29 de Setembro de 2009

Twitter versus Blog - quem é melhor?

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Política, Twitter, Diversos

BlogTwitter - BlogTwitter

Twitter versus Blog - quem é melhor?

Twitter versus blog - que tal usar os dois em harmonia?

O Twitter é uma ferramenta popular. É popular porque é fácil de utilizar. É fácil de configurar, fácil de copiar e colar os links para enviar, e fácil de escrever apenas 140 caracteres para se dizer o que está fazendo (se bem que conheço pessoas que ainda se perdem na hora de montar um post para o Twitter).

Mas, depois que você tem um blog como retaguarda de sua ação, seja ela de marketing ou não, percebe-se que o blog, em si, continua a ser a plataforma mais forte que você tem. Mais até que uma página institucional ou pessoal. Desde que, é lógico, você seja sério e queira realizar a partilha de idéias e possibilitar um contínuo diálogo com o mundo.

É isso mesmo… contínuo diálogo com o mundo. Porque de nada adianta ter um Blog se você não cria uma via de duas mãos que permita a seus internautas opinarem sobre os diversos temas que você posta no blog. E olha que isso é mais comum do que se imagina, principalmente entre os políticos e “Blogueiros Estrelas”… Ahhh os estrelinhas!

O Blog tem que ser uma via de duas mãos

Cabe aqui uma ressalva importante que atinge diretamente a maioria dos políticos que estão no mundo virtual, ou de forma mais direta e correta, os seus assessores de imprensa e comunicação, que em sua grande e infinita maioria são mesmo meros jornalistas e não especialistas em comunicação e muito menos ainda em internet, já que para a grande maioria o que interessa na verdade é postar, enviar, escrever, formar opinião, quando o que seria correto fazerem era abrir um canal de comunicação que permitisse aos internautas, e no caso dos políticos, os eleitores, expressar suas opiniões sobre os temas que são postados além de muitos outros de interesse geral.

Blog que é blog tem espaço para comentários. E aqui eu quero deixar bem claro: ESPAÇO ABERTO PARA COMENTÁRIOS e não o que alguns blogueiros costumam fazer que é criar um local onde você expressa a sua opinião mas não sabe se ela será disponibilizada para a comunidade, já que os comentários do Blog estão sujeitos ao crivo (nada amistoso) de opiniões próprias que em grande parte, não aceitam outras opiniões diversas das suas.

…mas vamos continuar a nossa resenha no assunto que nos cabe no momento e deixar que os estrelinhas façam o que sabem fazer (antidemocrativamente é claro)!

Blogar é a antítese do fácil, porém é muito mais gratificante do que simplesmente fazer o que é fácil.

Eu não estou dizendo aqui que o Twitter não é útil e que o mesmo não é um serviço interessante, porque certamente é. Mas é inegável o fato de que ele sozinho não é nada mais do que um MSM aperfeiçoado. Ele veio para popularizar o conceito de microblog, mas é preciso você ter o seu próprio blog.

Onde você se encaixa neste texto?

Vou fazer 4 perguntas básicas e rápidas.

Responda apenas com SIM ou NÃO:

- Você está utilizando o Twitter mas não tem um Blog?
- Você simplesmente não usa Blog?
- Você é daquelas pessoas que não vê nada de interessante no Twitter?
- Você é uma pessoa da área de jornalismo, e é bem cético com relação ao uso do Twitter ou do blog?

Se você respondeu pelo menos uma das perguntas acima com um sonoro SIM, então esse texto é para você. Continue lendo…
Mas se você respondeu NÂO em todas as quatro, ainda sim este texto pode lhe ser bem útil. Vamos lá, leia também, não custa nada…

Porque um Blog?

Agora veja porque você deve ter um blog como “porto seguro” e o Twitter como posto avançado:

01. A arte de Blogar ou atualizar um blog é uma verdadeira paixão e tem que ser assim. Deve haver empenho a longo prazo e você ou a empresa não podem se omitir dessa idéia. A maioria dos blogueiros não será capaz de sustentar seu próprio blog com atualizações durante longos períodos de tempo, com freqüência, a não ser que seja remunerado para fazer essa tarefa, mas vemos que isso é privilégio de uma pequena parcela de pessoas, que podem se dar ao luxo de apenas “pesquisar” material e “disponibilizar” no blog, o próprio material ou a sua própria idéia sobre o assunto em questão. E justamente esses é quem deveriam dar o exemplo criando mecanismos de duas mãos….

02. Artigos antigos postados em blogs são valiosos e ainda serão lidos anos mais tarde, justamente pela facilidade que os blogs tem de armazenar seus arquivos, em grande maioria, de forma organizada por datas e/ou assuntos. Os posts do Twitter, ao contrário dos blogs, são guardados em arquivos que, mais parecem um purgatório, onde a maioria nunca será visto novamente. E olha que o povo do Twitter já melhorou bastante isso…

03. Lembre-se, na rede do Twitter você estará essencialmente contribuindo com as outras pessoas - certamente existem retornos, mas não se enganem com a idéia de lucros pela sua atenção dedicada. Eu sei que você pode até estar sendo pago para fazer exatamente isso na sua empresa, mas é bom estar consciente de que o Twitter, por si só, não lhe traz dinheiro algum: isso é fato! Você ganha, mas não é só Twittar que você faz no seu dia de trabalho.

04. Um link colocado de forma atraente, formatado, disposto num blog é uma entrada que tem enorme chance de ser clicado; links no Twitter são apenas complementos do limite de 140 caracteres. Na totalidade serão clicados, mas na realidade são apenas links jogados na rede. Quem estiver logado na sua rede naquele instante que você postar irá ver o link e pode ou não clicar. Links de blog sempre estarão lá, mesmo depois de “vencida” a matéria a que tratam. Links de blog e links de Twitter não são o mesmo, ou você conehce alguém que fica lendo post por post do Twitter e clicando em todos os links????

05. Um segredo que TODOS sabem: a maioria das mensagens do Twitter é apenas um link que remete para algum blog onde o conteúdo está disponível, inclusive para consultas futuras. Isso quando estamos falando de Twitteiros que postam alguma coisa interessante porque o que tem de gente postando “…aiii, que calor…”, ou então “…tô indo prá aula galera…”. Desta forma, o que podemos comprovar entre links de Blog e Twitter é o seguinte: o Blog é o produto final, onde as pessoas estão realmente interessadas em colocar sua atenção e não na cacofonia do Twitter.

06. Você tem o resumo do seu trabalho hospedado num blog e tem total controle sobre o que é apresentado. No Twitter você apenas joga uma “isca” e espera que alguém leia o que você escreveu. E eu conheço cada caso que se encaixa aqui que você nem imagina. Um deles é o que tem a foto da Fátima Bernardes da Rede Globo. É impressionante como TODA E QUALQUER postagem enviada por aquele usuário é sempre URGENTE ou IMPORTANTE. E quando você vai ler do que se trata é sempre uma porcaria qualquer, mais para encher linguiça do que qualquer outra coisa.

07. O Twitter está, num sentido meramente social, no mesmo patamar que as mensagens de SMS dos celulares. Aliás, foi mesmo desenvolvido com essa finalidade. Sua empresa tem interesse em manter alguém para ficar lendo o que aparece no Twitter e, sendo de seu interesse, responder usando apenas os 140 caracteres possíveis? Ou será que sua empresa já tem alguém que trabalhe com o Blog e possa fazer uma ponte entre o conteúdo espalhado da internet, o Twitter e seu blog? Ops, ainda não tem essa pessoa? Beleza, pode me procurar que além de tudo isso eu sou Analista de Sistemas, Desenvolvedor com especialização em Segurança da Informação (e ganho uma merreca aqui que você nem faz idéia…).

08. Você possui resultados acumulados ao longo do tempo a partir de seu blog, ou seja, cada post incrementalmente acrescenta valor ao seu site como um todo? Cada postagem no Blog é um conteúdo que você soma na sua base de conteúdos. Isso não acontece com o Twitter e nem tem como ser assim porque ninguém fica entrando no Twitter de outras pessoas para saber o que ela postou ontem, semana passada ou mês passado.

09. Com o blog você tem mecanismos de comparação estatísticos. Todos os dados que você precisa de acesso estão disponíveis. Você tem a análise completa do que gera retorno. O máximo que você tem com o Twitter é o número de postagens que você já fez, o número de seguidores e coisas deste tipo.

10. Com o Blog você disponibiliza ao internauta múltiplos pontos de leitura e contato com você: (e-mail, RSS, comentários locais, etc.)

11. Os diversos plugins existem pela rede permitem que você adicione o que você quiser e você pode até integrar o Twitter dentro do seu próprio blog. Mas agora tenta colocar o Blog dentro do Twitter….

12. Flexibilidade com layout. Essa matou! Já tentou mudar o layout do seu Twitter? Nem tente, ou melhor tente sim. Você vai perceber na prática que o que pode ser mudado é muito pouco comparado com o que você pode fazer em termos de mudança com um Blog.

13. O total de 140 caracteres é muito mais do que o necessário, mas também é muitas vezes menor do que o suficiente. Você tem algum limite de caracteres no Blog?

14. Todo mundo no Twitter está procurando a próxima grande coisa mais interessante ou então estão a procura de um conteúdo para dar um RT interessnate. Mas me diga o que é melhor: ser o rsponsável (ou um deles) por dar o RT de uma grande notícia, ou ter a grande notícia no seu blog? Eu particularmente prefiro ter a grande notícia no meu blog e ter todo mundo dando um ReTwitter do meu post original que está apontando para esta grande matéria do meu blog, via Twitter….

15. Twitter e Blog são apenas ferramentas, nem mais, nem menos. Você precisa de uma estratégia coesa e objetiva que utilize as duas ferramentas (e muitas outras) trabalhando de forma intgegrada. O blog é o lugar perfeito para que você consiga colocar aquilo que realment interessa a você mostrar ao mundo. O Twitter é o lugar perfeito para divulgar e espalhar as chaves da porta do seu blog, de forma a construir uma comunidade interessada no que vocÊ tem a dizer. Importante frisar que no seu Blog, ao final de um dia exaustivo de trabalho, você tm a certeza que tudo que fez estará sendo arquivado e vai ter um backup sendo feito (por conta do provedor ou de você mesmo), mas e no Twitter? Quem garante que o que foi postado estará lá amanhã? No Twitter ou em qualquer rede externa você está aos cuidados do capricho de alguém.

16. Eu nem sequer sei porque é que algumas pessoas consideram que o Twitter e um bom cliente de Feed pode acabar com um Blog. Idéias que diziam que o Twitter tomaria o lugar dos blogs são idéias irracionais, criadas por pessoas que sequer entendem de computador, e que na maioria das vezes são apenas pessoas que compram todo tipo de revista ou jornal de informática para ler e assim se acharem especialistas na área. Ora essa: informática é coisa séria!

17. Deve se ter muito cuidado com o tempo que você deseja dedicar ao Twitter, em vez de apenas contribuir para o seu próprio canal ReTwittando tudo que aparece pela frente. Ao contrário, dedique mais tempo alimentando um bom Blog com conteúdo especializado e aberto a sugestões. Você pode até usar o Twitter e outras micro-redes, até mesmo tornar-se assinante de diversos feeds, mas o primeiro valor que deve dar é em trabalhar no seu próprio material, e em um único espaço - a isso chamamos de Blog.

18. Os RSS estão vivos e bem. Há inúmeros espalhados pela internet e de fontes muito boas e seguras, mas as pessoas que trabalham com eles estão no negócio de geração de links e páginas através da preparação de peças específicas em diversas áreas. São pessoas especializadas, e eles são bons nisso. É entretenimento de valor, mas eu não iria colocar minhas fichas neste jogo.

19. E as manutenções? Você está no controle de quando seu blog vai para o modo de manutenção. Sabe quanto tempo vai demorar e sabe exatamente o que está sendo feito. Na maioria das vezes é você mesmo quem faz essa manutenção. No Twitter…. Bem, tanto o Twitter quanto qualquer outro serviço gratuito, quem garante a hora que o sistema vai cair?

Afinal de contas: Twitter ou Blog?

Pois bem, eu diria que ambos. Falei muito mal do Twitter, eu sei, mas não me interpretem mal, eu gosto do Twitter. O meu tempo é dedicado em igual parcelas. E ainda me atrevo a dizer um segredinho: não é apenas Blog e Twitter. Ainda tem Orkut, FaceBook, YouTube, MySpace, MSN, Yahoo, aplicativos Google e por aí vai… Mas isso é assunto para um outro post aqui do Blog.

As ferramentas do Twitter e de Blog juntas são poderosas e uma complementa a outra. Eu tenho dispensado o mesmo tempo para ambas porque tudo resume-se num grande projeto de comunicação virtual de duas mãos. O Twitter é um grande serviço, porém ainda é muito maior a oportunidade de desenvolver e manter com êxito um blog próprio. Por isso, se você quer sucesso, tenha os dois, trabalhando juntinhos e de preferência na mão de alguém que saiba o que está fazendo e não na mão de um simples Blogueiro ou de um baita jornalista, porque eles não são técnicos e não vão saber como juntar as coisas de forma que funcione bem.

Este aconselhamento de uso com Blog e Twitter não é novo - mas eu tenho a leve impressão de que esta semana, em particular, deveria ser reafirmado. E se você souber como fazer, mãos à obra!

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17 de Agosto de 2009

USP desenvolve técnica ultrarrápida para produzir biodiesel

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Economia, Política

biodieselrapido - biodieselrapido

USP desenvolve técnica ultrarrápida para produzir biodiesel
Por: Nilbberth Silva

Biodiesel em 30 minutos

Pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica para transformar em biodiesel óleos vegetais já danificados pelo processo de fritura e a borra de soja, um resíduo da indústria de óleo alimentício.

A técnica reduz o tempo da reação química de 24 horas para 30 minutos e barateia o processo. O segredo foi usar um catalisador diferente na reação, feito com os metais cobre e vanádio.

Como é produzido o biodiesel

Para produzir biodiesel é necessário que haja a reação do óleo vegetal puro com álcool. “Mas a reação só acontece se houver um catalisador no recipiente. Essa substância é o cupido que junta o óleo com álcool e transforma-o em biodiesel e glicerina”, compara Miguel Dabdoub, químico e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) em cujo laboratório a técnica foi desenvolvida. “Depois da reação, é possível recuperar o catalisador”

Contudo, o catalisador utilizado comumente no Brasil é a soda cáustica, que não funciona muito bem para transformar óleos de fritura, óleos não-refinados em biodiesel. Esses tipos de óleo contém diferentes percentuais de ácidos graxos, que reagem com a soda e viram sabão. A outra porcentagem vira biodiesel. A borra de soja é o ácido graxo extraído de óleos vegetais e por isso também não pode ser transformada em biodiesel. A reação comum demora um dia inteiro para acontecer.

“Sabão não se utiliza em ônibus e caminhões”, destaca Dabdoub. “Imagine uma fábrica média, que produza cerca de 100 milhões de litros de biodiesel por ano, com óleo residual de cozinha com 7% de ácidos graxos. Há uma perda de cerca de 7 milhões de litros, que viram sabão. Como o governo paga cerca de R$ 2,30 por litro de biodiesel atualmente, essa empresa teria R$ 16 milhões jogados fora todo ano. Esse dinheiro é suficiente para pagar a mudança de tecnologia”.

Catalisador de vanádio e cobre

Os pesquisadores do Laboratório de Tecnologias Limpas (LADETEL), chefiados por Dabdoub, passaram dois anos tentando descobrir uma maneira de tornar esse processo mais barato, eficiente e rápido. Eles fizeram dezenas de reações no laboratório para descobrir os catalisadores, pressão, temperatura, proporções dos reagentes e concentração de álcool ideais para que a reação acontecesse.

A conclusão da pesquisa foi que a melhor maneira de produzir biodiesel a partir de óleo jogado fora é com um catalisador feito com os metais vanádio e cobre. “Ele não se dissolve no óleo e por isso pode ser recuperado facilmente no final da reação”, explica Márcia Rampim, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto . A nova reação também é muito eficiente. “Com 1 litro de óleo de cozinha, produzimos 1 litro de biodiesel e 100 ml de glicerina”.

Biodiesel mais barato e menos danos ao meio ambiente

“No Brasil consome-se cerca de 19 litros per capita de óleo por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (ABIOVE)”, calcula Dabdoub.”Se considerarmos que 12 litros desse óleo não sejam absorvidos pelos alimentos, que é uma estimativa muito conservadora, são cerca de 7 litros de óleo por pessoa sendo jogados pela pia, indo pelo esgoto, impermeabilizando leitos de rios e contaminando lençóis freáticos e fontes de água, todo ano. Esse óleo e os resíduos da indústria de soja poderiam ser coletados e transformados em biodiesel. Muitas indústrias de alto porte poderiam ser movimentadas no Brasil somente com base no óleo residual. Diminuiríamos o uso de combustíveis derivados de petróleo e carvão mineral, que causam o efeito estufa”.

Também ficaria mais barato produzir biodiesel, por que as industrias economizariam na matéria-prima. “Em vez de pagar cerca de R$ 2.080 por tonelada de óleo vegetal refinado, que é o preço dado pelas comercializadoras, poderei pagar cerca de R$ 550,00 por tonelada de óleo residual, que é o custo da coleta”, garante o professor. “E as indústrias ainda poderiam economizar com os custos de remoção da borra de soja. Em 2007, segundo a ABIOVE, a indústria produziu 300 milhões de litros de borra de soja. Uma parte mínima é aproveitada.”

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23 de Julho de 2009

Registro de marcas no Brasil terá custo reduzido em até 10 vezes

Publicado por Leonardo Sussuarana em Economia, Política

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Fonte: Alana Gandra - Agência Brasil - 22/07/2009

Custo de registro de marcas

A adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, sistema internacional de registro de marcas, poderá reduzir em cerca de dez vezes o custo da operação para as empresas, de acordo com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, disse à Agência Brasil que é difícil estimar de quanto será a redução, mas garantiu que ela será significativa. “Mas existe uma simplificação tão brutal que, de fato, a redução é muito significativa.”

Protocolo de Madri

Quando uma empresa deseja ter sua marca protegida em vários países, mas o país de origem não é signatário do protocolo, ela terá que adotar um procedimento específico em cada mercado. “Se o país não for membro do Protocolo de Madri, não há nenhum sistema que facilite administrar de maneira centralizada esse portfólio de marcas”, explicou.

A adesão do Brasil ao protocolo é defendida pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Relações Exteriores, e pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A proposta está há cerca de dois anos na Casa Civil da Presidência da República.

Nesta quinta-feira (23), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) realizam um seminário para debater os pontos do Protocolo de Madri.

Economia de procedimentos

Segundo Ávila, o protocolo facilita a comunicação entre as empresas depositantes de marcas e as autoridades nacionais dos países signatários. “Ele unifica datas e prazos. Você passa a ter uma gestão da marca bastante mais simples. Não se trata apenas da economia de taxas e despesas. Você tem uma economia de procedimentos”.

Para o presidente do Inpi, a adesão ao Protocolo de Madri vai beneficiar todas as empresas, sobretudo as companhias exportadoras. Ele prevê que serão beneficiadas, particularmente, as micros e pequenas empresas que não dispõem de estrutura como as grandes para manter suas marcas protegidas em vários países. Com a adesão, o procedimento para as pequenas companhias poderá ser feito por meio do Inpi.

Barreira do idioma

Ávila previu que o idioma não será barreira para a adesão do Brasil. Na próxima assembleia geral do Protocolo de Madri, marcada para setembro, há chances de o português ser incluído entre os idiomas tratados pelo sistema. Atualmente, os idiomas aceitos são o inglês, o espanhol e o francês. “Mas, mesmo se não for [incluído], a gente não considera o idioma uma barreira intransponível”, disse.

Leia mais a respeito deste tema aqui.

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9 de Julho de 2009

Internet e a campanha eleitoral de 2010

Publicado por Leonardo Sussuarana em Tecnologia, Política, Cidadania, Twitter

Câmara libera internet na propaganda eleitoral
Projeto, que vai para Senado, facilita realização de debates, permite uso de voz e imagem do adversário e define regra para direito de resposta.
Fonte: João Domingos (via estadao.com.br)

Eleicao2010 - Eleicao2010

Câmara aprovou ontem a reforma eleitoral e liberou a propaganda na internet, em portal do partido ou do candidato, nas páginas de relacionamento da rede, como Orkut e Twitter, em blogs e por meio de mensagens eletrônicas. Autorizou também a pré-campanha para prévias, reuniões fechadas e entrevistas em que a pessoa pode se anunciar como candidata.

O projeto será agora votado no Senado e, se aprovado até o mês de setembro, valerá para as eleições de 2010. Pelo texto votado ontem, os debates no rádio e na TV - agora também na internet - para governador, senador e presidente da República, que são os cargos majoritários, poderão ocorrer com a presença de dois terços dos candidatos, caindo a obrigatoriedade de comparecimento de todos eles, como ocorre atualmente. A exigência inviabilizava muitos debates, visto que candidatos de partidos nanicos às vezes discordavam das regras só para impedir a sua realização.

No embate em plenário, o PSDB e o DEM abriram vantagem sobre o PT e os partidos aliados. Eles conseguiram aprovar emenda que derrubou a blindagem dada aos candidatos, para impedir o uso de imagem e voz de adversários no programa. Com a emenda, tudo o que os adversários falaram ou prometeram poderá ser usado no programa do oponente.

Para os defensores da proposta, como o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a permissão para uso da imagem e voz de adversários nos programas eleitorais vai permitir o bom combate e desmascarar promessas vãs. Os oposicionistas pretendem exibir imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a crise mundial era apenas uma “marolinha”. O PT não queria isso. As trucagens e montagem que prejudicam os candidatos, porém, ficam proibidas.

Se a liberação da propaganda na internet foi total, no que se relaciona com os partidos, os candidatos e pessoas físicas, houve uma proibição do uso desse instrumento quanto a empresas ou órgãos da administração direta e indireta da União, de Estados e municípios. A multa por desobediência à determinação vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Será permitido o uso da internet para a doação de valores para as campanhas por pessoa física, limitada a 10% da renda bruta anual.Veículos e imóveis que forem emprestados a um candidato não poderão ter valor superior a R$ 50 mil.

Os líderes também aproveitaram a lei para se proteger. Pelo texto aprovado, a responsabilidade legal - até mesmo civil e trabalhista - cabe exclusivamente ao Diretório Nacional, Estadual ou Municipal que tiver violado o direito de alguém. Em caso de não pagamento, as despesas não poderão ser cobradas judicialmente dos órgãos superiores dos partidos. Se houver uma decisão pela penhora, o bem a ser arrestado será da instância partidária que contraiu a dívida não paga.

Essa mudança interessou especialmente ao PT, encalacrado em dívidas de mais de R$ 40 milhões desde o escândalo do mensalão, em que o Diretório Nacional se endividou para distribuir dinheiro para as instâncias estaduais e municipais. Os partidos poderão usar 50% do Fundo Partidário para pagar pessoal. Atualmente só dispõem de 20% desse dinheiro.

As Agressões

O direito de resposta para quem se sentir agredido, em qualquer meio, terá prioridade sobre os demais processos em exame pela Justiça Eleitoral. A propaganda nos jornais impressos poderá ser feita por, no máximo, dez inserções de anúncios em cada veículo, devendo constar obrigatoriamente quanto custou a compra daquele espaço.

Como os principais jornais reproduzem as suas páginas na internet, a propaganda que aparece nas páginas impressas poderá ser reproduzida nesse meio. Mas ninguém pode comprar espaço em sites.

Os partidos de esquerda, como o PSOL, por exemplo, foram derrotados na tentativa de restabelecer a propaganda em muros. Pelo projeto, não será permitido colocar propaganda eleitoral em árvores e jardins em áreas públicas, muros, cercas e tapumes divisórios.

Estão liberados para a divulgação de propaganda eleitoral cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas. Os trios elétricos continuam proibidos, exceto para sonorizar comícios. Os showmícios seguem também proibidos.

Pelo projeto, o eleitor terá de exibir documento com foto para votar. A partir de 2014, os votos eletrônicos serão impressos e poderão ser conferidos. Do total de votos, 2% serão auditados.

Emenda do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) aprovada à noite permite a eleitor em trânsito votar em urnas especiais nas capitais, mas só para presidente e vice.

6 de Julho de 2009

Internet entra de vez na disputa eleitoral

Publicado por Leonardo Sussuarana em Política, Cidadania

webEleitoral - webEleitoral

Internet entra de vez na disputa eleitoral
Autor(es): Yan Boechat e Cesar Felício
Valor Econômico - 03/07/2009

O segundo turno das eleições em Belo Horizonte do ano passado começou acirrado. Em uma arrancada surpreendente, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) chegou ao final do primeiro turno com uma diferença de apenas dois pontos percentuais em relação a Márcio Lacerda (PSB), o candidato apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo então prefeito da capital, o petista Fernando Pimentel.

Tudo indicava que a eleição seria decidida por uma diferença de votos pequena. Mas, então, um vídeo com o humorista Tom Cavalcante fazendo uma representação caricata de Quintão começou a circular na internet. A atuação de Cavalcante fazia uma paródia corrosiva do candidato do PMDB, mostrando-o como um ser infantilizado, dono de um discurso desconexo e simplista.

O vídeo, postado no site You Tube e distribuído por e-mail e redes de relacionamento, foi um sucesso absoluto. Em poucas semanas centenas de milhares de pessoas o acessaram e, hoje, conta com quase 900 mil exibições, quase o mesmo número do vídeo em que rei espanhol Juan Carlos manda o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se calar.

Na época Quintão tentou contra-atacar postando vídeos relacionando Lacerda ao escândalo do mensalão. Não adiantou muito. Apenas 31 mil internautas assistiram aos ataques ao candidato do PSB. Para muita gente do meio político mineiro, o vídeo na internet foi decisivo na derrota de Leonardo Quintão.

O caso mineiro é apenas um episódio isolado do uso da internet nas disputas eleitorais. Está muito longe ainda da estratégia estruturada de uso da grande rede em uma eleição, como fez o presidente americano Barack Obama. Apesar disso, ele mostra a força que a internet pode ter em uma disputa pelos corações e mentes dos eleitores.

Há quem aposte na mudança no modo de fazer política no país quando cerca de 130 milhões de eleitores forem às urnas na primeira semana de outubro do ano que vem. Quinze anos depois de ter chegado ao país, a internet já é acessada por mais de 40% da população brasileira. Ainda não ameaça a supremacia da propaganda eleitoral gratuita na televisão, que chega à quase totalidade dos domicílios, mas não poderá ser mais ignorada por quem pretende se eleger.

É por isso que hoje não há partido, marqueteiro ou candidato no Brasil que não esteja pensando na grande rede como ferramenta essencial para as eleições de 2010. Estima-se que PT, PSDB e seus aliados, destinem até 5% do orçamento para a rede no ano que vem. Em campanhas para o Legislativo, esse percentual pode superar os 50%.

Apesar de tantas previsões e a certeza de que as campanhas políticas no país serão transformadas pela internet, o fato é que poucos ainda sabem como isso vai acontecer. Oficialmente os partidos afirmam que o formato ainda não está definido. “É de fato ainda cedo para se saber exatamente o que vai acontecer, mas está todo mundo esmiuçando o que foi feito na campanha do Obama na internet para tentar repetir por aqui alguns dos seus resultados”, diz o professor da faculdade Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, que estuda os impactos da rede no país.

Foi Barack Obama quem descortinou definitivamente o véu da obviedade que encobria o uso da internet nas campanhas políticas. Durante a campanha, teve mais de 1,5 milhão de pessoas cadastradas em sua rede social particular, a Mybarackobama.com e outras 2,5 milhões cadastraram seus telefones celulares para receber mensagens do candidato. Por meio de doações de pessoas físicas via web, arrecadou mais de US$ 660 milhões. Com tanta gente conectada, usou a rede para passar informações estratégicas e fornecer treinamento e material de campanha a seus militantes.

Na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, em março, assessores do Planalto mantiveram encontros informais tanto com o Google quanto com a equipe de comunicação de Obama. O projeto do blog presidencial foi apresentado na semana passada, em Porto Alegre, no fórum de software livre. Além de não ser grande navegador, Lula não pretende, segundo assessoria, alimentar um blog pessoal ou twitter, e muito menos, ler mensagens no correio eletrônico.

Não há quem creia que fenômeno semelhante possa se repetir em outro país de diferenças abissais como o Brasil. “Tudo aqui é diferente, o voto é obrigatório, a internet não é tão universalizada e a maneira como as pessoas se envolvem politicamente com as eleições é diferente, por isso é preciso tropicalizar a experiência americana para ter resultados”, diz Antonio Graeff, autor do recém lançado Eleições 2.0 - A internet e as mídias eleitorais no processo eleitoral (PubliFolha).

E tropicalizar essa experiência significa focar os esforços em um público que há muito tempo estava fora do esteriótipo do internauta brasileiro: os integrantes das classes C, D e E. Com o barateamento dos equipamentos de informática, os computadores começaram a entrar nas periferias das grandes cidades. No ano passado, pela primeira vez na história, venderam-se mais computadores do que aparelhos de televisão no Brasil. Segundo dados do IBGE compilados pelo Comitê Gestor da internet 28% dos lares brasileiros têm ao menos um PC.

Aliado a isso a expansão das populares lanhouses pelos rincões do país e pelas áreas mais pobres dos centros urbanos está transformando de forma radical o perfil do internauta. Das cerca de 60 milhões de pessoas que acessaram a internet em 2008, 67% fazem parte das classes C, D e E. Cerca de 80% dessas pessoas têm renda familiar mensal de até cinco salários mínimos. De ferramenta quase exclusiva da elite nos anos 90, a internet encerra a primeira década do século tendo como usuário um indivíduo cada vez mais parecido com o brasileiro médio.

E é exatamente nessa transformação do perfil do internauta que os partidos vão apostar. Apesar de o twitter ser a ferramenta da moda, de os blogs com pensatas complexas atraírem a atenção dos formadores de opinião e o Facebook ser o ponto de encontro dos mais conectados, a estrela da campanha eleitoral de 2010 será mesmo o bom, velho e hoje fora de moda Orkut. É essa a rede de relacionamentos que faz sucesso entre a massa de usuários da periferia brasileira. E é nela, claro, que os candidatos querem estar. “Nas lanhouses só da Orkut e MSN, não há para mais ninguém”, diz Moriael Paiva, diretor da área de campanhas políticas da Talk Interactive, uma empresa especializada em conteúdo para a internet. “Hoje 48% dos jovens brasileiros com mais de 16 anos acessam a internet pelas lanhouses”.

Mouriel Paiva já é o que poderia ser chamado de marqueteiro político digital. Ele vem trabalhando na área desde 2002, quando coordenou a área na campanha presidencial do atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Naquela época, de forma ainda pouco organizada, conseguiu criar uma rede de eleitores de Serra com cerca de 30 mil membros. Batizada de Pelotão 45, serviu para que a coordenação de campanha conseguisse estabelecer um canal de informações aberto e constante com pessoas dispostas a multiplicar as propostas de Serra.

Paiva também coordenou a área digital da campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP) e tem ligações históricas com as duas siglas que estarão unidas contra o candidato do governo. Ele afirma que não há nada definido ainda sobre sua participação nas eleições de 2010, mas integrantes do PSDB e do DEM já o consideram na campanha. “Já estou enfronhado no assunto, mas não sei se vou trabalhar na campanha presidencial”, diz.

Nos projetos que vem desenvolvendo, Paiva coloca as redes sociais como o Orkut como o centro nevrálgico de uma estratégia bem sucedida. “Blogs, sites, vídeos, tudo isso é importante, mas é nas redes onde você vai conseguir trazer o eleitor para essas ferramentas, é ali que se ganham votos”. A estratégia é montar uma “rede de guerrilha”, como fez na campanha de Serra em 2002, para divulgar a campanha e, também, estar presente em todas elas. O alvo da estratégia são os usuários pouco informados, que não têm posição política clara. “É essa pessoa, com pouca escolaridade, que não é ligada em política, que pode amplificar nossa mensagem e fazer diferença, as classes A e B são importantes, mas já estão sedimentadas”.

No lado oposto do embate, o PT também começa a se preparar para a campanha digital. “A internet teve importância nas eleições anteriores, mas nada comparado ao que veremos agora, a telefonia 3G está universalizando a rede de forma inédita”, diz Gleber Najme, secretário de comunicação petista. Assim como a estratégia digital demo-tucana, a aposta do PT são as redes sociais.

O partido aposta que a militância histórica de seus apoiadores esteja conectada. É por meio dessa militância, ou guerrilha, como diz Paiva, que os dois partidos devem se utilizar de uma das ferramentas mais eficazes: as mensagens virais. São vídeos, imagens ou mesmo anedotas que se valem da bizarrice e do humor para se espalharem com rapidez maior que os vírus pandêmicos, como no caso de Quintão em BH.

Na campanha pela reeleição em 2006, o PT montou uma estrutura de “marketing anti-viral”, ou seja: o partido começou a responder em e-mails e vídeos na internet os ataques que recebia no mesmo formato dos adversários do presidente. Uma equipe foi montada exclusivamente para monitorar as mensagens negativas. Nas próximas eleições a experiência vai se repetir, por certo com uma estrutura ainda maior.

O mais jovem dos pretendentes ao Planalto, Aécio Neves, que tinha 34 anos quando a internet chegou ao país, é, assim como Lula, 14 mais velho, avesso à rede. Segundo sua assessoria de imprensa, o governador mineiro, o mais jovem dos pretendentes ao Planalto, a exemplo de Lula não costuma usar correio eletrônico como instrumento de trabalho e não acessa internet por telefone. Também não tem o hábito de usar o celular para receber e passar mensagens. Prefere ler as notícias no “clipping” impresso que recebe de sua assessoria do que no computador.

A pouca familiaridade de Aécio com o meio não impediu seu governo de responder aos ataques eletrônicos que sofreu, tanto em 2006, em sua reeleição, quanto em 2008, na disputa municipal. O último ataque veio por meio de um documentário postado no You Tube sobre a pressão exercida por Aécio contra a imprensa mineira. A resposta veio da Juventude do PSDB, que postou um outro vídeo rebatendo as críticas e fazendo novas acusações contra o autor do vídeo. Na avaliação interna do governo sobre o caso chegou-se a uma conclusão: as respostas só poderiam ser dadas no mesmo formato, pelo You Tube.

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