet entra de vez na disputa eleitoral

Publicado por Leonardo Sussuarana em Política, Cidadania

webEleitoral - webEleitoral

Internet entra de vez na disputa eleitoral
Autor(es): Yan Boechat e Cesar Felício
Valor Econômico - 03/07/2009

O segundo turno das eleições em Belo Horizonte do ano passado começou acirrado. Em uma arrancada surpreendente, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) chegou ao final do primeiro turno com uma diferença de apenas dois pontos percentuais em relação a Márcio Lacerda (PSB), o candidato apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo então prefeito da capital, o petista Fernando Pimentel.

Tudo indicava que a eleição seria decidida por uma diferença de votos pequena. Mas, então, um vídeo com o humorista Tom Cavalcante fazendo uma representação caricata de Quintão começou a circular na internet. A atuação de Cavalcante fazia uma paródia corrosiva do candidato do PMDB, mostrando-o como um ser infantilizado, dono de um discurso desconexo e simplista.

O vídeo, postado no site You Tube e distribuído por e-mail e redes de relacionamento, foi um sucesso absoluto. Em poucas semanas centenas de milhares de pessoas o acessaram e, hoje, conta com quase 900 mil exibições, quase o mesmo número do vídeo em que rei espanhol Juan Carlos manda o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se calar.

Na época Quintão tentou contra-atacar postando vídeos relacionando Lacerda ao escândalo do mensalão. Não adiantou muito. Apenas 31 mil internautas assistiram aos ataques ao candidato do PSB. Para muita gente do meio político mineiro, o vídeo na internet foi decisivo na derrota de Leonardo Quintão.

O caso mineiro é apenas um episódio isolado do uso da internet nas disputas eleitorais. Está muito longe ainda da estratégia estruturada de uso da grande rede em uma eleição, como fez o presidente americano Barack Obama. Apesar disso, ele mostra a força que a internet pode ter em uma disputa pelos corações e mentes dos eleitores.

Há quem aposte na mudança no modo de fazer política no país quando cerca de 130 milhões de eleitores forem às urnas na primeira semana de outubro do ano que vem. Quinze anos depois de ter chegado ao país, a internet já é acessada por mais de 40% da população brasileira. Ainda não ameaça a supremacia da propaganda eleitoral gratuita na televisão, que chega à quase totalidade dos domicílios, mas não poderá ser mais ignorada por quem pretende se eleger.

É por isso que hoje não há partido, marqueteiro ou candidato no Brasil que não esteja pensando na grande rede como ferramenta essencial para as eleições de 2010. Estima-se que PT, PSDB e seus aliados, destinem até 5% do orçamento para a rede no ano que vem. Em campanhas para o Legislativo, esse percentual pode superar os 50%.

Apesar de tantas previsões e a certeza de que as campanhas políticas no país serão transformadas pela internet, o fato é que poucos ainda sabem como isso vai acontecer. Oficialmente os partidos afirmam que o formato ainda não está definido. “É de fato ainda cedo para se saber exatamente o que vai acontecer, mas está todo mundo esmiuçando o que foi feito na campanha do Obama na internet para tentar repetir por aqui alguns dos seus resultados”, diz o professor da faculdade Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, que estuda os impactos da rede no país.

Foi Barack Obama quem descortinou definitivamente o véu da obviedade que encobria o uso da internet nas campanhas políticas. Durante a campanha, teve mais de 1,5 milhão de pessoas cadastradas em sua rede social particular, a Mybarackobama.com e outras 2,5 milhões cadastraram seus telefones celulares para receber mensagens do candidato. Por meio de doações de pessoas físicas via web, arrecadou mais de US$ 660 milhões. Com tanta gente conectada, usou a rede para passar informações estratégicas e fornecer treinamento e material de campanha a seus militantes.

Na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, em março, assessores do Planalto mantiveram encontros informais tanto com o Google quanto com a equipe de comunicação de Obama. O projeto do blog presidencial foi apresentado na semana passada, em Porto Alegre, no fórum de software livre. Além de não ser grande navegador, Lula não pretende, segundo assessoria, alimentar um blog pessoal ou twitter, e muito menos, ler mensagens no correio eletrônico.

Não há quem creia que fenômeno semelhante possa se repetir em outro país de diferenças abissais como o Brasil. “Tudo aqui é diferente, o voto é obrigatório, a internet não é tão universalizada e a maneira como as pessoas se envolvem politicamente com as eleições é diferente, por isso é preciso tropicalizar a experiência americana para ter resultados”, diz Antonio Graeff, autor do recém lançado Eleições 2.0 - A internet e as mídias eleitorais no processo eleitoral (PubliFolha).

E tropicalizar essa experiência significa focar os esforços em um público que há muito tempo estava fora do esteriótipo do internauta brasileiro: os integrantes das classes C, D e E. Com o barateamento dos equipamentos de informática, os computadores começaram a entrar nas periferias das grandes cidades. No ano passado, pela primeira vez na história, venderam-se mais computadores do que aparelhos de televisão no Brasil. Segundo dados do IBGE compilados pelo Comitê Gestor da internet 28% dos lares brasileiros têm ao menos um PC.

Aliado a isso a expansão das populares lanhouses pelos rincões do país e pelas áreas mais pobres dos centros urbanos está transformando de forma radical o perfil do internauta. Das cerca de 60 milhões de pessoas que acessaram a internet em 2008, 67% fazem parte das classes C, D e E. Cerca de 80% dessas pessoas têm renda familiar mensal de até cinco salários mínimos. De ferramenta quase exclusiva da elite nos anos 90, a internet encerra a primeira década do século tendo como usuário um indivíduo cada vez mais parecido com o brasileiro médio.

E é exatamente nessa transformação do perfil do internauta que os partidos vão apostar. Apesar de o twitter ser a ferramenta da moda, de os blogs com pensatas complexas atraírem a atenção dos formadores de opinião e o Facebook ser o ponto de encontro dos mais conectados, a estrela da campanha eleitoral de 2010 será mesmo o bom, velho e hoje fora de moda Orkut. É essa a rede de relacionamentos que faz sucesso entre a massa de usuários da periferia brasileira. E é nela, claro, que os candidatos querem estar. “Nas lanhouses só da Orkut e MSN, não há para mais ninguém”, diz Moriael Paiva, diretor da área de campanhas políticas da Talk Interactive, uma empresa especializada em conteúdo para a internet. “Hoje 48% dos jovens brasileiros com mais de 16 anos acessam a internet pelas lanhouses”.

Mouriel Paiva já é o que poderia ser chamado de marqueteiro político digital. Ele vem trabalhando na área desde 2002, quando coordenou a área na campanha presidencial do atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Naquela época, de forma ainda pouco organizada, conseguiu criar uma rede de eleitores de Serra com cerca de 30 mil membros. Batizada de Pelotão 45, serviu para que a coordenação de campanha conseguisse estabelecer um canal de informações aberto e constante com pessoas dispostas a multiplicar as propostas de Serra.

Paiva também coordenou a área digital da campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP) e tem ligações históricas com as duas siglas que estarão unidas contra o candidato do governo. Ele afirma que não há nada definido ainda sobre sua participação nas eleições de 2010, mas integrantes do PSDB e do DEM já o consideram na campanha. “Já estou enfronhado no assunto, mas não sei se vou trabalhar na campanha presidencial”, diz.

Nos projetos que vem desenvolvendo, Paiva coloca as redes sociais como o Orkut como o centro nevrálgico de uma estratégia bem sucedida. “Blogs, sites, vídeos, tudo isso é importante, mas é nas redes onde você vai conseguir trazer o eleitor para essas ferramentas, é ali que se ganham votos”. A estratégia é montar uma “rede de guerrilha”, como fez na campanha de Serra em 2002, para divulgar a campanha e, também, estar presente em todas elas. O alvo da estratégia são os usuários pouco informados, que não têm posição política clara. “É essa pessoa, com pouca escolaridade, que não é ligada em política, que pode amplificar nossa mensagem e fazer diferença, as classes A e B são importantes, mas já estão sedimentadas”.

No lado oposto do embate, o PT também começa a se preparar para a campanha digital. “A internet teve importância nas eleições anteriores, mas nada comparado ao que veremos agora, a telefonia 3G está universalizando a rede de forma inédita”, diz Gleber Najme, secretário de comunicação petista. Assim como a estratégia digital demo-tucana, a aposta do PT são as redes sociais.

O partido aposta que a militância histórica de seus apoiadores esteja conectada. É por meio dessa militância, ou guerrilha, como diz Paiva, que os dois partidos devem se utilizar de uma das ferramentas mais eficazes: as mensagens virais. São vídeos, imagens ou mesmo anedotas que se valem da bizarrice e do humor para se espalharem com rapidez maior que os vírus pandêmicos, como no caso de Quintão em BH.

Na campanha pela reeleição em 2006, o PT montou uma estrutura de “marketing anti-viral”, ou seja: o partido começou a responder em e-mails e vídeos na internet os ataques que recebia no mesmo formato dos adversários do presidente. Uma equipe foi montada exclusivamente para monitorar as mensagens negativas. Nas próximas eleições a experiência vai se repetir, por certo com uma estrutura ainda maior.

O mais jovem dos pretendentes ao Planalto, Aécio Neves, que tinha 34 anos quando a internet chegou ao país, é, assim como Lula, 14 mais velho, avesso à rede. Segundo sua assessoria de imprensa, o governador mineiro, o mais jovem dos pretendentes ao Planalto, a exemplo de Lula não costuma usar correio eletrônico como instrumento de trabalho e não acessa internet por telefone. Também não tem o hábito de usar o celular para receber e passar mensagens. Prefere ler as notícias no “clipping” impresso que recebe de sua assessoria do que no computador.

A pouca familiaridade de Aécio com o meio não impediu seu governo de responder aos ataques eletrônicos que sofreu, tanto em 2006, em sua reeleição, quanto em 2008, na disputa municipal. O último ataque veio por meio de um documentário postado no You Tube sobre a pressão exercida por Aécio contra a imprensa mineira. A resposta veio da Juventude do PSDB, que postou um outro vídeo rebatendo as críticas e fazendo novas acusações contra o autor do vídeo. Na avaliação interna do governo sobre o caso chegou-se a uma conclusão: as respostas só poderiam ser dadas no mesmo formato, pelo You Tube.

5 de Julho de 2009

O terceiro mandato para presidente

Publicado por Leonardo Sussuarana em Política, Cidadania

Hamilton2 - Hamilton2

3º mandato para presidente
por Hamilton Carlos de Abreu Torres

Recentemente voltou a ser tema no noticiário nacional a possibilidade de mais um mandato, o terceiro, para o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, o que despertou nos Plenários da Câmara dos Deputados e Senado Federal manifestações de vários parlamentares que criticaram com veemência qualquer propositura dessa natureza, classificando-a de golpe. Seja concorrendo nas eleições de 2010 ou prorrogando até 2012 todos os mandatos que aspiram no ano que vem.

Pelas regras atuais, as eleições municipais - prefeitos e vereadores - ocorrem com um intervalo de dois anos do pleito para presidente, governador, deputado estadual e federal e parte dos senadores. Se as eleições de 2010 fossem adiadas em dois anos, o calendário eleitoral seria unificado em 2012.

Dentre as manifestações repercutidas na imprensa, chama a atenção a do Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que disse ser “casuísmo”, repelindo inclusive, movimentos favoráveis em torno de qualquer proposta que venha possibilitar que o Presidente da República concorra a novo mandato na eleição vindoura ou tenha o seu atual prorrogado.

Entretanto, mudanças dessa natureza devem ser apresentadas através de uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC, que precisa ser apoiada por, no mínimo, um terço dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, dependendo de onde ela for iniciada. Além de ser votada e discutida em comissões especiais e de Constituição e Justiça a matéria também deverá ser apreciada em dois turnos em cada uma das Casas Legislativas, precisando, para sua aprovação de três quintos dos votos dos Senadores e Deputados.

Como se pode verificar, a aprovação desse tipo de proposta não é uma tarefa das mais fáceis no Congresso Nacional, todavia, quando a matéria é de interesse do Presidente Lula, é possível tornar as coisas mais fáceis, como disse o Senador Fernando Collor (PTB-AL), em recente entrevista sobre o assunto, ao afirmar que o “Congresso aprovaria de maneira entusiástica o 3º mandato” e que “Lula só não teria um novo mandato se não o quisesse”.

Na Câmara dos Deputados o que não faltam são Parlamentares se candidatando para serem o pai da criança, como já havia se manifestado o Deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) que, conforme publicado em revista de circulação nacional, já tinha pronto o texto e as assinaturas necessárias que a legislação exige para ser dado o ponta pé inicial à propositura que possibilita o atual Presidente concorrer ao terceiro mandato presidencial nas eleições de 2010.

Esta informação foi devidamente comprovada, quando o referido parlamentar protocolou na Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição - PEC nº 367/2009 e que, segundo o autor, contou com o apoio de 194 assinaturas, inclusive de deputados da oposição. A matéria, após lida no Plenário da Câmara, recebeu diversos protestos, até mesmo de deputados do Partido dos Trabalhadores. Diante da repercussão negativa, vários parlamentares retiraram suas assinaturas e a PEC foi devolvida ao parlamentar que prometeu conseguir novos apoiadores e reapresentá-la, o que de fato aconteceu. Atualmente, a proposição tramita na Câmara dos Deputados.

É possível que a tramitação do Projeto ocorra de forma célebre e seja aprovada, uma vez que o Governo dispõe de ampla maioria naquela Casa Legislativa, mesmo levando em consideração que o Relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC, Deputado José Genuíno (PT-SP) tenha apresentado parecer pela inadmissibilidade.

Se na Câmara dos Deputados a matéria vier a ser aprovada, no Senado Federal, certamente, a proposta não terá, com facilidade, os votos necessários para a sua aprovação, porque, além de enfrentar uma considerável oposição, a esta soma-se os votos de dissidentes da base aliada que em outras matérias votaram de forma contraria aos interesses do Governo, não seguindo a orientação da liderança.

Desta forma, o mais fácil seria prorrogar os mandatos que vencem em 2010, pois, a unificação das eleições poderia contar com a simpatia dos Governadores, Senadores e dos Deputados Federais e Estaduais, que também seriam beneficiados, além de que sobrariam justificativas para isso. Economicamente, haveria redução de custos, gerando uma economia em torno de 10 bilhões no país, segundo divulgado por Folha Online; socialmente, agradaria a população pois iria às urnas somente uma vez a cada quatro anos, além de ter por mais dois anos a permanência do Presidente Lula no poder que tem gozado de elevado índice de aprovação do seu governo por parte da população brasileira; constitucionalmente, a democracia é a vontade soberana do povo e o parlamentar é o representante que deve manifestar essa vontade; e politicamente, a situação reduziria as possibilidades de Senador, no exercício do mandato, concorrer a outros pleitos eletivos, como ocorre atualmente, quando há condições de se concorrer até três eleições para Prefeitos das grandes capitais e se não forem eleitos continuam no exercício de seus mandatos no Senado Federal.

Aprovadas qualquer uma das proposituras, dois aspectos importantes merecem considerações. O primeiro refere-se à forma corriqueira com que se altera a Constituição Federal, demonstrando a sua fragilidade. E o segundo, até que ponto as proposições constitucionais aprovadas pelo Congresso Nacional, objetivamente, aperfeiçoam a Carta Magna, o texto constitucional, ou visam a atender os interesses circunstanciais.

No que diz respeito ao que está em discussão, não se verifica a preocupação com o país na questão Constitucional e sim política. Tudo parece mais um jogo de interesse e o legislador adota postura de constitucionalista, o que em tese, se trata de poderes diferentes. Esta, é uma situação muito perigosa para o país, sobretudo quando se altera o texto da Constituição Federal com a aprovação de propostas oportunistas e momentâneas.

Matérias que visam prorrogar mandatos ou dar elegibilidade a quem não a tem são de cunho político, e é óbvio que haverá oposição a elas, em especial por parte daqueles que defendem a alternância do poder, além de que, não há consistência nesse tipo de proposição, ou seja, pode ser pertinente apenas no momento atual, perdendo sua eficácia em um espaço de tempo muito curto, como ocorreu quando se aprovou várias alterações no texto que trata de mandatos de Presidente da República, de Governadores de Estados e do Distrito Federal, quando foram reduzidos de cinco para quatro anos através da Emenda Constitucional de Revisão - ECR 5/94 e, posteriormente, através da Emenda Constitucional - EC 16/97 que permitiu a reeleição para um único período subseqüente, dos referidos mandatos, e agora se discute a possibilidade de nova alteração para mais de um mandato subseqüente para favorecer o atual Presidente da República.

O fato de o Presidente Lula gozar de alto índice de aprovação de seu Governo e o Partido dos Trabalhadores não ter um candidato à altura que possa indicar para concorrer nas próximas eleições com possibilidades de ser eleito, tornando a sucessão um fato natural para o partido, talvez não sejam motivos suficientes para tornar o atual Presidente elegível.

Por mais que tenha feito um bom governo para um país ou conte com aprovação da maioria populacional, o mandatário não pode e nem deve querer perpetuar-se no poder, mesmo com a vontade soberana do povo, pois não é democrático e nem republicano, e sim, princípios de processos ditatoriais.

Atualmente, se verifica tais processos em países da América Latina, onde presidentes, aproveitando-se de suas popularidades em alta, buscam se eternizarem no poder, em alguns casos, até com a realização de plebiscitos, para justificarem que, como os fatos ocorrem através de consulta popular e atende a vontade da maioria, é democrático. Porém, esquecem-se de que o respeito às minorias e à alternância do poder também fazem partes dos pilares que sustentam o estado democrático de direito.

A coincidência das datas para as eleições em 2012 propõe a prorrogação dos mandatos que aspiram em 2010, e mesmo que seja entendido como casuísmo pelo fato de que parte dos parlamentares estaria legislando em causa própria, em menor escala fere os princípios democráticos.

Esta propositura oferece menor risco à alternância do poder, muito pelo contrário, mantém o limite de reeleição e exige que nas esferas federal, municipal e estadual a alternância ocorra em um mesmo momento, de acordo com a vontade do povo, oferecendo assim, maior solidez na formação das coligações partidárias no período eleitoral, uma vez que, por haver maior oferta de cargos, o número de partidos numa coligação também poderá ser maior.

É bem verdade que até se acostumar com tantos partidos e cargos é possível que o eleitor encontre dificuldades para dar o seu voto ao seu candidato, por isso, a escolha partidária poderá emergir, pois, a partir do momento em que os partidos políticos se tornarem confiáveis, o eleitor terá como alternativa a opção pelo voto de legenda.

Para concluir, a sociedade brasileira tem acompanhado, com certa indignação e perplexidade, as denúncias publicadas pela imprensa acerca das mazelas cometidas por Parlamentares e servidores do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Porém, no momento em que o Congresso Nacional tiver que se manifestar sobre matérias que propõem alteração na Constituição Federal, o Poder Legislativo terá que revestir-se de seriedade e de forma digna exercer o papel que a sociedade dele espera.

Hamilton Carlos de Abreu Torres
Licenciado em Geografia e Pós-Graduado em Direito Legislativo

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