1 de Junho de 2010

Logo para a Copa 2014 é uma merda

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

Vamos começar pelo incrível time de “…notáveis…” que escolheu a logomarca: Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Ricardo Teixeira, Gisele Bündchen e Oscar Niemeyer. Nada contra nenhum deles e até poderia realmente concordar com o termo “notáveis”, desde que cada um em seu respectivo meio de atuação. O que é que essas personalidades entendem sobre o assunto? Se puder me envia um comentário com a sua resposta…

tacacopa2014 - tacacopa2014

A logomarca foi idealizada com mãos segurando uma taça…. Isso vai dar o que falar.. Tá mais para a flagrante lembrança de que “passamos a mão” na taça Jules Rimet, não acham? E as cores? Que bosta de vermelho é esse no 2014? Cadê o nosso azul? Sinceramente…. É isso que dá querer fazer as coisas debaixo das asas de poucos, como as escondidas…

Ninguém ouviu falar no processo de criação. As personalidades “notáveis” escolhidas, não têm, em sua maioria, nenhum conhecimento específico de Gestalt que justifique a sua participação como juri, excetuando-se, talvez, o Hans Donner e o Niemeyer, e mesmo assim, esse tal de Niemeyer não tinha nada que dar pitaco…

Uma imagem em preto e branco foi divulgada pelo portal iG na segunda-feira (31/05). O GLOBOESPORTE.COM conseguiu, nesta terça, a versão colorida que já foi registrada pela Fifa no OHMI (Office of Harmonization for the Internal Market - Escritório de Marcas e Registro de Design da União Europeia) no dia 29 de março.

O interessante é que várias agências ofereceram propostas e um grupo de “…notáveis…”, como foram intitulados, foi reunido para escolher a vencedora entre as sete opções. Participaram da eleição o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner.

No dia 8 de julho, num teatro na Mandela Square, em Joanesburgo, a Fifa fará o anúncio oficial da logomarca de 2014. Essa bosta de desenho estará nas camisas de todas as seleções que participarão das eliminatórias e da Copa que será realizada no Brasil.

Mas vamos procurar algumas tentativas que expliquem essa porcaria, sem graça e sem crédito…

Seria o vermelho do ano 2014 uma tentativa de manter acesa a lembrança do PT que deseja se manter vivo na cabeça do povo a qualquer custo? E as mãos já citadas como uma lembrança malfadada do caso Jules Rimet? Será que nossos dirigentes já estão insinuando que também vão passar a mão em toda a grana do povo, dissimulando usar o dinheiro na construção de estádios mirabolantes enquanto na verdade estão mesmo é surrupiando para seus próprios bolsos uma quantia irrisoriamente vergonhosa?

A verdade é que essa logo foi criada sem o aval do povo brasileiro, às escondidas, com a participação da Rede Globo por trás, em concomunato com a CBF. O correto seria fazer uma campanha para escolher essa logo, a exemplo do Minsitério da Saúde, quando resolveu dar nome ao “bráulio”…

Mas enfim.. Fica ai o meu apelo para que você também tome partido nesse ato que de brasileiro não tem absolutamente nada. Essa logo é uma merda e qualquer aluno de 1º semestre de Design faria alguma coisa mais ao estilo do povo brasileiro, alguma coisa mais interessante e relacionada com a verdade de nossa querida nação.

11 de Maio de 2010

Liberado motor do MMORPG Ryzom

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

Ryzom - Ryzom

A Winch Gate acaba de anunciar que o seu MMORPG (Massively Multi-player Online Role-Playing Game) Ryzom [2], também conhecido como Saga of Ryzom, acaba de ter seu código-fonte aberto. O Ryzom é um MMORPG no estilo ciência-fantasia, ambientado em um planeta chamado Atys, onde os jogadores interagem com outros usuários online, como um dos quatro tipos de raças humanóides disponíveis. Esse jogo já ganhou o Readers Choice de 2005 como melhor história no MMORPG.com.

Os desenvolvedores alertam que a mudança de licenciamento do código-fonte não afetará os jogadores, já que o Ryzom continuará a ser baseado em um modelo pay-ro-play, para assim poder cobrir os custos de desenvolvimento e operação dos servidores do jogo. A arte do jog, que possui mais de 20.000 texturas, objetos 3D, animações e efeito de partículas, estará agora sob a licença Creative Commons CC-BY-SA. Já seu código-fonte está sob a versão 3 da GNU Affero General Public License (AGPLv3).

A História

A história do Ryzom é de que a empresa Nevrax tinha este MMORPG relativamente popular, o Ryzom. A empresa quebrou e foi feito um concurso para compra dos fontes do tal jogo.

A comunidade lançou uma campanha para tratar de comprar o Ryzom, ao qual a FSF se uniu. Entretanto facassaram e o jogo foi comprado por outra empresa.

Três anos e pouco depois, a atual dona do Ryzom, a Winch Gate, liberou o jogo: o motor como AGPL e o conteúdo artístico como cc-by-sa, assegurando “que qualquer obra derivada esteja disponível para todos os projetos de software livre”.

Ok, agora é só a galera do Desenvolvimento de Jogos Digitais se unir, baixar o motor eo restante, e mandar bala porque esse ainda é um campo que não possui muitos desenvolvedores, já que todos sabemops que a galera do Código Livre não parece gostar muito de se divertir….

Confira o material: http://dev.ryzom.com/news/13
Fonte: http://softlibre.barrapunto.com/softlibre/10/05/06/226215.shtml



Por: Planeta Ubuntu

MMORPG: Ryzom online agora é OpenSource!

É uma grande e ótima noticia onde orgulho de anunciar como um apreciador de jogos nativos para a distribuições GNU/Linux.

O jogo Ryzom Online é o primeiro MMORPG comercial completamente Open Source e Free Software Fundation, que antes este jogo era totalmente exclusivo para o Sistema Operacional Proprietário e agora se junta ao software livre nesta iniciativa.

Ou seja os codigos fontes do Ryzom Online como os programas clientes, servidores e ferramentas está agora sob a licença GNU AGPLv3 Open Source license, e também todas as artes do jogo como texturas, objetos 3D, animações, efeitos de partículas, esta sob a mesma licença Creative Common Attribution-Share Alike license.

Mas os jogadores do Ryzom no servidor oficial nada ira mudar, continuará a ser pay-to-play para ajudar a pagar o custo de desenvolvimento e execução de Ryzom onde o apoio financeiro é essencial e é somente graças ao usuários que Ryzom ainda está vivo hoje.

Mas os usuários das distribuições GNU/Linux poderá usar o cliente nativo do jogo para usar o servidor oficial (comercial) ou talvez servidores privados.

Para quem é desenvolvedor poderá agora ter o código fonte ou o patrimônio das artes de Ryzom para fazer seu próprio MMORPG ou qualquer outro projeto.

Nota-se que esta é a primeira na história um jogo MMORPG comercial, que dá a oportunidade para os desenvolvedores independente da plataforma operacional ter liberdade e tomar conhecimento de fato um jogo ainda em funcionamento foi totalmente liberado (fontes de dados) Licenciado totalmente livre (sem cláusula ilícita Comercial).

Para a noticia completa sobre o anunciamento acesse:
http://dev.ryzom.com/news/13 (em inglês)

Ryzom free art asset portal

Ryzom free development portal

DEMONSTRAÇÃO EM VÍDEO SOBRE O JOGO:

http://www.youtube.com/watch?v=YMmFg4rEfW0

25 de Fevereiro de 2010

Simulador Quântico:
mais próximos do uso prático

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

simuladorquantico - simuladorquantico
Diagramas esquemáticos de três tipos de simuladores quânticos: 1) íons (amarelo) alinhados por um campo eletromagnético (no alto à esquerda); 2) átomos (vermelho) aprisionados por um campo óptico (verde, no alto à direita); 3) circuitos supercondutores [Imagem: Riken Research]

Clássico versus quântico
Fonte: Inovação Tecnológica.

Nas dimensões humanas, o mundo se comporta segundo as leis da física agora conhecidas como “clássicas”. Mas quando damos um zoom na matéria, mergulhando fundo rumo ao reino das moléculas, dos átomos e das partículas ainda menores, as coisas se comportam segundo as leis da física quântica.

Tudo ia muito bem, até que o homem se lançou na era da miniaturização e começou a construir dispositivos e usar materiais com dimensões que ultrapassam essa fronteira entre clássico e quântico - chips de computador, raios laser e algumas outras maravilhas da tecnologia moderna, por exemplo.

Apesar de a mecânica quântica já estar perto de completar um século, o homem sequer arranhou esse novo reino, com seus comportamentos estranhos e possibilidades ainda inexploradas.

Experimentos quânticos

Não é para menos. Fazer experiências no reino clássico é fácil - basta construir um dispositivo qualquer e observar o que acontece. O homem vem fazendo isso há milênios.

Mas como testar como as coisas funcionam no mundo quântico? Qualquer experimento, por mais simples que seja, exige o desenvolvimento de tecnologias de medição e observação que ainda não existem. E que, muitas vezes, dependem do conhecimento do próprio mundo quântico, para que se possa construir o aparelho de medição e de observação que consiga captar a parte do experimento que realmente interessa.

Isso tem colocado os cientistas numa sinuca. Como escapar dessa armadilha, que exige tecnologias novas para conhecer um reino invisível, mas onde a construção dessas tecnologias já exige algum conhecimento prévio, ou algumas teorias muito boas, sobre o próprio reino que se quer conhecer?

Emuladores quânticos

A solução está, segundo os cientistas, nos emuladores quânticos - sistemas que imitem o comportamento dos sistemas quânticos e que possam ser manipulados de forma controlada e de forma mais simples do que os próprios sistemas quânticos, virtualmente inalcançáveis pela tecnologia atual.

Os emuladores quânticos são também chamados de simuladores quânticos - eles imitam ou simulam o que acontece em um sistema quântico utilizando um sistema maior e mais facilmente observável e controlável.

Várias propostas já foram feitas sobre a construção desses simuladores e alguns progressos vêm surgindo rapidamente. Progressos como a demonstração do entrelaçamento quântico em circuitos de estado sólido e uma esfera que levita por meio de luz para demonstrar fenômenos quânticos.

Estudar o desconhecido

Mas existem várias outras propostas. Iulia Buluta e Franco Nori, do instituto de pesquisas Riken, no Japão, resolveram fazer um levantamento de todas essas propostas e avaliar quais delas são mais promissoras.

Segundo eles, o quadro é entusiasmante, e pode-se esperar para breve as primeiras aplicações práticas desses simuladores quânticos.

“Os emuladores quânticos poderão ser empregados em áreas como a física atômica ou a física da matéria condensada”, explica Nori. Contudo, segundo ele, o estudo detalhado dos processos físicos já conhecidos é apenas uma das vantagens: esses emuladores quânticos controláveis permitirão a exploração de processos físicos desconhecidos, que são tipicamente muito difíceis de estudar.

Tipos de emuladores

Entre os vários sistemas físicos que poderiam ser utilizados para construir um simulador quântico, as possibilidades mais promissoras sãos são matrizes regulares, formadas por átomos ou por íons, que são mantidos fixos por campos ópticos ou eletromagnéticos.

Segundo Buluta e Nori, as interações entre esses átomos oferecem um bom modelo para emular a interação entre outras partículas em sistemas complexos. Para modelar a condutividade elétrica, por exemplo, esse tipo de simulador quântico pode ser usado para estudar a transição do estado isolante para o estado condutor, onde os átomos deixam de ficar fixos e passam a ficar livres para se movimentar.

Uma terceira alternativa promissora, segundo os pesquisadores japoneses, está nos componentes eletrônicos que formam um chip de computador. Esses componentes podem ser utilizados como um sistema quântico controlável, onde os minúsculos circuitos feitos de fios supercondutores apresentam propriedades físicas quânticas que podem ser utilizadas para modelar problemas da física atômica.

Desafios a serem vencidos

Estes três tipos de sistemas quânticos já foram demonstrados experimentalmente. Contudo, vários desafios ainda deverão ser vencidos até que simuladores quânticos mais avançados e mais versáteis possam ser construídos.

A versatilidade é uma característica altamente desejável, permitindo que um simulador sirva para estudar vários comportamentos de sistemas quânticos diferentes.

Um dos maiores dentre esses desafios que restam para serem superados está a sincronização do funcionamento de um grande número de componentes, algo que ainda não foi alcançado.

Do ponto de vista teórico, a Dra. Buluta afirma que ainda há muito a aprender sobre a programação dos simuladores quânticos (veja Processador quântico programável roda pela primeira vez).

No entanto, afirmam os pesquisadores, em comparação com a situação de 25 anos atrás, quando Richard Feynman propôs pela primeira vez a utilização de simuladores quânticos, as mais recentes demonstrações experimentais dos componentes básicos dos computadores quânticos sugerem uma visão muito mais otimista para as próximas duas décadas.

“O nível necessário de controle dos sistemas quânticos agora está ao nosso alcance”, afirmam os pesquisadores.

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18 de Fevereiro de 2010

Hackers: Filmes desmentem estereótipo divulgado pela mídia

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

hackerfilmes - hackerfilmes

Estereótipo do hacker
Fonte: Inovação Tecnológica.

Normalmente, quando ouvimos a palavra hacker, imaginamos um adolescente problemático, passando horas à frente de um monitor de computador, teclando com a destreza de um funcionário de cartório e sempre tentando quebrar algum sistema de segurança.

Mas este é apenas um dos lados da história: esses são os chamados hackers do “lado escuro” da Força.

Existem também os hackers que estão do “lado da luz”, tão hábeis em computadores quanto seus colegas mais revoltados, mas que se divertem em compreender os meandros da informática em busca de novos aprendizados.

Hacker versus cracker

A rigor, hacker é um termo que nasceu para designar esse pessoal do bem, enquanto o termo cracker designaria a turma do lado escuro.

Mas o mau uso dos termos pela imprensa já fez o seu trabalho de desinformação, e agora é virtualmente impossível alterar o significado das palavras já incorporado pela população.

Essa ambiguidade resulta em confusão sobre o que os hackers fazem e o que os motiva.

Na tentativa de esconder os próprios erros, a imprensa geralmente aponta os filmes como os grandes culpados pela criação dessa visão negativa dos hackers.

Mas será que os filmes têm realmente culpa?

Hackers nos filmes

O professor Damian Gordon, do Instituto de Tecnologia de Dublin, na Irlanda, não está tão certo disso. Munido de pipoca suficiente, ele se debruçou sobre filmes de ação dos últimos 40 anos para descobrir como os hackers, crackers e outras categorias de infomaníacos são retratados nas telonas e nas telinhas.

Os resultados são muito interessantes.

Gordon analisou os personagens e as tramas de filmes de ação - não-documentários - a partir de 1968, do clássico A Máquina dos Milhões, de Peter Ustinov, a Duro de Matar 4, Independence Day e Matrix.

No total, Gordon selecionou 50 filmes nos quais um personagem essencial para a trama está envolvido com o “uso avançado da informática” - o chamado hacking, que só pode ser definido como aquilo que os hackers fazem.

Na lista estão 8 filmes especificamente sobre hackers, 5 sobre roubos, 18 com participações heroicas do infomaníaco, 15 de ficção científica e 4 sobre tramas da vida real. No conjunto, havia 60 personagens que atendiam aos requisitos para serem chamados de hackers.

21 hackers foram retratadas como tendo 25 anos de idade ou menos, 37 hackers foram retratadas na faixa entre 25 e 50 anos, e apenas 2 já haviam atingido a idade da sabedoria-hacker, com idades de 50 e 75 anos.

Do ponto de vista da ocupação, 19 personagens hackers trabalhavam na indústria de informática, 17 eram hackers em tempo integral, 12 eram estudantes e 12 eram hackers de meio-período, tendo outras profissões.

Moral Hacker

Mas a estatística mais reveladora surge quando se olha a mensagem moral que os filmes passam sobre os hackers: 44 hackers (73%) são do bem e apenas 10 (17%) são do mau.

A conclusão do pesquisador vai muito além de uma análise da arte ou de uma crítica de cinema.

Segundo ele, o estereótipo do hacker que agora já permeia a cultura popular é extremamente deletério e danoso e pode até mesmo cegar os políticos e outros tomadores de decisão para as verdadeiras ameaças para a segurança dos sistemas de informática e de comunicações.

O preconceito pode ainda reduzir os níveis de alfabetização científica e aprendizado da informática, impondo limites muito estreitos para os níveis de conhecimento que as próprias pessoas se imporão sob o risco de serem vistas como profissionais bisbilhoteiros, “perigosos” e até “do mal”.

Educação jornalística

Quanto à cobertura da imprensa sobre o assunto, fica evidente a partir da análise de Gordon que a imagem do hacker presente na cultura popular, como sendo um adolescente esquisito fechado em seu quarto, não está sendo gerado a partir dos filmes.

“Na verdade, a maioria dos hackers que aparecem nos filmes são caras bons, entre 25 e 50 anos, que trabalham na indústria da computação ou são hackers em tempo integral,” diz o pesquisador.

Isto corresponde à definição que os hackers fazem deles próprios, e não ao estereótipo popular. Segundo Gordon, isto pode ajudar a comunidade dos hackers boa-gente a varrer o estereótipo para baixo dos jornais velhos.

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17 de Fevereiro de 2010

Microssensor perpétuo captura sua própria energia

Publicado por Leonardo Sussuarana em Diversos

microsensor perpetuo - microsensor perpetuo

Sensor ambiental
Fonte: Inovação Tecnológica.

Engenheiros da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, construíram o menor sensor autônomo já construído, alimentado por energia solar, com apenas 9 milímetros cúbicos.

O minúsculo aparelho poderá finalmente viabilizar uma série de tecnologias promissoras, mas que ainda dependiam de miniaturização das fontes de alimentação.

Suas aplicações incluem implantes biomédicos e redes de sensores ambientais, destinados ao monitoramento de pontes e outras grandes obras de construção civil, além de coletar dados ambientais propriamente ditos, como a qualidade do ar e da água.

Microssensor

O aparelho, constituído por células solares e bateria, para permitir que o sensor funcione 24 horas por dia, além do circuito de gerenciamento de todo o sistema, mede 2,5 por 3,5 por 1 milímetro.

Segundo os pesquisadores, além de ser mais de 1.000 vezes menor do que os sensores hoje disponíveis, ele poderá funcionar virtualmente de forma perpétua.

A miniaturização do sensor foi possível graças ao processador ARM Cortex-M3, um microprocessador RISC de 32 bits altamente eficiente em termos de consumo de energia, exigindo 2.000 vezes menos potência em modo sleep do que seus concorrentes comerciais mais próximos.

Sensor perpétuo

“Nosso sistema pode funcionar quase perpetuamente se exposto a condições de iluminação razoáveis, mesmo em ambientes fechados”, afirma David Blaauw, um dos criadores do novo sensor. “Seu único fator limitante é o desgaste da bateria, mas a bateria deverá durar muitos anos”.

A limitação não se refere à energia contida na bateria, já que ela é recarregada pelas células solares, mas pela sua durabilidade em termos de ciclos de carga e recarga.

O sensor passa a maior parte de seu tempo no modo sleep, acordando brevemente a cada poucos minutos para fazer suas medições e transmitir os resultados. Seu consumo de energia total médio é inferior a 1 nanowatt. Um nanowatt corresponde a um bilionésimo de um watt.

Gestão de energia

Os engenheiros afirmam que a maior inovação é o seu método de gestão de energia. O processador precisa de apenas 0,5 Volt para funcionar, mas a bateria Cymbet de estado sólido libera perto de 4 volts. A tensão, que é essencialmente a pressão da corrente elétrica, deve então ser reduzida para que o sistema funcione de forma mais eficiente.

“Se usássemos os métodos tradicionais, o processo de conversão de tensão consumiria muitas vezes mais energia do que o próprio processador,” explica Dennis Sylvester, outro membro da equipe.

A solução foi diminuir a frequência (clock) do chip de gerenciamento de energia quando a carga sobre o processador está baixa. “Nós pulamos batimentos [do relógio] se a tensão estiver suficientemente estável,” diz Sylvester.

Sensor de pressão

Os pesquisadores já estão trabalhando com colegas médicos para explorar o potencial de aplicações do novo dispositivo na área da saúde.

O microssensor permitirá a criação de formas menos invasivas para monitorar mudanças da pressão nos olhos, no cérebro e em tumores em pacientes com glaucoma, traumas na cabeça, ou câncer.

No corpo, o sensor poderá retirar sua energia do movimento ou do calor, em vez da luz.

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